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995 palavras
5 minutos
Mariana empata foda

Capítulo 15#

Eu estava numa posição completamente humilhante quando, pelo canto do olho, vi a porta entreaberta. Meu coração deu um salto. Uma cabecinha espiava, um rostinho curioso fixo em nós, imóvel, assistindo cada detalhe. Meu corpo inteiro travou na hora. Tentei fechar as pernas num reflexo desesperado, mas Pedro ainda estava entre elas, atrapalhando minha fuga.

Puxei todo o ar que consegui e gritei, tentando cobrir meu peito, que estava coberto, com um braço enquanto chutava Pedro para longe.

— Mariana, sua filha da puta, fecha essa porta!

Ela arregalou os olhos, fingindo um susto que não convencia ninguém.

— Desculpa, Prima, eu só fiquei curiosa… queria ver… só…

A voz dela saiu embargada, forçando um tom de choro, mas não tinha uma lágrima sequer nos olhos. A desgraçada estava ali fazia tempo, assistindo sabe-se lá desde quando. Bisbilhoteira de merda.

— Cara, eu não acredito… — soltei, incrédula, ainda tentando cobrir o que dava.

Em vez de sumir, empurrou a porta e entrou no quarto como se fosse a dona. Trancou a porta atrás de si com uma calma irritante, enquanto Pedro caía na risada da situação.

— Mariana, é para fechar a porta com você do lado de fora! — gritei, já ficando puta de verdade.

Ela revirou os olhos, cruzou os braços e encostou na parede, completamente à vontade.

— Relaxa, prima, você já gozou, não tá fazendo nada agora. E, sinceramente, já cansei de ver essa tua boceta murcha aí.

Pedro se engasgou com a própria risada, tossindo de leve, ainda se ajeitando na cama. Eu senti minha cara pegar fogo, de puro ódio e vergonha misturados. Mas a vagabunda não parou por aí.

— Pedro, tu sabia que a gente se pega?

— MARIANA!!!! — gritei, quase explodindo.

— Epa, como assim?! — Pedro arregalou os olhos, surpreso, tossindo e se engasgando.

— Sim, ela não te contou? Ih… desculpa, prima, não era pra contar? — Mariana fez cara de falsa inocente, mordendo o lábio como se tivesse falado sem querer.

— Vai se foder, vai… quer falar? Que fale! — Joguei os braços pro alto, já sem paciência.

E, claro, ela nem precisou de um segundo pra pensar antes de abrir a boca.

— A gente se pega, uai!

Pedro piscou rápido, processando a informação.

— Mas… como se pegam? Só beijos?

Mariana deu de ombros, como se estivesse listando coisas do dia a dia.

— E dedadas com chupadinhas no peito!

Pedro arregalou os olhos, boquiaberto.

— E não se chupam lá?

Ela riu.

— Não… mas a gente prova o melzinho uma da outra.

Meu Deus. Eu queria evaporar, sumir no ar. Meu rosto pegava fogo, minha periquita latejava e, ao mesmo tempo, eu não sabia se socava Mariana ou se ria da audácia dela. Que caralho ela queria com isso?

— Vocês vão transar? — ela perguntou, a voz carregada de provocação.

Pedro nem hesitou:

— Eu queria.

Fuzilei Mariana com o olhar e soltei, ironicamente:

— Quem sabe, né, Mariana, se VOCÊ NÃO ESTIVESSE AQUI!

Pedro estava quieto e de repente soltou

— Chupa ela para eu ver?

— Pedro se eu quisesse ser chupada por ela você não estaria aqui seu viado!

E desci a mão nele sem piedade. Pedro só ria, desviando como podia, enquanto Mariana gargalhava ao lado, achando tudo um espetáculo.

O tesão já tinha evaporado com aquela palhaçada, mas a oferta dela ficou martelando na minha cabeça. Eu nunca tinha chupado Mariana. Morri de vontade várias vezes, mas, por algum motivo, nunca aconteceu. A gente vivia trancada no quarto ou enfiadas sozinhas em banheiros, tinha oportunidade de sobra… talvez fosse medo, inexperiência, ou só aquela tensão besta de quem sabe que, depois de cruzar uma linha, não tem mais volta.

Eles ainda riam da minha irritação, mas, de repente, o clima mudou. Fiz com que ficassem sérios e um silêncio estranho se instalou no quarto.

— Quer saber? — Olhei para Mariana. — A porta tá trancada?

Ela confirmou com a cabeça.

— Então sai daqui, Pedro! — Apontei para o chão, sem paciência.

Ele piscou algumas vezes, confuso, mas não discutiu. Desceu da cama meio relutante, murmurando um “Pô, na moral…”

Aproveitei o embalo e me ajeitei na cama, abrindo as pernas o máximo que consegui. Meu corpo ainda estava quente, mesmo depois da confusão. Olhei para Mariana, que me encarava com aqueles olhos brilhando de safadeza, e soltei, sem rodeios:

— Então me chupa, sua puta.

Ela me olhou por alguns instantes, os olhos escaneando meu rosto, procurando algum traço de brincadeira. Depois desviou para Pedro, que ainda estava ali, mudo, sem entender direito se ria ou se esperava o desfecho daquela cena. Por último, seus olhos desceram para a minha boceta, onde pararam, fixos.

Ela ficou ali, estática, mordendo o lábio e apertando os próprios mamilos por cima da roupa, um tique nervoso que eu já conhecia. Ela sempre fazia isso quando estava excitada, mas também quando estava nervosa.

— Ai, prima… eu tava brincando… — disse, a voz meio sem jeito, tentando voltar atrás, como se de repente a ficha tivesse caído.

Revirei os olhos, impaciente.

— Ou tu me chupa ou eu te chupo. Tu não quer ficar aqui perturbando? Escolhe logo.

Ela engoliu seco, hesitante. Pedro, do outro lado do quarto, assistia tudo de boca aberta, sem saber se aquilo era real ou um delírio. Mas, como o safado que era, não perdeu a chance de torcer.

— Chupa aí, pô! — incentivou, com um sorriso idiota.

Eu e Mariana viramos para ele ao mesmo tempo.

— Cala a boca, Pedro! — dissemos juntas.

Ele riu, levantando as mãos em rendição, mas ficou ali, esperando o que viria a seguir.

Mariana ainda hesitou por alguns segundos, o rosto pegando fogo. Mas os dedos dela, agora apertando com mais força os próprios seios, deixavam claro que ela estava balançada. E eu sabia que, no fundo, ela queria tanto quanto eu. Mas, ela não tinha coragem. Virou-se e saiu pela porta fora chorando de nervoso.

Eu queria ter ido atrás dela, mas eu andava meio descompensada esses dias. Irritada mais que o normal, me vesti e fiquei de brincadeirinhas com Pedro, que agora estava mais soltinho, ele me pediu um milhão de vezes para chupar ele, mas eu não estava mais afim.

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