Julinha se deixa ser vista pelo seu padrasto enquanto tocava um siririca!
Capítulo 8
Depois de terminar o café da manhã, subi apressada para o meu quarto, a adrenalina ainda pulsando em mim. A diversão que eu acabara de provocar ainda estava fresca, e o pensamento de como tinha deixado o meu padrasto completamente fora de si me fazia sorrir por dentro. Ele, coitado, sequer percebeu a armadilha que se desenrolava diante dele. A excitação me consumia, e eu sentia uma vontade irreprimível de rir alto, de gritar por dentro com a travessura que acabara de cometer. Antes que o fervor esfriasse, liguei para o Matheus. Precisava saber, urgentemente, o que ele havia dito ao pai dele. O mesmo pai que, há apenas cinco minutos, parecia um homem desesperado, tentando ao menos vislumbrar um pedaço de algo que sequer era dele.
— Matheus, tudo bem? É a Júlia…
— E aí…
— Quando a gente vai marcar de sair? — minha voz era direta, sem rodeios, e eu sabia disso.
— Consegue vir aqui em casa? Meu irmão está com a namorada, e meu pai ainda está aí na sua casa.
— Vou tentar convencer a Mariana a me acobertar para eu ir à tarde, mas tem uma coisa que eu nunca te contei…
— O quê? Vai me dizer que não dá porque não se depilou?
— Eu sou virgem. — Respondi de forma direta.
Ele ficou em silêncio do outro lado da linha, a minha confissão parecia ter paralisado o tempo. Senti um medo súbito, um receio profundo de que ele fosse me rejeitar, de que a minha virgindade fosse algo que ele não fosse querer. Sempre achei que homens não gostavam de virgens, pelo trabalho que dava e a pouca experiência, algo a ser evitado.
— Olha, você tem certeza de que quer que seja assim? Por mim, tudo bem. Tente sair de casa e vem pra cá.
— Ei, não falei que vou te dar, não, você está entendendo errado… — As palavras saíram apressadas, com um nó na garganta. Eu estava morrendo de medo, nervosa.
— Ué, achei que você estava afim…
— Isso a gente vê pessoalmente. — E finalmente empurrei para depois.
Deitada na cama, minha mente estava uma tempestade. A primeira vez seria um marco, eu sabia disso. Mas não sentia amor por ele, era só desejo, aquela necessidade urgente, um fogo insaciável que queimava em mim. Não entendia muito bem por que estava apressando as coisas, talvez fosse a pressão. Minhas amigas, praticamente todas, já tinham dado para os namorados, e eu, aqui, sozinha. Era difícil achar alguém com todo o tumulto que se passava dentro de casa.
Comecei a imaginar como seria, as mãos dele percorrendo meu corpo, e a pergunta se repetia na minha mente: “Será que ele beija bem?” — essa dúvida ressoava em mim, e me fazia imaginar como seria o seu beijo. Meu corpo começou a responder, e minha mão, safadinha, foi logo em busca de um cantinho aconchegante. Deitada, com as pernas dobradas e unidas, eu me esfregava, sentindo o atrito suave da minha coxa contra a outra. Eu amava fazer carícias nos meus grandes lábios, era algo relaxante, íntimo. A textura, o calor… o prazer que isso me proporcionava.
Logo, me senti molhada, e, sem pensar, toquei para conferir. Minha lubrificação era cristalina, ligeiramente pegajosa. Passei os dedos pela pele e levei-os à boca. O gosto era suave, ligeiramente salgado, eu ria sempre que fazia isso, achava meio nojento mas era muito gostoso. Meus seios sensíveis encontravam conforto com os carinhos que meus dedos faziam, eu amava eles, eram firmes e os mamilos bem pontudinhos. Eu gostava de beliscá-los e fazer pequenas torções.
Lá embaixo, revezava entre deslizar um dedo, úmido da própria saliva, e os círculos lentos e ritmados no grelo, que inchava, endurecido, como se crescesse em resposta ao toque. Cada vez que os dedos se moviam, um calor espalhava-se pelas coxas, até o ventre contrair levemente. Dois dedos lá dentro? Normalmente doía, mas naquela noite, parecia que o corpo queria mais, como se a carne sedenta se abrisse, convidativa. Era curioso pensar no quanto uma boceta podia se adaptar; sentia que precisaria dessa elasticidade — o pau de Matheus era grande demais para caber sem resistência.
Um gemido escapou da minha garganta antes que pudesse contê-lo, algo entre surpresa e prazer. Mordi os lábios, abafando o som, enquanto deixava a palma da mão pressionar suavemente minha Larissinha. O toque ritmado me arrancava pequenas risadas curtas, nervosas, e o pensamento de como seria tê-lo inteiro dentro de mim só fazia o calor crescer.
Eu sentia que ia gozar. Fechei os olhos, rezando para que nada quebrasse aquele fio tênue que me conduzia ao final, um momento tão raro, quase inalcançável. A eletricidade que subia das coxas queimava meus mamilos, como uma onda quente que me cortava a respiração. Apertei as coxas com força, num desespero instintivo, como quem tenta conter uma represa prestes a ceder. Mas cedeu. Veio com força, arrebatando cada músculo, me arrancando gemidos altos que eu nem percebi soltar. Gozar foi como um trovão interno que me quebrou por dentro, fazendo meu corpo tremer inteiro. Eu me desfiz sobre a cama, os dedos ainda úmidos entre as pernas, o coração disparado, e uma risada leve escapou dos meus lábios.
Estava feliz, como se tivesse alcançado algo inalcançável. Foi então que o vi. Não tinha percebido antes, mas havia companhia. Na porta do meu quarto, eu cometi o descuido de não fechar e estava ele lá de pé, meu padrasto me observava. Seus olhos não piscavam, e sua mão segurava, doentiamente, o volume evidente entre suas pernas.
Eu não gritei. Tirei a mão devagar de entre minhas pernas, cada movimento carregado de uma provocação involuntária. Levei os dedos à boca, um a um, sorvendo meu próprio gosto com calma, o olhar preso ao dele, que parecia congelado no vão da porta.
— Tio, fecha a porta, por favor. — Minha voz saiu baixa, mas segura, como se eu fosse a dona do momento, apesar do rubor que me queimava as bochechas.