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2057 palavras
10 minutos
A negação do orgasmo

Um jogo de negação de orgasmo onde Joana provoca, controla e frustra, levando o rapaz ao limite sem deixá-lo gozar.

Capítulo 4#

Eu estava no meu apartamento, um sábado à tarde, ainda absorvido pelos acontecimentos recentes. Meu corpo estava ali, largado no sofá, mas minha mente girava em torno daquelas duas. Joana era um sonho – linda, provocante, irresistível. E o jeito como tudo aconteceu entre nós, na frente de Clara, me deixava inquieto, elétrico. A lembrança da cena se repetia na minha cabeça como um filme, e a única coisa que eu conseguia pensar era: por que diabos Clara não entrou no jogo?

Mas então, em outro dia, sem aviso, Clara simplesmente aparece… e me dá a bunda! Simples assim. Como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu estava ficando maluco com essas duas.

Tentei falar com Joana depois disso, mas ela não atendeu minhas ligações, não respondeu mensagens. Já Clara… Clara agia como se nada tivesse acontecido. Como se não tivéssemos cruzado aquele limite, como se eu estivesse delirando. Eu precisava entender o que passava na cabeça delas.

O som estridente do interfone me trouxe de volta à realidade. Suspirei e me levantei, sentindo o corpo pesado de tanto pensar besteira. Atendi com um toque impaciente.

— Fala.

A voz arrastada do porteiro veio do outro lado, cheia de desinteresse:

— Tem uma moça aqui na portaria, tá subindo aí…

Franzi a testa.

— Que moça?

— Esqueci de perguntar.

Claro. O velho nunca perguntava nada.

— E a cor do cabelo?

Houve uma pausa, seguida de um pigarro.

— Preto… eu acho.

— Beleza, campeão.

Desliguei.

Uma mulher de cabelos pretos estava subindo. Poderia ser qualquer uma da faculdade, do trabalho, ou até uma vizinha, mas o que me incomodava era o detalhe: sem avisar.

A curiosidade me corroía. Ter companhia seria bom, e a ideia de uma visita inesperada me deixava inquieto. Caminhei até a porta e a abri, encostando-me no batente enquanto esperava. O elevador subia lentamente, cada número iluminado no painel só aumentava minha expectativa. Quando a porta finalmente deslizou para o lado, um sorriso tomou conta do meu rosto.

Joana.

Ela surgiu hesitante, o olhar sisudo de sempre, mas com um sorrisinho sem graça nos lábios. O corpo, aquele corpo lindo, se movia em minha direção com um balanço natural e hipnotizante.

— A gente pode conversar? — disse ela, a voz baixa, com um riso incerto.

— Claro, entra… Você sumiu.

Ela parou diante de mim, e nos cumprimentamos. O cheiro dos cabelos dela me atingiu de imediato – um perfume suave, envolvente, que se misturava ao calor morno do fim de tarde.

Ela entrou, e nós nos acomodamos no sofá. Ofereci algo para beber – cerveja, café, água, qualquer coisa –, perguntei se queria usar o banheiro, apenas cumprindo aquele ritual básico de hospitalidade. Mas dava para ver que Joana não estava interessada em nada disso. Ela só queria conversar.

— Nossa, eu tô com muita vergonha de você… — ela disse, desviando o olhar, mexendo nos próprios dedos como se estivesse sem jeito.

Eu me ajeitei no sofá, observando-a com um meio sorriso.

— Não precisa ficar, e nem falar disso se não quiser.

Ela respirou fundo, mordendo de leve o canto do lábio antes de continuar:

— É que a Clara falou de você pra mim, queria me apresentar… Aí eu bebi dei aquela mancada.

Ri baixo, inclinando-me um pouco para perto.

— Quero que você dê essa “mancada” comigo mais vezes.

Ela arregalou os olhos e soltou uma risada curta, empurrando meu ombro de leve.

— Seu besta! — murmurou, mas o sorriso entregava que ela não estava realmente chateada.

— Então é por isso que você não aceitou a bebida que eu te ofereci?

— Siiiimmmmm!!!!

Eu ri daquela situação. O nervosismo dela era evidente, as mãos inquietas, o olhar que evitava o meu por tempo demais antes de voltar. Joana poderia muito bem ter desaparecido pela vergonha, decidido nunca mais cruzar meu caminho. Mas não. Ela estava ali. E se estava ali, era porque queria.

— Mas eu gostei daquele momento com você — disse ela, a voz baixa, carregada de hesitação. — E queria muito ter de novo… Mas só nós dois.

Um sorriso provocador se desenhou nos meus lábios.

— Claro que quer, né? Espertinha…

Ela arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços, tentando bancar a durona.

— Ah é? Você fala isso como se não quisesse também…

— Talvez eu queira…

A resposta dela ficou no ar, aberta, carregada de possibilidades. Me inclinei para mais perto, testando sua reação. Seus olhos acompanharam meu movimento, mas ela não recuou. O silêncio entre nós era denso, carregado daquela tensão deliciosa que precede algo inevitável. No último instante, Joana fechou os olhos e me abraçou, o corpo quente colando no meu. Nossos lábios se encontraram devagar, como se testássemos o encaixe, explorando o toque inicial antes de nos entregarmos de verdade.

A boca dela era macia, quente, úmida. O gosto levemente doce misturado ao perfume que exalava de sua pele me inebriava. Sua respiração acelerou contra meus lábios quando minha língua deslizou suavemente, convidando-a para um jogo lento e provocante. Ela respondeu na mesma intensidade, abrindo a boca para mim, a língua se entrelaçando à minha em movimentos sutis, ora leves, ora mais firmes. Minhas mãos deslizaram por sua cintura, sentindo seu corpo se moldar ao meu, enquanto os dedos dela se enroscavam na minha nuca, puxando-me para ainda mais perto. O beijo se aprofundou, os movimentos ficaram mais urgentes, como se quiséssemos matar uma sede. Eu podia sentir o calor do seu corpo crescendo contra o meu, o jeito como ela suspirava entre os beijos, os pequenos tremores sutis que denunciavam que ela queria mais.

Ela se afastou um pouco, os lábios inchados e vermelhos, os olhos brilhando com aquela mistura de malícia e curiosidade. O sorriso que surgiu no canto de sua boca tinha algo de travesso, como se ela estivesse prestes a aprontar.

— Sabe… tem uma coisa que eu fiquei encucada até hoje.

Passei a língua pelos lábios, ainda sentindo o gosto do seu batom.

— Com o quê? — perguntei realmente curioso.

Joana inclinou a cabeça, mordendo de leve o lábio inferior antes de responder:

— Eu ainda não sei se era você naquela foto. Na hora… eu não reparei direito.

Soltei uma risada baixa.

— Então acho melhor você não ficar com essa dúvida…

Ela não hesitou. Se aproximou de novo, me beijando lentamente, aprofundando o contato enquanto suas mãos desciam pelo meu peito, explorando, provocando. Os dedos dela deslizaram até o cinto da minha calça, desfazendo-o com calma, sem pressa, enquanto sua boca continuava brincando com a minha. A única coisa que fiz foi segurar seus cabelos longos e pretos, afastando-os delicadamente para não atrapalhar o que estava prestes a acontecer.

Joana desceu lentamente, deslizando os lábios quentes pela minha pele enquanto suas mãos desabotoavam o resto da minha calça. Eu já sentia o calor do seu corpo se aproximando perigosamente, sua respiração quente e provocante me deixando cada vez mais duro.

Ela soltou um risinho, os olhos escuros fixos em mim enquanto puxava minha cueca para baixo, libertando minha ereção.

— Hmmm… — murmurou, passando a ponta da língua pelo lábio inferior. — Agora sim, posso tirar minha dúvida direito…

E então, sem aviso, sua boca macia se fechou ao redor da cabeça do meu pau.

Um arrepio violento percorreu minha espinha. A língua dela girava suavemente ao redor da glande, brincando, explorando cada nervo com toques molhados e calculados. Ela não engolia, não aprofundava, apenas se concentrava ali, no topo, saboreando cada reação minha.

Minhas mãos ainda seguravam seus cabelos, mas não como uma ordem — era puro reflexo, um esforço para não perder o controle.

— Caralho, Joana… — murmurei, jogando a cabeça para trás.

Ela respondeu apenas com um suspiro satisfeito, a vibração da sua garganta intensificando ainda mais o prazer. Seus lábios subiam e desciam devagar, mantendo a sucção leve, provocante. Ela sabia o que estava fazendo. Sabia como me controlar.

Tentei empurrar levemente o quadril para frente, buscando entrar mais fundo na boca dela, mas Joana se afastou sutilmente, mantendo o ritmo que ela queria.

— Não tem pressa, né? — ela sussurrou com um sorrisinho cruel, passando a língua apenas na ponta, curtindo a forma como meu corpo reagia.

Eu estava cada vez mais perto, sentia aquele calor se acumulando, a pressão crescendo rápido demais. Meus músculos estavam tensos, o corpo em alerta máximo, e ela percebia isso. Sentia minhas coxas enrijecendo, minha respiração ficando irregular.

Então, no exato momento em que eu ia gozar, Joana parou.

Ela simplesmente tirou a boca, deixando-me pulsando no ar, o prazer indo emborade de mim como uma tomada desligada.

— Ah, não… — resmunguei, tentando puxá-la de volta. — Porra, Joana…

Ela apenas riu, lambendo a própria boca como se provasse um doce raro.

— Não ainda — sussurrou.

Antes que eu pudesse protestar, ela voltou a me provocar, chupando devagar a ponta de novo, a língua deslizando preguiçosamente ao redor da glande, mas sem me dar o alívio que eu queria.

Meu corpo inteiro tremia de frustração e desejo. Eu implorava com o olhar, com a respiração entrecortada, cada músculo do meu corpo pedindo para que ela me deixasse gozar. Mas Joana apenas continuava no seu jogo cruel, controlando tudo, me mantendo ali, sempre no limite.

Joana sorriu de canto, percebendo o quanto eu estava à mercê dela. Seus olhos me estudavam, divertidos, como se ela estivesse se deliciando com o meu desespero. Sem aviso, ela desceu novamente, mas dessa vez sua boca se abriu mais, cobrindo a glande com mais intensidade. A sensação quente e molhada me fez arquear as costas, soltando um gemido gutural. Sua língua trabalhava de forma mais insistente, pressionando a parte inferior da cabeça do meu pau, deslizando devagar, espalhando saliva.

Eu senti sua boca se mover com mais voracidade agora. Os lábios fechados envolviam cada centímetro da cabeça enquanto a língua se enrolava ao redor, brincando, provocando. O calor era absurdo, e o barulho molhado dos movimentos ecoava pelo ambiente, misturado ao som da minha respiração pesada.

A baba começou a escorrer pelo meu pau, descendo pelo meu eixo, espalhando-se na base. Joana não se preocupava em manter tudo limpo — pelo contrário, ela parecia gostar da sujeira, da bagunça que fazia ao lambê-lo lentamente, depois chupando de novo com mais força. Sua mão escorregava ao redor da base, espalhando a própria saliva, tornando tudo mais escorregadio e indecente.

Minha mão ainda segurava seus cabelos, os dedos entrelaçados nas mechas escuras, tentando me segurar para não perder o controle completamente. Meu quadril se movia instintivamente contra sua boca, buscando mais profundidade, mais contato, mais qualquer coisa que me levasse ao limite.

Ela percebeu.

E acelerou.

Agora sua boca me sugava com um ritmo mais intenso, a língua se esfregando por toda a superfície, enquanto ela fazia pequenos movimentos de sucção na glande, cada um me levando a um nível mais alto de desespero. A cada estocada leve que eu tentava, ela respondia com uma lambida larga e demorada, a baba se acumulando, pingando entre nós, tornando tudo ainda mais sujo e excitante.

Meus músculos ficaram tensos, os dedos em seus cabelos apertaram mais forte. O prazer estava crescendo de novo, rápido demais, inevitável. Eu sabia que ia gozar, não tinha como segurar.

E foi aí que Joana parou.

Simplesmente se afastou, deixando-me latejando no ar, pulsando, tremendo de frustração de novo.

— Ah, puta que pariu… — soltei, a voz quase falhando de desespero.

Joana limpou o canto da boca com a língua, ainda com aquele sorrisinho cruel, satisfeita com o próprio jogo.

— Hoje eu não tô afim… só queria mesmo ver se era o mesmo pau da foto — murmurou, como se estivesse ditando as regras. — Eeee… Eu preciso ir embora, infelizmente. Passei aqui só pra fazer hora.

Meus olhos se arregalaram, o tesão ainda queimando dentro de mim como uma ferida aberta.

Porra, Joana! — soltei, frustrado, sentindo meu corpo inteiro pulsar com a tensão não resolvida.

Ela riu, ajeitando os cabelos como se nada tivesse acontecido. A tranquilidade dela me deixava ainda mais doido. Eu não sabia se queria segurá-la pelos cabelos e obrigá-la a terminar o que começou ou se apenas aceitava o jogo dela, como um bom perdedor. No fim, só consegui rir sem jeito, aceitando o que me foi oferecido… ou melhor, o que me foi negado.

Levei-a até a porta, ainda sentindo meu pau duro latejando dentro da calça, cada passo me lembrando da tortura que ela me fez passar.

Antes de sair, Joana virou-se para mim, os olhos brilhando com uma provocação final.

— Se você prometer que não vai gozar até amanhã… eu passo aqui de tarde.

A porta se fechou antes que eu pudesse responder. E ali fiquei, sozinho, rindo de pura frustração, sabendo que não tinha escolha a não ser esperar.

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