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1435 palavras
7 minutos
Dentro do provador de roupas

Duas namoradas resolvem realizar o fetiche de transar em público dentro de um provador de roupas, delicie-se com esse lindo conto erótico lesbicas

Eu nunca fui boa com essas coisas. Minhas mãos suavam antes mesmo de entrarmos naquela loja cheia. O barulho das pessoas falando alto, o vai e vem de atendentes, os sensores apitando a cada compra… Tudo isso me fazia querer desaparecer. Mas ela não. Ela parecia tão à vontade, andando entre as araras como se fosse dona do lugar. A ponta dos dedos dela roçava os vestidos, mas eu sabia que ela estava de olho em mim, sempre me observando pelo canto do olhar, esperando que eu cometesse o erro de olhá-la por muito tempo.

— Esse vestido ficaria perfeito em você. — Ela me surpreendeu ao segurar um modelo vermelho, justo, que eu jamais teria coragem de usar.

Eu neguei de imediato, tentando esconder o rosto atrás de um cabide qualquer.
— Nem pensar. É muito curto.

Ela riu, aquele riso grave e cheio de malícia que fazia minha pele arrepiar.
— Então prove. Só para mim. — Não era um pedido.

Antes que eu pudesse responder, senti a mão dela no meu pulso. Ela me puxou entre as araras, como quem já sabia exatamente onde estava indo. Eu sabia o que aquilo significava. Desde que saímos de casa, aquela ideia estava solta no ar. Quando percebi, já estávamos na frente de um provador. Ela abriu a cortina e me empurrou para dentro sem dizer nada. O espaço era pequeno, abafado, cercado de espelhos que não deixavam nada passar despercebido. Quando o provador se fechou atrás de nós, o clique da tranca pareceu mais alto do que deveria, abafando os sussurros e o ruído abafado da loja cheia lá fora. Eu mal respirava. Aquele espaço minúsculo, cercado por espelhos, guardava agora o segredo do meu atrevimento. Ela, com seu sorriso sacana e olhos de fogo, não hesitou.

— Você ficou molhada só de pensar, né? — ela perguntou, a voz rouca cheia de malícia, enquanto se inclinava para frente, os seios médios roçando contra a minha blusa.

— Cala a boca — murmurei, meu tom mais fraco do que pretendia, porque, claro, ela estava certa. Eu odiava admitir, mas a ideia daquilo, tão arriscada e absurda, já tinha me deixado com o coração disparado e as coxas úmidas.

Ela segurou meu queixo, forçando-me a encará-la. Seus dedos longos tinham uma firmeza que eu não esperava, e o toque fazia minha pele se arrepiar. No espelho, nossos reflexos pareciam mais ousados do que me sentia: ela, confiante e ávida, e eu, tentando não desmoronar sob o peso do desejo.

— Abaixa essa calça — ordenou, e por um segundo achei que não fosse obedecer. Mas meu corpo traiu minha hesitação, minhas mãos já no cós da calça jeans, puxando-a até os joelhos. Fiquei de calcinha ali, presa pelo olhar devorador dela.

Ela sorriu. — Eu sabia que você ia deixar, piranha!

O espelho multiplicava cada movimento, cada detalhe. Seus dedos puxaram o elástico da minha calcinha, expondo a pele macia e quente, antes de deixar que ela escorregasse até o chão. A sensação de estar nua diante dela, naquele espaço apertado, me fazia queimar.

Sem aviso, ela se ajoelhou, segurando meus quadris para que eu não recuasse. Sua língua, quente e decidida, encontrou minha carne úmida e pulsante. Um gemido escapou antes que eu pudesse me conter, minhas mãos se agarrando ao gancho na parede para não perder o equilíbrio.

— Não faz barulho — ela sussurrou contra mim, embora o tom dela fosse tão provocador que eu sabia que não se importava se alguém ouvisse. Sua língua traçou cada centímetro, explorando com uma precisão que fazia meu corpo reagir a cada toque.

Eu me esforçava para ficar calada, mordendo os lábios enquanto seus dedos se juntavam à brincadeira, deslizando para dentro de mim com facilidade. O espelho refletia tudo: meu corpo contorcido, os cabelos dela balançando enquanto me devorava como se estivesse faminta.

— Você gosta, né? De se ver assim… — ela murmurou, erguendo os olhos para mim enquanto chupava meu clitóris com uma lentidão torturante. — De saber que pode ser pega a qualquer momento.

Eu queria negar, mas meu corpo dizia o contrário.

Minhas pernas tremiam, e eu sentia que o chão desaparecia enquanto ela acelerava o ritmo, misturando chupadas fortes com a pressão dos dedos dentro de mim. O calor subia pelas minhas costas, minha cabeça encostando na parede enquanto meu orgasmo se aproximava, um nó apertado na base do ventre que prometia se romper a qualquer segundo.

Quando finalmente cheguei ao ápice, foi como se o tempo parasse. Cada músculo do meu corpo se contraiu enquanto meu prazer explodia em ondas intensas. Ela não parou, continuando a me chupar e a massagear meu ponto mais sensível até que minha respiração fosse apenas suspiros desordenados.

— Tá toda lambuzada — ela disse, erguendo-se e passando o polegar pelos lábios molhados, cheia de um orgulho descarado.

Antes que eu pudesse responder, ela se virou, encostando-se ao espelho e começando a se despir. Seus seios médios ficaram à mostra primeiro, os mamilos escuros contrastando com a pele macia, e então ela abaixou a calcinha, expondo seu corpo nu, sem reservas.

— Agora é a sua vez — disse, a voz carregada de desejo.

Eu me ajoelhei, sem conseguir conter um sorriso.

Com os joelhos contra o chão frio do provador, eu me aproximei dela como quem descobre algo proibido e precioso ao mesmo tempo. Suas pernas abertas me ofereciam uma visão que parecia hipnotizar, cada detalhe dela brilhando com uma umidade provocante. Ela estava deliciosamente exposta, e o cheiro quente do seu desejo enchia o ar apertado entre nós.

— Vai me encarar ou vai fazer alguma coisa? — ela debochou, seu tom desafiador, mas com um toque de impaciência.

Eu ri, mas sem responder. Minhas mãos subiram por suas coxas, devagar, sentindo a textura macia e quente da sua pele. Sua respiração ficou pesada no momento em que meus dedos encontraram o caminho para entre suas pernas. Era úmida e quente como o inferno, o tipo de calor que só aumentava o meu próprio desejo.

— Não faz charme agora, vai logo — ela sussurrou, sua voz oscilando entre o comando e o apelo.

Minha boca chegou ao destino, e eu comecei devagar, explorando com a língua. Seu gosto era salgado e doce ao mesmo tempo, algo tão peculiar que me fazia querer mais. Eu pressionei meus lábios contra ela, sugando levemente enquanto meus dedos deslizavam para dentro, sentindo a resistência macia que cedia com facilidade.

Ela gemeu baixo, abafando o som ao morder o próprio punho. — Porra, assim… mais forte… — ela guiava com as palavras, o quadril dela se movendo de encontro à minha boca.

Meus dedos a exploravam em um ritmo lento, enquanto minha língua trabalhava no ponto mais sensível. Ajoelhada, eu sentia cada parte dela reagir aos meus movimentos: os espasmos das suas pernas, o tremer do abdômen, o jeito como suas unhas curtas arranhavam o espelho atrás dela.

Quando sua respiração se tornou errática, eu soube que ela estava perto. Então, redobrei o ritmo, sugando seu clitóris com força enquanto girava os dedos dentro dela. Seu corpo se arqueou para frente, os joelhos perdendo a firmeza, e ela se segurou no gancho da parede para não desabar.

— Porra, não para, caralho! — ela gritou, mas a voz saiu abafada enquanto enterrava o rosto no braço.

E então aconteceu: seu orgasmo veio como uma tempestade, as pernas dela se contraíram ao redor do meu rosto enquanto ela gemia tão alto que eu temi, por um momento, que alguém fora do provador tivesse ouvido. Sua respiração era pesada, entrecortada, enquanto ela deslizava para o chão, ofegante e satisfeita.

Eu me sentei no chão ao lado dela, ainda respirando forte, o gosto dela nos meus lábios. Ela virou a cabeça para me olhar, os olhos brilhando com uma mistura de exaustão e luxúria.

— Você é mais safada do que eu pensava — ela disse, rindo, enquanto puxava minha mão e a beijava suavemente.

Ainda nua, ela se levantou devagar, os joelhos trêmulos. Ela se virou para o espelho e olhou para mim por sobre o ombro. — Temos que sair daqui antes que alguém bata na porta, mas, caralho, você me deixou molenga.

— E você nem sabe o quanto eu quero mais — respondi, minha voz ainda rouca de excitação.

Ela se vestiu com pressa, mas com um charme que parecia natural, ajustando o vestido no corpo perfeito. Quando estávamos quase saindo, ela me puxou para um último beijo, um beijo molhado e demorado, que me deixou sem ar.

— Essa foi só a primeira rodada — ela sussurrou no meu ouvido, antes de destrancar a porta e sair com a maior naturalidade, deixando-me ali, tentando parecer que nada havia acontecido.

Naquele momento, eu sabia que o que começou naquele provador não terminaria tão cedo.

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