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1004 palavras
5 minutos
Perdendo a virgindade com o meu primo

A primeira tentativa de perder a virgindade, será que Julinha vai conseguir dar pro seu meio-irmão?

Capítulo 9#

Quando o namorado da minha mãe fechou a porta, respirei fundo, tentando sufocar o furacão que girava dentro de mim. Contei até dez, mas o calor entre as pernas não diminuiu. Levantei correndo, trancando a porta com mãos trêmulas, como se isso pudesse segurar minha própria insanidade. Estava escorregadia, elétrica. Queria fazer aquilo de novo, me exibir, provocar, ser devorada pelos olhos famintos daquele homem que não deveria me querer.

O que tinha dado em mim? Parecia que algum espírito insano havia tomado conta do meu corpo, guiando cada gesto atrevido.

A manhã passou em um turbilhão. Eu não conseguia sossegar. Pensava em Matheus — meu meio-irmão. Precisava vê-lo naquela tarde. Mas não podia simplesmente sair de casa sem dar explicações.

Minha prima, cúmplice fiel das minhas aventuras, era minha saída. Liguei para ela e despejei tudo de uma vez:

— Vou encontrar o Matheus hoje. — direta.

— E aí? — Ela riu, já sabendo onde aquilo ia parar.

— Quero dar pra ele e você vai me dar cobertura!

Ela gargalhou do outro lado, excitada pela confissão.

— Vai fundo! Quero saber os detalhes depois, eu estou em aula, diz pra sua mãe que você vai me encontrar no cursinho.

Minha mãe não ia perguntar muita coisa, contanto que eu voltasse para casa sem cheiro de álcool ou cigarro. Isso era regra. Mas hoje eu não ia descer para ajudar no almoço. Nem pensar. Não tinha coragem de encarar meu padrasto.

Só então me ocorreu uma possibilidade que me gelou a espinha: e se ele tivesse contado tudo para a minha mãe?

Mas logo relaxei. Ele estaria ferrado se abrisse a boca, porque eu contaria uma história muito diferente. Essa certeza me deu um tipo estranho de poder, mas também me trouxe uma pontada de culpa. Sempre achei ele um cara gente boa. Melhor deixar esse pensamento de lado.

Fui para o quarto, direto para o guarda-roupa. Precisava decidir o que vestir. Olhei para a bagunça de roupas jogadas e murmurei baixinho:

— O que as meninas vestem quando querem dar?

Suspirei.

Eu nunca tinha dado.

Escolhi uma calcinha preta de rendinha. Não era nada demais, mas era o que eu tinha de mais perto do “sexy”. O problema veio quando percebi que não tinha um sutiã que combinasse — todos eram simples, escolhidos só pelo conforto e para não deixar alça aparecendo por baixo da blusa. Suspirei frustrada.

Separei as roupas com cuidado e joguei na bolsa algumas camisinhas que ganhei na escola. Me preparei como quem vai para a guerra, ainda que uma guerra feita de nervosismo e expectativa.

O resto da manhã foi um longo ritual de preparativos. Revisei mentalmente tudo o que sabia — o que, para ser honesta, não era muita coisa. Acabei buscando na internet dicas sobre como transar pela primeira vez sem sentir dor, além de descobrir o que fazer caso a camisinha furasse. Cada clique aumentava meu pânico, mas fingir que estava no controle era minha única saída.

Quando deu a hora, peguei uns livros e caminhei até a porta.

— Vou encontrar minha prima — anunciei, tentando soar casual.

Meu padrasto me olhou sem expressão, enquanto minha mãe gritou o de sempre:

— Juízo! Que horas volta? Vai aonde?

Ele fingia que nada tinha acontecido, e isso me trouxe um estranho alívio. Respirei fundo, tentando manter a compostura, e saí de casa com um pouco mais de coragem enquanto respondia minha mãe aos berros, lhe dando as costas e cruzando a porta.

Uma viagem de ônibus depois, cheguei à casa dele. Não ficava longe, era só mais uma dessas casas de subúrbio com portão baixo e sempre aberto. O tipo de lugar onde tudo parece exposto ao mundo.

Passei pelo quintal com passos rápidos, o coração batendo forte. Da porta da varanda, chamei por ele, a voz baixa e ansiosa. Eu parecia uma criminosa, desesperada para entrar sem ser vista.

Assim que a porta se abriu, eu praticamente invadi a casa, fugindo dos olhos curiosos dos vizinhos. Ele me olhou com uma mistura de susto e surpresa, provavelmente pensando: “Essa aí tá doida mesmo pra dar!”

— Cara, se me pegam vindo aqui, eu tô ferrada! — falei, rindo nervosa.

— Relaxa, quer uma água? — ofereceu, tentando me acalmar.

Fomos para a cozinha, onde o calor ainda pesava, mas pelo menos dava para descansar um pouco do sol escaldante. O papo fluía aos tropeços, cheio de risadas tímidas e pausas desconfortáveis. Eu queria avançar, perguntar diretamente quando ele ia tomar uma atitude, pedir um beijo só para ver se finalmente começava algo. Mas nada acontecia.

Ele parecia tenso, às vezes ficava em silêncio, sem saber o que dizer. Engraçado, porque por mensagem e com meus primos ele falava pelos cotovelos. Ali, comigo, parecia travado.

— Matheus, tu não pode ligar o ar do seu quarto, não? — perguntei, secando o suor da testa. — Tá muito calor!

— De dia meu pai me mata se eu ligar.

Revirei os olhos.

— Sério, Matheus? Acho que ele te mataria por algo pior do que a porra do ar ligado, né? — soltei, desafiando.

O quarto era apertado, sufocante. Um cubículo desorganizado, onde o cheiro de morrinha e roupa suja se misturava ao odor azedo do desodorante barato. Uma mesa pequena, ocupada por um computador de gamer, piscando luzes coloridas inúteis, contrastava com o armário caindo aos pedaços. O único espaço para sentar era a cama de baixo da beliche, os lençóis embolados com roupas de cama engorduradas e cheias de manchas de suor, ou a cadeira gamer toda rasgada e afundada no meio como se já tivesse suportado peso demais.

Anexo ao quarto, um puxadinho mal feito pelo meu padrasto tentava ser um banheiro. Era um espaço tão pequeno que era impossível duas pessoas entrarem ali ao mesmo tempo.

Andar naquele cubículo era impossível… E ele, ali, parado, tão perto que eu podia sentir seu calor, sua respiração curta. Meu corpo já ardia de impaciência. Cansei da hesitação. Não dava para perder mais tempo. Joguei os braços sobre seus ombros, puxei seu corpo contra o meu, sem espaço para dúvidas, e o beijei. Beijei com fome, com vontade, com a certeza de que ele não teria coragem de recuar.

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