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2291 palavras
11 minutos
A nossa primeira troca de casais - Parte 3

Capítulo 7#

Enquanto os dois davam seu pequeno show para nós, Pedro me atacava com as mãos, e eu tentava me desvencilhar delas numa brincadeira de gato e rato. Nos beijávamos e nos divertíamos; foi o primeiro momento em que me senti totalmente relaxada naquela noite. Estar ao lado dele e vê-lo feliz me deixava à vontade. Tentávamos conversar em sussurros e códigos, e a conversa fluiu assim:

— E a Luana, gostou?
— Ficou maluca, segundo ela. Não se assustou e mergulhou sem reclamar. Mas é fraquinha, viu? E você?
— Tinha tudo para dar certo, mas foi meia boca. Eu estava nervosa; acho que começamos errado.
— Pois é, ela estava muito travada também. Teve uma hora em que parecia que eu estava transando com uma tábua.
— Eles são gostosos, não é mesmo?
— Muito.
— Pedro, ele disse que é bi. Se você quiser, ele te pega. E aí?
— Preciso pensar.
— Qualquer coisa, fala, filho. Eu não vou te recriminar, e confesso que estou muito afim de ver vocês dois!
— Sua pervertida!
— Olha quem fala, seu safado! Foi você quem me colocou nessa vida. Antes de você, eu era uma santa, tá bom?
— Sei.
— Pedro, o que você acha da gente pular ali no meio?
— Eu queria ver eles mais um pouquinho…

Pedro estava animado assistindo. Ele se masturbava e acariciava meus seios enquanto observava Luana chupar o rapaz deitado na cama. Ambos agiam naturalmente, como se não houvesse mais ninguém ali. Eu não queria perder tempo; por mim, estaria no meio deles.

— Pedro, posso pedir para ele me penetrar por trás?
— Você é foda! Falei um milhão de vezes para a gente comprar as coisas para facilitar, e você nunca quis.
— A gente compra, amor, mas você deixa?
— Pode, ué! — Ele respondeu, irritado.
— Você vai preparar meu cuzinho para ele?
— Você quer que eu prepare para outro comer ainda? Você só pode estar me zoando! — Não sabia se ele estava brincando ou falando sério.
— Você não é o meu corninho? — falei, fazendo doce e obrigando-o a rir.

Ele se abaixou, mandando-me abrir as pernas, e começou a me chupar. Meu tesão disparou ao ser chupada pela pessoa que eu amava, enquanto via aquele casal lindo transando na minha frente. Pedro sabia como me dar prazer; sua velocidade era para que eu ficasse relaxada. Ele acariciava meu ânus com carinho, intercalando com pequenas lambidinhas. Ele sabia que eu odiava ataques brutos e diretos; precisava começar devagar ou eu ficaria nervosa. Um dedo oleado de lubrificante começou a pequena tortura do preparo, abrindo espaço para um segundo que, num movimento lento de vai e vem, deixava tudo mais molhado e receptivo. Eu me masturbava e usei um vibrador de clitóris que estava na cabeceira da cama. Ele já estava com três dedos dentro de mim quando Luana, habilidosa, estava sentada sobre ele, mostrando a destreza de uma atriz pornográfica.

— Senta na minha barriga e coloca os pés nos meus joelhos — ordenou Pedro.
— O que você vai fazer?
— Vou colocar dentro de você…
— Você sabe que isso não entra, cara!

Fiz o que ele mandou, e, devido aos gritos vindo da plateia, o show foi subitamente interrompido. Os artistas prestaram atenção curiosos ao que estávamos fazendo — eu tentava sentar no pau de Pedro. Respirava como uma mulher em trabalho de parto. A ponta entrou com certa tranquilidade; o problema era que Pedro sempre tinha a péssima mania de forçar, e isso fazia doer terrivelmente.

— Porra, isso não cabe na minha bunda! Você sabe que não entra!
— Tá bem, Fred! Ela quer te dar a bunda. Topa?
— Posso, amor? — ele pediu permissão a Luana.
— Então eu dou o meu para o Pedro — todos riram, menos ela.

Agora, a estrela no palco era eu. Fred pediu que começássemos de bruços, afirmando que era a melhor posição para iniciar. Ele passou lubrificante em mim; eu estava bem aberta e receptiva. Sabia que ele tinha experiência e confiava. Luana, nesse momento, tinha o pau do meu namorado enfiado na boca, e fiquei impressionada com o quanto ela conseguia engolir. Parecia que ela queria se mostrar de alguma forma; não fazia sentido fazer boquetes assim, e Pedro havia me dito que isso era mais um prazer visual. Eu só estava com ciúmes.

Fred beijou minhas costas e desceu pelas nádegas, acariciando e beijando minha bunda. Dois dedos me ajudaram a relaxar ainda mais. O barulho de engasgo de Luana me incomodava; eu queria gritar: “Dá para não sufocar com o pau do meu namorado na boca, por gentileza, sua puta?” — mas, na verdade, só estava com medo da dor. Então começou. Senti algo molhado e quente esfregando na minha bunda. Ele brincou, empurrando na frente, e imediatamente ativou o botão do sorriso no meu rosto, fazendo-me exclamar alto. Ele deslizou fácil; deixou entrar tudo, e, para minha infelicidade, tirou e começou a penetração por trás. A cabeça passou sem dificuldade; o corpo foi tomando espaço conforme minhas paredes iam cedendo. Meu corpo lutava para expulsar tudo, e, no momento, bateu um pânico: “E se eu sujar tudo aqui com esse monte de gente vendo?” Essa ideia me deixou tensa.

Quando menos percebi, ele já conseguia deslizar tudo para dentro, indo devagar, esperando minha ordem para acelerar. Meu semblante de dor foi lentamente se transformando em prazer, e comecei a ficar boa. Rebolei, tentando conseguir mais espaço dentro de mim.

— Porra, que cu apertado! — reclamei.
— Sim, você é bem apertadinha.

No sofá, Luana estava sentada de frente para o pau de Pedro, beijando-o intensamente. Ela rebolava e sentava com força; era bonito ver como ela cavalgava, fazendo aquele pênis grande desaparecer e logo reaparecer. Pedro tinha a falange do dedo médio dentro da bunda dela, e ela não reclamava. Nunca gostei que enfiem dedos desse jeito; me incomoda.

— Acho que entrou, hein! Posso acelerar?
— Pode, nossa! Tá ficando muito bom.
— Vou devagar.
— Posso ficar de quatro?
— Claro!

Fiquei do jeito que queria, me empinei. Quando ele colocou novamente, senti uma pontada na barriga que me fez arquear e reclamar. Logo passou, e ele começou a meter. Pedro me entregou o vibrador, que eu já havia esquecido, e aquilo, em contato com meu clitóris, deixou tudo infinitamente melhor. O pau de Fred entrava quente em mim, empurrando as coisas pelo caminho; eu conseguia sentir a temperatura da sua pele. Não consigo explicar como a dor e o prazer por trás são sensações deliciosas; talvez algo psicológico, não sei dizer.

Eu ia gozar logo.

— Goza dentro de mim, goza.
— Melhor não.
— Poxa…
— Vai fazer sujeira.
— Deixa sujar.

Não percebi que o medo dele era molhar o que estava dentro e escorrer para fora. Ele não sabia se eu estava preparada, e eu não estava. Achei que estava legal para rolar. Ainda bem que ele pensou por mim. Gozei; foi gostoso, mas fraco. Senti aquela pancada que me fez perder as forças e cair prostrada de frente na cama, como uma moribunda. Ouvi ele gemendo logo em seguida e recebi um jato de esperma nas costas, que chegou à minha nuca. Luana, no sofá, uivava e berrava alto, parecia estar gozando e não queria parar de meter. “Essa mulher é um perigo”.

Fomos aos pares para os banheiros da casa. Maldosamente, puxei Luana para ir comigo; tinha um assunto não terminado com ela e queria deixar Pedro com Fred para ver no que dava. Estava doida para ver ele com outro homem; era mais curiosidade do que qualquer outra coisa. Minhas amigas gays dizem que homem aguenta mais pau do que mulher atrás. E eu queria ver isso com meus próprios olhos.

No banheiro, corri para o vaso; sentia algo escorrendo de dentro de mim, o que me incomodava muito. A região estava um pouco dolorida, e me sentia meio quebrada.

— Pelo amor de Deus, levanta logo daí que eu quero fazer xixi — Luana se contorcia.
— Tá bom, já vai.
— E aí, como foi com o Pedro?
— Amiga… — ela sorriu maliciosamente, dando a entender o que pensava.
— Eu vi que você se deu muito bem com ele.
— Bem que você falou, a primeira não foi legal não, eu estava mega nervosa.

— Mesma coisa comigo… Deixa eu te perguntar, o Fred é bi?

— Sim. Mas nunca vi ele com homem… — falou enquanto fazia sua higiene com o chuveirinho.

— Se eles quiserem transar tu fica de boa?

— Vai ser meio esquisito de ver, mas confesso que eu estou curiosa. Ele me pede para enfiar coisas nele mas eu não curto muito esse tipo de coisa. Bobeira minha, pode ser… Me dá meio nojo enfiar coisas em rabo de homem.

— Pois é, Pedro é hétero mas eu acho que ele tá doido para experimentar. Eu te contei que ele deu um mamadão no cara na nossa última transa com um cara?

— Jura?

— E Fred pelo quê me falou tava bem interessado também…

— Fred é viado de balada, toma uma e já quer pegar o quê tiver se mexendo pela frente. — eu ri pois era assim também!

A gente já tinha tomado um banho e agora eu estava mostrando uns batons e cremes e eu tive que secar e escovar o cabelo depois do Fred melar minha nuca inteira. Estávamos fazendo hora para ver se os dois se entendiam lá fora, passado meia hora nenhum dos dois apareceu ou chamou a gente, então resolvemos sair.

O clima do lado de fora estava estranho, um estava na cama e o outro no sofá, ambos de pau duro.

— Vocês andaram tomando alguma coisa rapazes? — os dois negaram imediatamente.

— Por que vocês estão de pau duro? — Luana foi bem mais direta que eu.

— A gente estava conversando e batendo uma. — Pedro falou tímido tentando explicar.

— Humm… Amor, Fred falou que se vocês quiser ele te chupa. — larguei a bomba no quarto e fez-se silêncio.

Houve um diálogo mental entre os dois, eles se olharam como se tivessem tendo uma longa e complicada conversa, os dois buscaram os nossos olhares por aprovação, eu sorria e Luana falou.

— Chupa ele amor, quero ver se vocês chupa melhor que eu um cacetão gostoso desse.

Fred, não pensou duas vezes, foi na direção de Pedro e inclinou-se para beijá-lo na boca, eu fiquei boquiaberta com a cena e senti o melado escorrer na hora. “O meu homem sendo beijado por outro cara! Meu Deus!” — eu estava surpresa. O beijo dos dois era duro, tinha muita masculinidade ali, ele se pegava forte e apertando um ao outro, pareciam com raiva como se tentassem subjugar seus parceiros. Eu estava perdida na cena quando Luana veio dividir a poltrona de um lugar comigo.

— Chega para lá! — disse ela me empurrando lutando por um pequeno espaço que a coubesse.

— O quê você tá achando deles? — estava curiosa querendo saber a opinião dela.

— Isso responde? — ela colocou a minha mão entre suas pernas e ela parecia estar muito excitada.

— Safadinha você!

Eu a beijei finalmente, seu corpo estava quente colado, seu seio comprimido contra ao meu era rígido, sua pela era muito suave e ela se movimentava sensualmente abrindo espaço para a minha mão enquanto percorria meu corpo procurando algo para pegar. Em meio aos beijos haviam sorrisos, esses que poderiam facilmente fazer eu me apaixonar por ela. A gente se esqueceu por alguns minutos dos dois que estavam juntos na cama e ficamos perdidas naquele mundinho de carinho de só nos duas. Estávamos acariciando e beijando os seios uma da outra quando os rapaz mudaram de posição na cama, Fred estava fazendo um lindo boquete em Pedro. Eu chamei a atenção de Luana para assistir e ficamos rindo, admiradas com a habilidade que ele tinha. Eu conhecia bem meu namorado quando ele estava gostando ou não de algo, e ele estava amando, seu feição era torta como quem sofre de uma dor aguda.

— Será que o Fred vai dar para ele? — perguntei para Luana em meio à pausa de um beijo.
— Acho que sim, ele parece bem interessado. E, além do mais, Pedro está bem aberto à ideia. — Luana respondeu, observando atentamente.
— Nossa, vai ser uma cena e tanto… — eu disse, tentando imaginar.

O clima no ar era denso e carregado de expectativa. Enquanto os dois na cama trocavam carícias, a química entre eles era inegável. Fred estava completamente focado em agradar Pedro, e eu não conseguia desviar o olhar da cena.

— Olha como ele se entrega! — Luana comentou, com um sorriso no rosto.
— É impressionante! Ele está mandando bem — eu respondi, um misto de admiração e curiosidade crescendo dentro de mim.

Eu não conseguia deixar de pensar em como seria ver os dois juntos de uma maneira mais intensa. O calor da situação era palpável, e a ideia de ter meu namorado sendo satisfeito por outro homem me deixava excitada. Isso era algo que eu nunca havia imaginado, mas agora parecia tão certo.

— Você acha que isso vai rolar mesmo? — eu perguntei, ainda sem acreditar no que estava vendo.
— Eu acho que sim. Olha o jeito que eles estão se olhando, parece que estão se conectando. — Luana respondeu, seu olhar era fixo.

Os gemidos de Pedro começaram a ficar mais altos, e eu podia sentir o desejo pulsando dentro de mim. Era quase como se estivéssemos todas envolvidas naquele momento, como se cada um estivesse sentindo a energia fluir.

— Vamos ficar quietinhas e deixar eles se divertir, o que acha? — sugeri, querendo saborear cada segundo.
— Com certeza! — Luana concordou, seus olhos brilhando com a expectativa.

Assim, nos sentamos lado a lado, observando a cena, perdendo-nos na mistura de excitação e curiosidade. A tensão no ar estava elétrica, e eu sabia que, independentemente de como as coisas terminassem, aquele seria um momento que eu nunca esqueceria. A conexão entre nós quatro era inegável, e a noite ainda prometia muito mais.

Vamos continuar no próximo capítulo.

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