Capítulo 17
Mariana já estava dois dias sem falar comigo, isso era muito na nossa relação. Eu dei um desconto pois estávamos em época de prova e ainda tinha uns simulados idiotas de vestibular que não serviam para nada. Eu deixei mensagem, mas nada dela me responder.
Pedro encheu o meu saco nesses dois dias, queria transar de qualquer jeito. O cara tava desesperado, me mandava mensagem o tempo todo, dizia que ia explodir se a gente não resolvesse logo aquilo. Me ligava do nada, perguntava onde eu tava, se podia passar aqui. Eu enrolava. Sabia que, se ficasse sozinha com ele, não teria jeito.
Carla não falou nada, mas mandou uma interrogação pra mim. Devia estar querendo saber se eu ainda estava viva depois daquela noite na lavanderia. Preferi ignorar.
O carinha do ônibus conversava comigo todos os dias, a gente estava esperando virar o mês para poder sair. Ele era divertido, tinha lábia, mas eu já sabia que, no dia que a gente saísse, ele ia querer me comer. Só não sabia ainda se eu ia deixar.
E o Matheus? Não falou mais nada. Nem uma mensagem, nada. O pai dele também não estava vindo mais aqui, e isso foi algo que resolvi com a minha mãe na mesa do café da manhã.
Minha mãe suspirou, me olhando com aquela cara de quem sabia que eu sempre estava fazendo merda. Ela cruzou os braços sobre a mesa, batendo de leve os dedos no tampo de madeira.
— Júlia, eu sou sua mãe. Se tiver alguma coisa errada, eu preciso saber.
Engoli em seco, tentando manter a calma. Meu coração estava acelerado. O que exatamente ele tinha contado pra ela?
— Mãe, já falei, não tem nada de errado. Eu fiquei com raiva aquele dia e falei besteira. Só isso.
Ela me analisou, como se tentasse ler minha mente.
— Se ele fez alguma coisa…
— Ele não fez nada! — cortei rápido demais.
Droga. Isso me entregou um pouco. Minha mãe franziu a testa, respirou fundo e soltou a bomba:
— Ele não vai voltar.
Meu estômago deu um nó.
— Como assim?
— A gente decidiu se separar.
Meu mundo girou por um segundo. Eu achei que ia sentir alívio, mas, por algum motivo, uma ansiedade estranha subiu pelo meu peito.
— Por causa do que eu falei? — perguntei, sentindo o calor tomar conta de mim.
— Não, eu não quero homem aqui em cima da minha filha, isso é abuso filha, hoje ele olha amanhã passa a mão e depois eu nem sei mais… Melhor cortar o mal pela raiz.
— Mas, mãe, ele não tem culpa, homem olha mesmo né? Eu tava com roupa curta… — Eu tinha que defender ele por que eu o provoquei, seria muita sacanagem minha. E ele parece não ter dito para minha mãe o que eu fiz no meu quarto — de certa forma, éramos cúmplices.
— Você provocou ele? — ela fez uma pausa, me olhando com curiosidade. — Pode falar, filha, ele é charmoso mesmo. Você queria ver até onde ia o seu poder, né?
Eu não sabia mentir para minha mãe.
— Eca! Mãe ele é velho… E não, mãe…
E menti. Mas não sei se ela acreditou…
Eu desapareci da frente da minha mãe quando ela parou de falar, saí, me arrumei e peguei a mochila, metendo o pé para a escola.
Depois das aulas, eu não queria ir para casa, de jeito nenhum que eu ia para casa, vai que ela resolve continuar aquela conversa? Mas o problema era que eu não tinha para onde ir. Para o Matheus, eu não podia, o meu padrasto estava lá. Mariana não me atendia e Pedro estudava à tarde.
Só restava o moço do ônibus.
Eu liguei e, meia hora depois, ele estava lá para me buscar. A gente não tinha para onde ir, então fomos para uma ruazinha sem saída onde ele dizia guardar o carro. Ficamos sentados ali, o ar-condicionado ligado, conversando sem pressa.
Não deu dez minutos de carro parado e ele me puxou para me beijar. E claro, eu beijei. Queria isso há muito tempo. Ele era um sujeitinho bonito, uns cinco anos mais velho que eu, acho.
O beijo dele era bom, sem pressa. A boca encaixava na minha de um jeito certo, como se ele já soubesse o ritmo que eu gostava. A mão dele não se mexia no início, mas sempre me segurava forte, como se tivesse medo que eu fosse fugir dali.
Ele tinha uma coisa que me chamava a atenção, ele parecia ditar o desejo. Com seu beijo, ele me provocava, roçando os lábios na minha orelha, sussurrando coisinhas baixinho, descendo devagar pelo meu pescoço.
Suas mãos apertavam minhas coxas perto da virilha, mas não passavam dali, era só para me provocar mesmo, sabe? Pequenos toques, leves pressões, como se quisesse me deixar ansiosa pelo próximo movimento.
Eu já me sentia quente e molhada, doida para meter a mão no moço dentro da minha ximbica. Dei uma manjada no volume dele e, para minha surpresa, ele estava bem tranquilo, não parecia duro. Fiquei me perguntando se assim eram os homens de verdade… Sem aquela pressa, sem aquele desespero, apenas curtindo o momento. Na real, ele estava fazendo com que eu me sentisse segura com ele. E isso me deixava ainda mais entregue.
Aí a coisa começou a esquentar. Enquanto eu beijava ele, minha mão foi para a sua barriga deslizando devagar. Eu ficava arranhando de leve com minhas unhas em movimentos circulares, sentindo os músculos dele se contraírem sob meu toque.
Ele pegou minha mão e levou mais para baixo. Claro que eu tirei.
— Poxa… Só um pouquinho… — ele murmurou, me olhando com aquele sorriso malicioso.
— Tá, mas só um pouco… e é por cima da bermuda. — falei, me fazendo de inocente.
Eu ri por dentro. Acho que ele pensava que eu era uma santa. Mas de santa eu não tinha nada, e fiquei ali, toda pura, apertando o volume dele por cima do tecido. O pau dele era grandinho, e depois dos primeiros carinhos, se agigantou, ficando atravessado na bermuda, preso de um jeito que parecia até desconfortável.
Ele reclamou, me olhando com um sorriso travesso, e ajustou a bermuda, como se quisesse me mostrar o que eu tinha causado.
— Olha o que você está fazendo comigo… — disse, puxando levemente o tecido para baixo, deixando mais evidente o volume.
Minha curiosidade cresceu, mas hesitei. Queria dizer para ele tirar tudo, mas tinha medo de parecer atirada demais. Eu tinha alguma experiência, só nesse mês tinha brincado com uns três paus, todos de família. Então me fiz de inocente, mantendo o jogo. Eu sabia que não se deve atiçar homens se você não vai segurar o tranco.
Continuei apertando de leve e me aproximei, falando baixo no ouvido dele.
— Eu nunca vi de perto… posso olhar?
Ele riu, satisfeito, acreditando na minha provocação. Com calma, desabotoou a bermuda e ajustou a posição, revelando um pouco mais. Meu coração acelerou, a expectativa me deixando sem fôlego.
Sem ele pedir, passei os dedos com delicadeza, explorando cada detalhe. A pele era quente, lisa, e tinha um formato bonito. O contraste das veias, o tom suave… Fiquei fascinada, observando cada detalhe enquanto minhas mãos se moviam devagar.
Ele pegou na minha mão e ficou me orientando em uma punheta guiada, e tudo isso sem deixar de me beijar. Eu não preciso dizer que eu estava doida para meter a boca naquilo, mas infelizmente eu tinha que fazer aquele joguinho com ele. Ele não me conhecia, e essa Júlia eu não queria que ele conhecesse ainda.
Eu me joguei mais em cima dele, encostando meus peitos nele. Mesmo sob o sutiã, eles estavam sensíveis. Ele logo veio com a mão grande pegar meu peito.
— Você vai sujar minha blusa de escola branca com essa mão suja. Espera — falei enquanto eu soltava o sutiã por baixo da blusa e jogava na mochila.
Ele ficou surpreso.
Achei interessante quando ele me fez encostar no estofado do carro, e colocou sua mão por debaixo da blusa. Ele me fazia uma massagem com a mão pesada, apertava meus peitos com uma pressão certa, fazia um carinho no polegar com o dedo e apertava os mamilos de um jeito que não incomodava, aquilo me dava tesão mas me colocava tão relaxada que me deu um soninho! Dentro da minha calcinha minha boceta gritava: Ei, eu estou aqui e quero ser tocada!
Nesse dia, a gente ficou só nisso mesmo, eu fiquei segurando o pau dele como se nunca tivesse feito nada e ele ficou brincando com os meus peitos, ele ainda tentou chupar eles, eu queria muito, mas eu não ia deixar ele levantar minha blusa dentro do carro no meio do dia com um monte de gente passando.
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