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1250 palavras
6 minutos
Preparativos para o segundo rounde

O corpo ainda pulsava da primeira vez, mas ele chegou querendo a segunda. E entre dor, desejo e culpa... ela pensou: por que não?

Capítulo 25#

Peguei o telefone e dei um sorrisinho besta pro moço, como se dissesse “calma, é só minha prima”, enquanto olhava a mensagem. Era a Mariana.

“Pedro chegou, chamei ele pro seu quarto. Vem logo!”

Na mesma hora, um frio percorreu minha espinha. Puta que pariu, o Pedro já tava lá!

Guardei o celular rápido e olhei pro moço.

— Mocinho, eu preciso entrar, estão sentindo minha falta.

Ele fez um biquinho, meio manhoso.

— Poxa, queria ficar mais com você… me sinto mal de transar contigo e ir embora assim, sei lá.

Ai, que fofo. Mas tempo eu não tinha. Dei um beijo rápido nele e já comecei a empurrar ele pra sair dali.

— É, mas não precisa ficar, não.

— Por que você tá nervosa?

Puta que pariu, ele percebeu. Mas eu não podia contar a verdade. Então inventei na hora:

— Porque meu tio tá me procurando e ele é matador. Se ele não gostar de você, vai te dar um tiro.

Ele me olhou, tentando entender se eu tava falando sério ou não. Não acreditou muito.

— Tá bom, eu vou embora, já que você tá me expulsando.

Segurei ele pelo braço antes que ele saísse.

— Tá… mas me dá um beijo antes de ir.

Nos beijamos de novo, rápido, quente, e na despedida passei a mão no pau dele por cima da calça, só pra não esquecer daquele volume maravilhoso. Ele aproveitou e me alisou também, do jeito mais inapropriado possível, e eu gostei.

Ele riu e cruzou o portão, indo embora, e eu fiquei ali por um segundo, ajeitando minha roupa que tava toda torta. Minha calcinha tava enfiada na minha raba, me incomodando horrores, e enquanto tentava arrumar o cabelo, senti um cheiro de rola misturado com buceta na minha mão inteira.

Eu precisava lavar a mão urgente. Decidi que ia entrar e ir direto pro banheiro. Se alguém viesse falar comigo, eu diria que tava apertada pra fazer xixi, simples assim. Toquei a campainha da minha própria casa e quem atendeu foi o Pedro.

Na sala, Mariana e Otávio estavam sentados no sofá, mas tinha alguma coisa errada. Mariana tava amarela, pálida, como se tivesse visto um fantasma. Já o Otávio, coitado, parecia nem saber em que planeta tava. Fiquei alerta na hora. O que tinha acontecido ali?

Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, a porta fechou e o Pedro veio me beijar.

Eu não podia simplesmente desviar o rosto e negar, ia ser muito estranho. Mas enquanto ele colava os lábios nos meus, um pensamento bateu na minha cabeça e eu quase surtei por dentro. “Caralho, o Pedro tá pegando boquete no cara por tabela, minha boca tá fedendo a rola.” Na mesma hora, segurei um riso, me amaldiçoando por pensar essas merdas em momentos assim.

— Ai, eu preciso muito fazer xixi, tô apertada. Mari, vem comigo?

Mariana, nervosa com a situação, se levantou na hora e soltou um “Vou, prima…” meio desesperado.

Fomos direto pro banheiro, fechei a porta e nem pensei duas vezes, fui direto lavar a mão e escovar os dentes. O cheiro de rola ainda tava nos meus dedos e na minha boca, e eu precisava dar um jeito nisso antes que me denunciasse.

Enquanto eu fazia isso, ela me olhava ansiosa.

— E aí? Deu certo?

Eu gargalhei, me olhando no espelho.

— Se eu dei certo? Dei certo e errado, prima…

Ela gritou baixinho, pulando de empolgação.

— Ahhhhhhhhhh!

A gente riu juntas, e então quis saber dela.

— E o Otávio? Sentou nele?

— Não, prima… a gente ficou meio que pá e tal, mas ainda não rolou. Só falta isso mesmo.

Fiz uma careta.

— Não suja minha cama de sangue, pelo amor de Deus.

Ela riu, revirando os olhos.

— E aí, doeu? Sangrou?

Respirei fundo e puxei minha calcinha pra baixo. Peguei um pedaço de papel higiênico, dobrei e passei devagarinho. Tinha uma mancha avermelhada de sangue seco, muito pouco, mas tava lá. Minha calcinha também tava suja.

— Tá doendo?

— Não, mas parece que tem uma areia, sabe? Tá incomodando e tá meio ardidinho.

Mariana arregalou os olhos, sem acreditar.

— Prima, tu é doida, eu não acredito!

Foi aí que ela olhou pra porta do banheiro e abaixou a voz.

— O Pedro ouviu alguma coisa lá atrás e perguntou se tinha gente. Ele e o Otávio queriam ir lá ver se tinha alguém.

Meu coração parou na hora.

— Gente… eu tava fudida!

Iam me pegar de perna aberta em cima da máquina de lavar!

Mariana arregalou os olhos e segurou o riso.

— Tu deu na lavanderia?!

Eu bati a mão na testa, rindo.

— Siiiiiimmmmmm!!!!

E caímos na gargalhada.

Mariana ainda tava rindo quando olhou pra mim e falou:

— E o Pedro? Ele tá achando que vai te comer.

Revirei os olhos e bufei.

— Ah, minha filha, não vai não. Essa porra aqui tá doendo.

Ela riu de novo.

— Pega uma calcinha pra mim no meu quarto enquanto eu me lavo no chuveiro?

Mariana saiu pra buscar minha roupa e eu aproveitei pra me limpar ali rapidinho. Quando já tava reestabelecida e menos acabada, fomos pra sala, onde os meninos estavam falando merda, como sempre.

O papo era sobre troca de casal e como a gente ia ficar decepcionada com o pau pequeno dos outros.

Mariana ficou puta na hora.

— Que mané troca de casal, vocês são retardados?

Na minha cabeça, só veio um pensamento: “Três no mesmo dia seria foda”.

Ri sozinha, sem ninguém entender nada.

Pedro percebeu e já veio encher o saco.

— Tá rindo do quê, maluca? Tu quer o Otávio, é?

Revirei os olhos e cortei logo.

— Cala a boca, Pedro. E eu não gosto dessas conversas com meu nome no meio, tá? Pode parar com isso. E vem cá! Por que tu demorou tanto?

Ele se jogou no sofá, dando de ombros.

— Ah, eu tava trabalhando com meu pai, aí o pessoal ficou conversando e eu perdi a noção do tempo.

Cruzei os braços.

— Ah, bonito, e a gente aqui te esperando.

Eu podia bancar a exagerada e arrumar uma briga, mas não ia encaixar bem. Não era meu feitio ser histérica, mas por dentro eu ainda cogitava se não valia a pena fingir uma indignação maior.

Otávio, que já tinha sacado que a conversa tava ficando séria, se levantou na mesma hora.

— Bem, vou deixar vocês conversando aí. Vem, Mari.

E os dois foram direto pro meu quarto.

Eu me sentei do lado do Pedro no sofá e, na mesma hora, ele passou o braço por cima do meu pescoço, me puxando pra perto.

— E a gente, o que vamos fazer? — ele perguntou, com aquela voz de quem já tava pronto pra ação.

Respirei fundo.

— Ah, você demorou… tô meio cansada.

Dei uma desculpa. Mas preciso dizer o que passou na minha cabeça nesse momento.

Eu tava meio culpada por ter ficado com o carinha do ônibus, sabendo que eu e Pedro meio que tínhamos combinado de transar. Não foi preto no branco, mas eu tinha dado a entender que ia acontecer, e agora eu tava ali, depois de já ter dado pra outro cara meia hora atrás. O pior é que eu ainda tava ligada, cheia de tesão. O moço do ônibus tinha me deixado nas alturas, eu daria pra ele a noite inteira se pudesse. Mas a ideia de trocar de pau assim tão rápido me deixou com um sentimento esquisito.

Me senti meio puta. Mas puta de um jeito ruim. E pra piorar, minha periquita tava ardida. Como eu ia explicar isso pro Pedro? Mas aí… a vida é uma merda. Ele virou pro meu lado, me pegou pelo queixo, me olhou bem nos olhos e me beijou. E meteu a mão no meu peito, sem pedir, do jeito que eu gosto.

Minha buceta ardeu.

De dor e de desejo.

E eu ia transar de novo.

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