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CapĂtulo 14
Depois da quizumba com a minha mãe, sobrou pra mim. Castigo. Nem me dei o trabalho de perguntar até quando, sabia que era da boca pra fora, igual todas as outras vezes. O problema era o clima insuportável dentro de casa. Minha mãe de cara fechada, mal falava comigo, e eu sem poder colocar o pé pra fora. Se ela pudesse, cortava até minha internet, mas, como sempre, a casa estava cheia de gente, e ela sabia que não dava pra fazer esse tipo de coisa sem arrumar briga com meio mundo.
O que me pegava mesmo era a ausência do meu padrasto. Já fazia uns dez dias que ele não aparecia, e ninguém falava muito sobre isso. Matheus, o filho dele, que eu já tinha feito umas bobeirinhas comigo, comentou por alto que a briga entre os dois tinha sido feia. “Nem sei se eles voltam”, ele disse, e isso me deixou com uma pulga atrás da orelha. Será que ele ia sumir de vez? No fundo, eu torcia pra que não, minha mãe ficaria muito triste e seria minha culpa.
Os dias se arrastavam no castigo, mas, pra ser sincera, nĂŁo era nada difĂcil. A casa sempre cheia, tios, primos, gente pra todo lado. Minha mĂŁe atĂ© tentava manter a pose, mas eu sabia que logo ia esquecer e me deixar sair. Enquanto isso, o moço do carro continuava conversando comigo. A gente falava todo dia. Contei pra ele uma versĂŁo resumida do que tinha rolado, sem entrar muito nos detalhes. Ele sĂł riu, dizendo que nĂŁo tinha problema esperar. “Melhor a gente sair quando eu tiver recebido”, ele falou. Homem prático. Eu gostava disso.
Mariana estava comigo no quarto, as pernas cruzadas sobre a cama, o celular na mĂŁo, mas a atenção dividida entre mim e as fofocas da casa. A gente tentava juntar informações, pescar alguma pista do que a famĂlia comentava sobre a briga, mas ninguĂ©m sabia de nada. Estranho. Minha mĂŁe sempre falava tudo — atĂ© o que nĂŁo devia. Minhas intimidades já tinham sido pauta no cafĂ© da manhĂŁ de todas as minhas tias pelo menos uma vez na vida. Mas agora, silĂŞncio total. Isso sĂł podia significar uma coisa: era grave.
O barulho de passos no corredor fez a gente se calar, a porta se abriu sem muita cerimĂ´nia e Pedro entrou. Ele nem hesitou, veio direto atĂ© mim, como quem já sabia o que queria. Olhou de um lado pro outro, certificando-se de que nĂŁo havia ninguĂ©m alĂ©m de Mariana, entĂŁo se abaixou e me beijou. Pedro era meu peguete, meu amorzinho, era um sujeitinho cheio de mĂŁos comigo, mas nunca tinha tĂnhamos ido adiante, pois sempre tinha alguĂ©m segurando vela.
— Senta aqui, Pedro — chamei, batendo no colchão ao meu lado.
Mariana se levantou devagar e foi até a janela, franzindo a testa como se tivesse visto algo lá fora.
— Ué, por que todo mundo tá saindo?
Pedro, que ainda estava parado perto da cama, deu de ombros.
— Meu pai vai levar a mãe da Júlia e a sua mãe naquele mercado que compra em atacado. Tão com essa ideia de comprar tudo em quantidade pra sair mais barato.
Mariana sorriu de canto, entendeu na hora o que aquilo significava.
— Então eu vou deixar os pombinhos aqui sozinhos…
O tom malicioso dela me fez revirar os olhos. Ela riu, já saindo do quarto, zombando de nós antes de fechar a porta atrás de si.
Assim que a porta bateu, eu não perdi tempo. Agarrei Pedro pela gola da camisa e puxei ele pra mim. Meu primo era um sujeitinho afobado, era um mmagricela alguns meses mais novo do que eu, e por algum motivo, me dava foguinhos. Diferente do Matheus, que tinha pegada, mas não me fazia sentir nada, Pedro era o contrário — acendia um calor dentro de mim, mas nunca teve a oportunidade de apagar.
Começamos a nos beijar freneticamente, minha lĂngua enroscando na dele, minhas mĂŁos agarrando sua nuca. Meu corpo queria mais. O calor subia pelo meu peito, minha calcinha já estava Ăşmida, ansiosa, doida pra ser tocada. Mas, como sempre, com Pedro as coisas nunca engatavam. Tinha alguma coisa errada.
— Caralho, Pedro, toma uma atitude! Segura meu peito, sei lá, faz alguma coisa! — soltei, já impaciente.
Ele arregalou os olhos, como se eu tivesse pedido pra ele matar alguém.
— Eu posso? Achei que você não ia gostar… Da última vez você ficou tirando a minha mão…
E foi só isso. Ele colocou a mão no meu peito e… nada. Não apertou, não torceu, não me machucou, nada. Ficou ali, parado, como se estivesse segurando um copo d’água.
Eu queria rir. Ou chorar. Talvez os dois e com muita irritação junta.
— Pedro, você é viado ou burro? Da última vez tinham pessoas aqui, cacete!
Ele quase engasgou com a prĂłpria saliva.
— Eita, garota! Precisa ser grossa desse jeito?!
Cruzei os braços, levantando uma sobrancelha.
— Você tá com a mão parada no meu peito sem fazer nada! Faz alguma coisa, eu tou deixando porra!
— He he he— Ele riu malicioso — Acesso livre, não é?
Olhei bem pra ele. Ele parecia mentir, era como se ali sozinhos ele tivesse perdido aquela confiança safada que ele me mostrou da última vez: os ombros encolhidos, o corpo todo tremendo como se eu estivesse abusando dele. “Abusando…” A palavra piscou na minha cabeça como um letreiro luminoso. Eu gostei da ideia. Um sorriso malicioso surgiu nos meus lábios, e, naquele instante, decidi que ia me divertir. A merda que eu estava prestes a arrumar era grande.
— Eu vou mandar, e você vai obedecer. Certo? Ouviu bem?
Os olhos dele se arregalaram, assustados. Ele não era de todo palerma — sabia dar ideia, beijar bem até, mas era cheio de dedos e não sabia as horas certas de fazer as coisas. Ficou ali sentado, com cara de bocó, esperando o que eu ia fazer.
— Vem pra beirada da cama.
Puxei ele sem cerimônia, sem dar espaço para hesitação. Eu queria testar o que tinha aprendido antes, queria ver se com ele as coisas seriam diferentes. Minhas mãos foram diretas para o botão da bermuda, abrindo o velcro com um puxão seco. Não esperei por reações, apenas enfiei a mão e libertei o que ele escondia na cueca. Ele estava duro. A pele cobria a ponta, mas já dava pra ver o brilho da excitação, umedecido, como se já tivesse gozado um pouco ali só de nervoso.
Sem aviso, enfiei na boca.
Se ele protestou, nĂŁo ouvi, e, se tentasse, nĂŁo teria adiantado. Fiz do jeito que sabia, sem medo de babar, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo pra mim. Pedro se tremia inteiro, os dedos escorregando pelo meu cabelo, carinhosos, hesitantes. Ele nĂŁo era como os outros. Com ele, eu me sentia segura. Era meu primo favorito.
Eu sorri contra a pele quente, me afastando sĂł um pouco para vĂŞ-lo. Seu rosto estava torto de prazer, como se estivesse prestes a ter um derrame.
— Tá gostando? — provoquei, deslizando a mão lentamente pela base, apertando de leve. — Se tu não fosse tão lerdo, já teria isso há muito tempo.
Ele respirou fundo, os olhos fixos em mim, cheios de um desejo contido.
— Quer ver ela?
— Ela quem?
Revirei os olhos, rindo.
— Minha boceta, seu idiota. Nossa, isso vai ser difĂcil, hein!
Ele engoliu seco.
— Quero…
Eu estava impaciente. O desejo ardia dentro de mim, e ele nĂŁo ajudava em nada. Tirei a calcinha, levantei a saia e me sentei na cama, as pernas abertas, esperando. Se ele subisse em cima de mim agora e enfiasse, eu nĂŁo reclamaria nem um pouco. Mas, em vez disso, ele se acomodou entre minhas pernas, os dedos hesitantes deslizando pela minha pele. Seus toques eram suaves, exploratĂłrios, como se estivesse descobrindo naquele momento o que Ă© uma mulher.
Quando finalmente chegou nela, o que senti não foi apenas tesão, mas um profundo relaxamento. Seus dedos deslizavam devagar, quase hesitantes, traçando cada curva, cada dobra com uma paciência inesperada. O calor do toque, a leve pressão que fazia em certos pontos, me arrepiava de um jeito diferente. Meu corpo cedeu sem resistência, a respiração desacelerou, e por um instante, eu só queria sentir.
Fechei os olhos e me desliguei.
— Posso enfiar o dedo, Ju? — A voz dele veio baixa, quase um sussurro rouco contra minha pele.
Abri os olhos, o rosto dele estava perto, atento, esperando minha resposta.
— Pode…
Ele se ajeitou melhor entre minhas pernas, os olhos escuros acompanhando cada movimento. O primeiro toque foi experimental, os dedos deslizando na entrada, espalhando minha umidade como se estivesse testando minha reação.
— Me fala onde é gostoso…
— Tá…
A ponta do dedo encontrou o caminho sem pressa. Eu era virgem, mas um dedo passava de boa. Esse lance de “virgindade” nunca fez muito sentido pra mim — já tinha brincado com escova, canetinha, até desodorante. Um dedo não era nada.
Ele afundou devagar, e um arrepio subiu pela minha espinha. Senti cĂłcegas, meu corpo reagia antes mesmo de eu entender o que estava acontecendo. O toque era exploratĂłrio, cuidadoso, como se ele estivesse tentando mapear cada centĂmetro dentro de mim.
— Coloca o dedo na parte de cima e não enfia tudo — guiei, mordendo o lábio.
— Aqui?
— Vai mais pra baixo… Assim…
Ele ajustou o movimento, e quando acertou o ponto certo, um calor tomou conta do meu ventre.
— Meu Deus, virei flanelinha de boceta! — soltei, rindo sem fôlego.
Pedro riu também, mas não parou.
— Isso, tá vendo que aà é mais rugoso? — murmurei, ofegante, sentindo o calor pulsar dentro de mim. — Essa é a parte interna do meu clitóris, sacou?
Ele engoliu seco, os olhos escuros brilhando com uma concentração quase ingênua.
— Saquei…
— Agora, com a outra mãozinha, brinca com o dedinho assim… — guiei, arrastando a voz, sentindo meu corpo já derretido contra os lençóis.
Molhei dois dedos no próprio desejo, deslizando por mim sem esforço, abrindo, me tocando na frente dele. Ele ficou paralisado, os lábios entreabertos, extasiado, hipnotizado pelo que via. Mas, mesmo em transe, seguiu meu ritmo.
O dedo dele fazia o movimento certo, um ganchinho preciso que cutucava cada centĂmetro sensĂvel dentro de mim. Meu corpo começou a ficar sem oxigĂŞnio, os mĂşsculos contraindo sem controle.
— Se continuar assim, eu gozo… Melhor parar… — soltei num fio de voz, tentando puxar o ar de volta para os pulmões.
— Goza pra eu ver? — a voz dele saiu rouca, baixa, carregada de curiosidade e desejo.
Sorri, mesmo tremendo.
— Primo… Se eu gozar, vai ser um problema… Você não vai me segurar…
Mas a conversa durou tempo demais. O descontrole já tinha me tomado, a onda subiu antes que eu pudesse frear. Meu corpo reagiu sozinho, a respiração cortada num gemido que explodiu sem tempo de ser abafado.
Rebolei como se estivesse possuĂda, cavalgando contra os dedos dele, sentindo o clĂmax me arrebatar sem piedade. O prazer veio como um estouro, um espasmo bruto que me arrancou da realidade. Meu corpo tremeu inteiro, e um jato quente escapou em espirros, encharcando a mĂŁo dele.
Pedro olhava, boquiaberto, o rosto entre o choque e o ĂŞxtase puro, maravilhado com a cena.
Um orgasmo valente me desafiou — e venceu.
Minha última força foi usada para segurar sua mão e afastar ela de mim, que parecia querer morar ali para sempre.