Inscreva-se na nossa newsletter

Receba contos eróticos, notícias e promoções diretamente no seu email.

1080 palavras
5 minutos
O contrato BDSM

Capítulo 2#

No sábado, quando finalmente nos encontramos na casa dele, tudo parecia estar mais tranquilo entre nós. Havíamos achado um questionário, uma espécie de contrato qie baixamos da internet, e nos sentamos ali, rindo e se assustando com as coisas que líamos. A putaria reinava no ambiente e a gente se divertia com aqueles preparativos. O volume por baixo do short velho dele era impossível de ignorar. E, confesso, não era só a minha boca que estava cheia d’água naquele momento.

— Leon, se você ousar me bater a ponto de eu precisar usar uma palavra de segurança, juro que te mato depois. — soltei, entre ironia e seriedade um alerta.
— Amor, não acho que chega a tanto, mas… vai que a gente se empolga, né? — respondeu ele, com aquele tom despreocupado que sempre escondia alguma malícia.
— Você não vai cagar em mim, nem me queimar, muito menos me dar choques… — continuei, minha voz carregada de sarcasmo, mas os olhos atentos ao que eu escrevia no papel, preenchendo aquele formulário absurdo.
— O mais divertido disso é que ele sugere coisas que a gente nem pensava antes, né? — disse ele, pensativo, como quem descobre um brinquedo novo.
— Meu Deus, agora é só mais porcaria pra encher a tua cabeça pervertida de ideias absurdas! — exclamei, fingindo preocupação, enquanto o calor subia pelas coxas.
— Sempre tem espaço pra mais putaria aqui, filha… — Ele sorriu, safado.
— Mas vem cá, como é que isso começa? Porque, olha, acho que não consigo fazer metade dessas coisas se eu não estiver no clima… — confessei, a voz um pouco mais baixa, quase como se deixasse escapar um segredo.
— Ah, amor, te conheço bem. A gente vai testando devagar… — Ele disse, a promessa de algo muito maior pairando no ar, enquanto sua mão escorregava para segurar a minha.

Eu demorei uma eternidade pra escolher a porra da palavra de segurança. Qualquer coisa que eu pensava parecia algo que eu podia soltar no calor do momento e acabar com a brincadeira sem querer. Claro que não era assim que funcionava, mas a gente se divertia só de imaginar. Se eu falasse a palavra, ele teria que parar, nem que fosse por um segundo, pra confirmar comigo. Era uma espécie de botão de pausa — engraçado e, ao mesmo tempo, fodidamente sério.

Ele ficou de cara quando viu que eu topei quase tudo no papel. Tinha coisa ali que eu nunca nem pensei em fazer na vida, quanto mais imaginar. Mas, como ele prometeu que ia começar devagar, eu relaxei. O problema era outro: quando me jogam algo que eu não tô pronta pra aceitar, eu travo. E quando eu travo, não rola nada. Por isso, deixar ele no comando parecia a melhor ideia do mundo. Ele sabia exatamente o que fazer, e eu sabia que, com ele, ia acabar gostando até do que não achava que queria.

— Amor, a gente podia tentar alguma coisa hoje! — ele disse, com aquela empolgação que só aumentava minha vontade.
— Mas as coisas ainda não chegaram… — falei, de verdade, decepcionada.
— Faz o seguinte, então. Eu sei que você vai querer fazer xixi antes, então vai lá no banheiro. Quando voltar, vem sem roupa nenhuma. Não fala comigo. Não olha pra mim. Tá vendo essa almofada aqui? — ele jogou uma das almofadas do sofá no chão, o barulho seco quebrou o silêncio por um instante. — Quando chegar aqui, fica de joelhos, quietinha, e espera pra ver o que eu vou fazer.

— O senhor tá gostando demais disso, hein, senhor Leon? Cuidado… — brinquei, meio impressionada com o tanto que ele parecia no controle.

Levantei e fui ao banheiro, mas já sentia o sangue fervendo. A ansiedade, a expectativa, a ideia de dar para pra ele… Meu coração batia tão forte que eu mal conseguia pensar direito. Só de imaginar as possibilidades, meu corpo já reagia. Minha Larissinha estava tão molhada que parecia escorrer, e a calcinha, encharcada, deixava claro que aquilo não era só o calor do dia. Dar pra ele sempre me deixou louca, mas vê-lo assim, animado, dominando, quase me fazia perder o controle antes mesmo de começar.

No banheiro, um espelho grande de corpo inteiro atrás da porta mostrave meu corpo por inteiro. Ali, sozinha, fui me despindo enquanto me olhava. As peças caíam aos poucos, dobradas de forma quase cerimonial sobre o banquinho ao lado. Não havia nada especial no que eu vestia — um sutiã velho, cansado de tantas lavagens, que me arrancou um sorriso. Eu deveria mesmo comprar outros, pensei.

Com os seios livres, me demorei neles, observando cada curva como se fosse a primeira vez. Tantas vezes elogiados por meus ex namorados. Brancos, impecáveis, e os mamilos de um tom de mel queimado. Apenas um detalhe me inquietava: os bicos, pequenos demais para o meu gosto. Não estavam à altura do conjunto, mas… quem sabe? Talvez essa imperfeição fosse justamente o que os tornava tão bonitinhos.

Tirei a calcinha, pegando-a pelos fundilhos encharcados, umedecida pela minha própria ansiedade. Joguei-a para dentro do box, lembrando-me de lavá-la durante o banho. Ao me olhar de frente, notei o óbvio: não estava bem depilada. Os pelos denunciavam minha negligência, crescidos além do aceitável. Não seria agora que resolveria isso — a pressa tornaria tudo pior, e o incômodo da coceira viria como punição.

Costumava manter tudo liso, impecável, mas desta vez, os fios rebeldes se espalhavam, entregando minha desatenção. Girei o corpo, oferecendo minha bunda ao espelho, e me abri para ver melhor. Lá atrás, o descuido era mais evidente. Ali, a tarefa era sempre mais ingrata. Sempre sobravam alguns fios longos e desalinhados. Não estava apresentável, mas, como não havíamos combinado nada especial, ele não teria o direito de reclamar.

Eu sentei no vaso para fazer xixi e pensei: será que ele vai querer comer meu cu? Não sei se estou limpa, e não queria checar. Decidi que, se ele pedisse hoje, eu diria não. Mas será que eu poderia dizer não? No contrato, eu disse que topava no formulário. Bem, se ele quisesse mesmo, provavelmente teria uma surpresa. Desagradável.

Tomei meu banho e me sequei. Fiquei levemente incomodada de sair sem roupa; aquilo me causava um sentimento de fragilidade muito grande. Eu mal conseguia tocar a maçaneta, de tão nervosa que estava com tudo aquilo. Respirei fundo, tentei me concentrar, esvaziando a mente, e abri a porta, atravessando para a sala, que agora tinha as cortinas fechadas. Ninguém nos outros apartamentos poderia ver o que faríamos ali a seguir.

Deixe seu comentário anônimo

© 2025 Feminive Fanfics. Todos os direitos reservados. / RSS / Sitemap