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959 palavras
5 minutos
O moço do ônibus

Capítulo 12#

Eu já estava ali há uns vinte minutos, deitada naquele muquifo, pernas abertas, esperando um milagre. Era gostoso? Até era. Mas faltava alguma coisa. Não tinha aquela pegada, aquela força, aquele desespero de querer me fazer gozar. Ficava só no… gostosinho. E isso me cansava. Minha periquita já começava a ficar dormente, e eu sabia que não ia rolar.

— Matheus, vamos parar?

Ele parou os movimentos na hora, o pau ainda duro, e me olhou com aquela cara de “por que, caralho?”.

— Porra, tá ruim? Você não goza por quê?

A resposta veio na ponta da língua: “Porque não tem homem aqui pra isso”. Mas eu me segurei. Não queria humilhar o coitado, ele não tinha culpa. Claro que eu queria gozar litros, mas com ele não dava.

— Sei lá, cara… Acho que travei. Fiquei nervosa. Vamos parar, por favor?

Ele bufou, revirou os olhos. Claro que ia colocar a culpa em mim, a culpa sempre era da mulher. Mas, sinceramente, nem era culpa dele também. Alguns caras simplesmente não nascem para o serviço.

Me sentei, envergonhada, e foi aí que descobri uma verdade incômoda: tirar a roupa é sempre mais fácil do que colocar. Tudo espalhado pelo quarto, eu tentando me vestir depressa enquanto sentia o olhar dele grudado em mim. Me incomodou. Parecia estranho. O menino ainda estava de pau duro, querendo mais, e eu negando fogo. Sabia que precisava sair dali antes que meu padrasto ou o irmão dele chegassem.

Enfim, depois de ajeitar tudo, me despedi com um beijo demorado, quente. Ele não merecia ir pra casa só na mão.

— A gente vai poder continuar algum dia? — perguntou, esperançoso.

Sorri.

— Claro!

Apertei o pau dele por cima da calça e fui embora.

No ônibus a caminho de casa, fui fazendo minha contabilidade mental. Menos de dez dias atrás, eu era uma pobre cabaça que nunca tinha feito nada da vida. E agora? Beijei uma mulher, chupei duas bocetas, dois paus. De donzela pura a uma bela de uma vagabunda.

Se bem que… que tipo de vagabunda ainda era virgem e nunca tinha gozado?

A pergunta ficou martelando na minha cabeça, como se minha alma estivesse tentando entender o que diabos estava acontecendo comigo. Uma conjunção astral? Uma crise de identidade? Sei lá.

Abri o horóscopo no telefone, buscando alguma explicação cósmica. Nada além de “cuide da sua saúde” e “evite excessos”. Ri sozinha no lotação.

— Pegar uma creca ou um filho agora seria de foder! — pensei, mordendo os lábios pra segurar o riso.

Definitivamente, o universo estava brincando comigo ou meu ciclo menstrual estava descompensado. Ultimamente, quando o assunto era sexo, eu andava meio desregulada.

Sentada ali no ônibus, ainda sentia um calor pulsando entre as pernas. Mesmo depois de me limpar, continuava molhada, um formigamento leve, insistente. Quando apertava as coxas e dava uma esfregadinha de leve, uma corrente elétrica subia direto para os bicos dos meus peitos, me deixando arrepiada. E, para piorar, um cara simplesmente delicioso resolveu ficar em pé bem na minha frente.

O puto queria se exibir, só podia. O ônibus quase vazio, vários bancos livres, e ele lá, se equilibrando no ferro, me obrigando a olhar para ele.

Magrelo fortinho, mais velho que eu, bem mais velho. Dava pra ver que não era o tipo que costumava andar de ônibus. Camiseta justa, cordão no pescoço e uma bermudinha que parecia ter sido feita para me torturar. O volume ali era descarado, indecente. Eu conseguia ver os contornos certinhos, podia até dizer para que lado ele guardava o pinto dele.

E eu olhava. Olhava sem conseguir evitar.

Foi quando ele me flagrou.

Meu corpo congelou no mesmo instante. Mas, fingindo naturalidade, continuei encarando o nada, como se estivesse apenas perdida nos meus pensamentos. Acho que disfarcei bem… acho.

Ou talvez não, porque quando criei coragem para olhar de novo, lá estava ele: me sorrindo.

Meu estômago virou, meu coração acelerou. Fiquei nervosa. Sorri de volta, aquele sorriso sem graça de “boa tarde”, sem querer dar muita abertura.

O problema é que eu queria.

— Colega, tudo bem? Você pode me dizer onde saltar pra ir na oficina do Geraldo? Deixei meu carro lá e tô indo buscar.

“Eu te perguntei sobre porra de carro, seu merda?” — pensei, revirando os olhos por dentro. Sempre odiei gente que se exibe, ainda mais com coisa besta. Homem adora meter um carro no meio da conversa achando que isso vai abrir alguma porta, teria mais efeito se ele desse uma ajeitadinha na mala na minha frente!.

— Eu vou descer lá, é só descer comigo. — respondi seca, sem dar muita abertura.

Tarado de ônibus eu já conhecia de longe. Red flag acesa, mas… aquela bermuda dizia que talvez ele compensass; e ele era bonitinho! Ri sozinha, mordi os lábios, disfarçando.

— Qual o seu nome? — ele insistiu.

— Júlia…

— Então, Júlia, será que eu posso pegar seu telefone?

— A gente desce nesse ponto. — me levantei, ignorando a pergunta.

Claro que eu queria sentar nele, mas precisava fazer um charminho, me fingir de difícil. O jogo tinha que ser jogado direito. Ele me seguiu sem discutir, e descemos juntos do ônibus. Eu continuei calada. Estava perto de casa, e sabia que os vizinhos adoravam bisbilhotar. Ali, todo mundo me vigiava. Tinha que ficar esperta.

— É por ali. — Apontei a direção da oficina e virei as costas, já dando o fora.

— Esqueceu de me dar seu telefone! — ele chamou atrás de mim.

Revirei os olhos, mas parei.

— Pra que você quer meu telefone?

— Sei lá, pra gente trocar uma ideia, se conhecer, só isso. Qualquer coisa, se não gostar, pode me bloquear.

O desgraçado além de bonito e gostosinho, ainda tinha lábia. Um jeitinho de falar que me pegou desprevenida, me desmontou toda. Percebi que estava sorrindo.

Merda.

Quebrei a pose e cantei meu número pra ele.

Agora era só esperar ele me ligar.

Droga… esqueci de perguntar o nome dele.

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