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1313 palavras
7 minutos
Praticando sufocamento

Capítulo 3#

Meu namorado me esperava na sala, e eu respirava fundo, tentando controlar o descompasso no peito enquanto apertava a maçaneta da porta. Eu precisava de coragem para abrir aquela porta e cruzar o limite. Eu não sabia o que encontraria ao me ajoelhar diante dele ou se realmente iria gostar. Repetia mentalmente a palavra de segurança, como um mantra, como se fosse uma âncora, um lembrete de que eu ainda tinha controle. Eu queria aquilo, admito, mas o medo estava lá, ardendo, espreitando cada pensamento.

Destravei a porta, girei a maçaneta com dedos trêmulos e rompi o umbral nua, atravessando o corredor até a sala. Meus braços, cruzados contra o peito, tentavam cobrir meus seios, como se fosse possível esconder o que ele já conhecia tão bem. A vergonha fazia meu corpo encolher, mas eu caminhava com passos lentos, sustentando a aparência de tranquilidade que não sentia.

Ele estava ali, sentado no sofá, completamente vestido. Seus olhos fixos em mim carregavam uma intensidade que me desarmava, uma expressão que eu não sabia decifrar. Senti meu rosto arder, o chão quase escapar dos pés, mas me ajoelhei no local que ele designara — uma almofada posicionada com precisão no meio da sala. Permaneci imóvel, o coração martelando contra minhas costelas, enquanto esperava em silêncio que sua primeira ordem rompesse o silêncio espesso que nos envolvia.

— Prenda o cabelo. — disse ele, entregando-me uma presilha, a voz firme, sem hesitação.

Ele havia montado todo aquele cenário e atuasse como um ator em cena de uma peça meticulosamente ensaiada. Por um instante, senti vontade de rir da teatralidade, mas controlei-me, mordendo o interior da bochecha. Sabia que, se cedesse, estragaria tudo. Com movimentos lentos, obedientes, amarrei meus cabelos negros, tentando não encontrar o olhar dele enquanto o fazia.

Ele começou a despir-se com calma, peça por peça, revelando o corpo que eu já conhecia tão bem, mas que naquele momento parecia outro, carregado de autoridade silenciosa. Minhas mãos coçavam para quebrar o silêncio com alguma piada, algo casual que dissipasse a tensão. Mas, se o fizesse, o encanto daquele momento se desfaria, e eu não me perdoaria.

— Fique aí. — ordenou, apontando com o queixo para que eu permanecesse ajoelhada.

Sem mais explicações, ele se afastou, caminhando nu em direção ao banheiro. A porta ficou entreaberta, e eu ouvi o som de gavetas se abrindo, do armário sendo remexido. Não demorou muito, e ele retornou com algo que fez meu coração tropeçar em seu ritmo. Era o cinto do meu roupão de banho, uma tira de tecido fino que agora ele segurava como se fosse um artefato de poder.

Minha mente imediatamente projetou o que viria. Ele ia me amarrar, pensei, e senti o calor subir pela nuca. Eu queria aquilo. Desejava. Mas então, para minha surpresa, ele começou a trabalhar no tecido, com dedos ágeis, criando um nó que eu não reconheci. Ele transformou aquele simples pedaço de pano em algo inesperado — uma coleira.

Sem desfazer meu cabelo recém-preso, ele passou o laço pelo meu pescoço, ajustando-o com cuidado. O toque de seus dedos era frio, preciso. Quando finalmente apertou a corda, senti o tecido contra a pele e, por um breve momento, o ar foi limitado. Meu corpo inteiro se acendeu em alerta, uma sensação que era metade medo e metade algo mais profundo, mais visceral. Minha pele parecia pulsar, cada centímetro dela gritando em um misto de pânico e excitação.

Ele enrolou a corda em sua mão com firmeza, o tecido fino tornando-se um laço seguro e apertado. Aquilo era sério. Se ele puxasse com força, poderia realmente me sufocar. A palavra de segurança ecoou na minha mente como um alarme, mas ficou presa na garganta. Eu estava excitada, não havia como negar, mas o medo era um intruso, latejando nas bordas do meu prazer.

Ele parou diante de mim, o olhar fixo no meu rosto, e começou a se masturbar. Daquele ângulo, eu tinha uma visão perfeita. Gostava de observá-lo assim, vulnerável em seu próprio prazer, mas desta vez, havia algo diferente. Ele parecia querer me intimidar com o gesto, transformar aquele momento em uma cena de domínio absoluto. Só que, ao contrário, precisei morder o canto da boca para não deixar escapar um sorriso bobo.

— Abre a boca, cachorra. — a ordem veio seca, sem hesitação.

Abri os lábios, o calor subindo ao rosto não apenas pela vergonha, mas pela palavra que ele usara. A ofensa, inesperada e crua, me atingiu, mas ao mesmo tempo me instigou. Antes que eu pudesse reagir, ele empurrou o pau ainda mole contra a minha boca.

— Chupa, tá esperando o quê? — a ordem seguinte veio acompanhada de um puxão na coleira que fez meu pescoço doer levemente.

Ele forçava-se contra minha boca com insistência, o membro ainda sem rigidez total, mas já grande o suficiente para me obrigar a abrir bem. Não me deu tempo de me ajustar, avançando sem cuidado. Os engasgos vieram como reflexos involuntários, a saliva escorrendo pelo canto da minha boca em ondas incontroláveis. Quando o primeiro engasgo aconteceu, pensei que fosse vomitar, um rio de saliva subiu da minha garganta, escorrendo pela minha pele e encharcando meu colo.

Ele finalmente retirou de dentro e segurou meu queixo com força, forçando-me a levantar o rosto e encará-lo.

— Me olha. Você vai fazer isso me olhando. — sua voz era baixa, ameaçadora. Ele apertou a coleira, fazendo o tecido arranhar a pele sensível do meu pescoço. — E respira. Se você morrer, eu vou te comer morta. Tá entendendo?

Aquelas palavras, sujas e cortantes, atravessaram minha pele como uma lâmina quente, trazendo um arrepio que me queimava por dentro. Ele forçou o pau na minha boca sem dó, rijo, ignorando meu limite, como se a única coisa que importasse fosse saciar sua fome animalesca. A cada estocada, ele afundava mais fundo, esmagando minha garganta, prendendo-me pela coleira de tecido. Me engasgava, ofegava, sentindo o ar escapar e a consciência flutuar. Era sufocante, humilhante, e ainda assim, cada vez que o ar me faltava, eu sentia meu corpo mais vivo, mais entregue.

Os urros dele ecoavam pelo ambiente, selvagens, brutais, fazendo de mim sua presa perfeita. Ele afastou-se de súbito, mas só para me segurar pelo rosto com uma brutalidade que me fez cambalear. O tapa veio com força, e antes que eu pudesse recuperar o equilíbrio, o cuspe quente atingiu meu rosto, cegando-me momentaneamente. Não sei dizer se aquilo era humilhação ou êxtase – talvez fosse as duas coisas ao mesmo tempo –, mas eu sabia que não queria parar. O desejo de ser fodida, de ser consumida por aquela força incontrolável, me tomava completamente.

Ele se posicionou à minha frente, as mãos trabalhando o próprio pau, cada movimento preparando o golpe final. Senti meu rosto ser puxado contra seu saco, quente e pulsante, enquanto sua voz grave ordenava que eu lambesse, chupasse, obedecesse. Meus lábios trêmulos tentavam seguir as ordens, mas eu estava mole, desnorteada, os olhos marejados e as bochechas queimando. O primeiro jato quente de esperma me despertou como um choque, espalhando-se pela minha pele enquanto ele rugia como um animal satisfeito, deixando sua marca em mim.

— Mama, vadia… Isso, muito bem… — As palavras dele, embora cruéis, soavam estranhamente carinhosas aos meus ouvidos. Ele ajeitou o coque desfeito no topo da minha cabeça, os dedos ásperos deslizando com uma calma quase cuidadosa. Por um breve momento, permitiu que eu respirasse, e o ar que entrou em meus pulmões veio como um alívio desesperado, embora minha pele ainda queimasse de excitação.

— Vou pegar água para você. — Ele se afastou, mas não antes de cravar os olhos nos meus, frios e dominadores. — Sente-se no sofá, mas não ouse limpar o rosto. Quero você exatamente assim, com essa cara gozada, até que eu decida que terminei com você.

Me arrastei até o sofá, obediente, sentindo o esperma secar lentamente na minha pele enquanto o calor do momento ainda pulsava dentro de mim.

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