Capítulo 11
Ele parecia revoltado, a boca meio aberta como se fosse reclamar, mas sem coragem de soltar um som. E, ao mesmo tempo, fazia aquela cara engraçada, uma mistura de desespero e indignação, como um cachorro preso do lado de fora na chuva, pedindo para entrar. “Coitado dele”, pensei, mordendo o lábio, tentando conter o riso. Mas não dava. Se ele gozasse agora, ia me deixar na mão. Meu meio irmão satisfeito, e eu? Como ficava? Nem fodendo.
A verdade é que eu ainda não sabia se queria sentar. Querer, eu queria — porra, como queria! — mas o medo fazia eu cruzar as pernas. O medo de doer, o medo de sangrar, o medo dele sair contando pra todo mundo. Além disso, ele parecia tão inexperiente quanto eu, e isso me deixava ainda mais travada. Se ele soubesse o que fazer, talvez fosse mais fácil.
Dessa vez, o tesão não queimava na pele como da outra vez, com Carla e o namorado. Aquela loucura, aquele calor que me fez esquecer do mundo — nada disso estava aqui agora. Só um nervosismo esquisito, um receio que grudava em mim como suor frio. Talvez fosse a culpa, sei lá, ele era filho do meu padrasto, não é?
— Deixa eu te chupar então, Júlia? — A voz dele veio num sussurro ansioso, uma tentativa patética de barganhar alguma coisa, qualquer coisa.
Meus olhos se arregalaram na hora. O calor subiu pelo meu rosto me fazendo ficar vermelha e rindo como uma idiota, de vergonha. Caralho. Eu não esperava por essa.
Na minha cabeça, minha primeira vez seria outra coisa, algo mais… de pele. Um negócio natural, fluído, onde a gente ia se despindo pela casa, encostando aqui e ali, se perdendo nos próprios corpos sem nem perceber. Um calor tão grande que faria a roupa parecer insuportável, obrigando a gente a arrancar peça por peça no meio do caminho. E não um “Júlia, deixa eu te chupar” jogado assim, seco, dentro de um quarto fedorento, cercado pelo cheiro de suor velho e roupa suja.
Mas, o fogo na periquita, sabe como é, poderia ser uma espécie de experimento para mim. Eu já tinha chupado ele mesmo, e eu estava mega curiosa sobre como seria. Desabotoei os botões e deixei a calça deslizar apertada para fora das minhas pernas, me deixando ali, toda acanhada. Por um instante, achei que ele iria começar me beijando na boca, mas não. Ele não tirava os olhos da minha boceta, e tinha um riso infantil que não saía da cara.
— Nossa, prima, depiladinha, que delícia…
— Você não sabe o que é estar depilada não, né, seu idiota? Eu passei a máquina só.
Realmente, eu não me depilava quase nunca. No máximo, abaixava os pelos à máquina, gilete na virilha e entre as pernas, e perto do furico para não ficar pelo pulando fora do vestido.
Quando ele começou, já veio a primeira decepção. Pensei que, no último minuto, ele fosse finalmente me dar um beijo, alguma coisa que fizesse aquilo parecer menos estranho, mas não. Só desceu direto, sem nem olhar pra minha cara, a boca indo parar na minha barriga.
Aquilo não era ruim, se não fosse pelo jeito afobado, sem parar quieto um segundo no mesmo lugar. Mas era bom, não posso negar. Ele arranhava minha pele de leve, os lábios fazendo movimentos circulares que deixavam uma sensação fria e esquisita no ventre. Um arrepio subia e descia, daqueles que faziam a gente se contorcer sem perceber.
A boca foi descendo, devagar. Passou pela linha da minha cintura, deslizou até a parte das coxas. Minhas pernas ainda estavam unidas, fechadas como uma porta trancada. Eu não sabia se era eu ou ele que tinha que abrir. Nunca tinha dado, porra! Era pra eu levantar a perna? Separar? Esperar ele forçar? Ninguém nunca me ensinou essa parte.
E ali começou a ficar bom. Finalmente. Ele lambia, mordiscava, sugava. A cada toque, eu sentia meu corpo reagindo, implorando por mais. Mas então, ele desceu mais, até onde começava a rachinha… e nada.
Fiquei esperando. Ele realmente não ia pedir para eu abrir as pernas? Sério?
O incômodo começou a crescer. Eu já estava toda excitada, pronta, e ele ali, preso numa preliminar de merda que parecia não acabar nunca!
Eu meio que perdi a paciência.
Afastei ele de mim e me arreganhei inteira, sem vergonha nenhuma. Nem pro ginecologista eu tinha me aberto tanto. Por um instante, tive um impulso de pegar ele pelo cabelo e socar a cara dele entre minhas pernas, enfiar aquela boca direto onde eu queria — mas desisti. Só ri da ideia.
Ele veio.
E quando a boca dele tocou minha pele, eu entendi. Entendi por que todo mundo dizia que aquilo era maravilhoso.
A boca sugava estímulos, puxava sensações do fundo do meu ventre, me fazia tremer inteira. Eu não conseguia nem dizer direito onde ele estava chupando, porque eu estava sensível demais. Qualquer movimento, qualquer deslize pro lado, e eu poderia gozar. O corpo reagia sozinho, os músculos se contraíam sem que eu mandasse, e eu, sem perceber, já segurava a cabeça dele, rebolando de leve, guiando. Mostrando onde ele deveria focar.
E o garoto, pasme… parecia ser habilidoso com a boca.
— Alguém aí chupou muito Danoninho, hein! — soltei, entre uma risada e um gemido, sem conseguir evitar.
Eu poderia ficar horas deixando ele fazer aquilo em mim, e como ele parecia não se importar ficou completamente entretido com a função.