Era noite, e a estrada serpenteava através de uma paisagem silenciosa e misteriosa. O carro, com faróis que cortavam a escuridão, avançava suavemente pelo asfalto, iluminando apenas o necessário para seguir adiante. Dentro, eu dirigia concentrada, as mãos firmes no volante. A luz fraca do painel piscava, sugerindo que era hora de procurar um posto para reabastecer. O som contínuo do motor, combinado com o farfalhar das árvores sob a brisa noturna, formava uma trilha sonora quase hipnótica, tornando difícil manter os olhos abertos. No entanto, as estrelas pontilhavam o céu acima, testemunhando minha solidão e trazendo uma sensação reconfortante enquanto seguia sonolenta, mas tranquila, imersa em pensamentos profundos.
De repente, um trecho de breu absoluto engoliu a estrada. O silêncio pareceu aumentar, e tudo ao redor mergulhou em uma escuridão ainda mais densa. Então, quase como um passe de mágica, o céu explodiu em um espetáculo de luzes. Um mar de estrelas reluziu com uma intensidade jamais vista, como se o cosmos tivesse decidido fazer um show só para mim. Era um cenário tão deslumbrante que fez meu coração acelerar.
Mesmo sabendo dos perigos da estrada, fui tomada por um impulso irresistível. Encostei no acostamento, desliguei o motor e saí do carro. O silêncio agora era profundo, cortado apenas pelo eco do meu próprio movimento. Sob aquele céu, com as estrelas brilhando como joias contra o manto negro do universo, fiquei parada, absorvendo o momento. Era uma conexão única entre terra e infinito, algo que sabia que nunca esqueceria.
De repente, o espetáculo ganhou ainda mais vida. Estrelas cadentes começaram a riscar o céu, uma após a outra, deixando rastros luminosos por todos os lados. Mas uma delas chamou minha atenção. Seu brilho era diferente, de um verde esmeralda vibrante, e parecia ter vida própria. Ela crescia e se agitava, como se quisesse atravessar o céu mais rapidamente que as outras. Quando percebi que vinha na minha direção, um frio percorreu minha espinha.
Fiquei paralisada, estupefata, observando o que parecia impossível. O objeto brilhante se aproximava em um movimento intenso e frenético, até que a razão me fez correr de volta para o carro. Fechei a porta e observei pela janela enquanto aquela luz misteriosa, quase mágica, passava sobre mim, deixando um rastro de fascínio e desespero.
Teria sido tudo um sonho, talvez? Agora eu estava deitada, nua, em algo que parecia ser um hospital. Estava presa a aparelhos e rodeada de sons monótonos, como o bipar de monitores. Será que fui atingida por um caminhão na contramão? Ou quem sabe por algum meteorito caindo do céu?
Meu corpo estava entorpecido, como se estivesse imerso em um banho de anestesia. O efeito era estranho, quase relaxante, como se uma onda de prazer morno tomasse conta de mim. Com certeza me deram algum medicamento potente, pensei, tentando manter o foco. Mas então percebi algo perturbador: havia uma sonda dentro de mim, alojada na minha vagina. Era grande, feita de algo que parecia borracha. Cada vez que eu me contraía, sentia o tubo se mover, cedendo à pressão. Por que colocariam isso em mim?
Meus seios estavam cobertos por algo macio, envoltos em conchas quentes que pareciam ser feitas de camurça. O toque era agradável, mas definitivamente estranho. Alguma nova tecnologia médica?, imaginei.
Meus olhos mal funcionavam. Tudo estava embaçado, sombras altas se moviam ao meu redor, figuras indistintas passando rapidamente sem responder às minhas tentativas de chamar por ajuda. Eles deviam ser médicos ocupados, tentei convencer a mim mesma. Mas algo estava fora do lugar. Essas pessoas pareciam… altas demais, e seus movimentos não eram exatamente humanos.
Tentei racionalizar. Deve ser o setor de queimados. Talvez tenham colocado máscaras ou trajes especiais por segurança. Eu devia estar muito drogada, confusa por conta dos medicamentos. Era isso. Tinha que ser isso.
Mas quanto mais eu tentava me apegar a essa ideia, mais detalhes estranhos surgiam. O ambiente era iluminado por um brilho azulado que não parecia vir de lâmpadas convencionais. O ar tinha um cheiro metálico, quase como ozônio, e os sons ao meu redor eram baixos, mas estranhos – como sussurros em uma língua que eu não conseguia entender.
Eu respirei fundo, tentando conter a onda de pânico que ameaçava tomar conta de mim. Não posso perder a cabeça agora. É só um hospital. Deve ser. A alternativa era impensável.
Em meio ao pânico que começava tomar conta de mim, algo inesperado aconteceu. Os tubos que me conectavam moveram-se ganhando vida, de puxão a puxão, forçando-me a sair daquele ambiente e me arrastando para um lugar alto.
Um grito escapou da minha garganta, mas não houve eco em resposta. Eu estava de ponta cabeça, içada em algum lugar que eu não conseguia entender. Aquilo não era normal. Então começou algo que eu jamais esqueceria por toda a minha vida. Os tubos que me sustentavam puseram meu corpo em estrela no ar. Senti como se tentáculos mornos se enrolassem nas minhas pernas de forma a me sustentar, seus movimentos quase peristálticos massageavam minhas coxas, fazendo uma energia muito estranha invadir meu corpo. Era como se uma estática varresse meu sistema nervoso, deixando-me relaxada.
Uma lágrima escorria dos meus olhos. De alguma forma, eu me sentia violentada. Aquele prazer lento e perene que subia pelas minhas pernas não era natural. Eu queria chorar, mas o êxtase suave que brotava subindo por minhas pernas não me permitia. Quando o tubo de borracha dentro de mim começou a se inflar, eu surtei. Senti que todas as minhas paredes internas haviam sido tocadas ao mesmo tempo, e ele fazia movimentos vibratórios perfeitos, emitindo pequenas ondas de choque. Eu queria protestar, mas sempre que tentava, uma nova onda ensurdecia a minha fala. A cada vez que eu tentava emitir um som, ele era abafado.
Minha respiração se tornava cada vez mais pesada, o ar era leve demais para ser respirado com naturalidade, e eu tinha que fazer algum esforço. Enquanto isso, em meus seios, aquelas estranhas conchas faziam um movimento de sugar feroz, e eu não posso negar, era delicioso ser sugada por aquilo. Ela parecia ler meus pensamentos, ajustando-se para o melhor lugar sempre que eu reagia positivamente. Não era como uma boca que só pode focar em um ponto de uma única vez. A coisa tomava um seio inteiro. Quando um pensamento intrusivo me veio: “Seria bom um desses no meu clitóris.” Imediatamente, uma coisa rastejou como uma cobra morna por minha virilha, me tocando molhada no clitóris. Era estranho, dentro de mim, aquela coisa inflada e eletrizando, e agora uma coisa simulando uma boca perfeita.
Aquela entidade que me tomava parecia estar querendo aprender o comportamento do meu corpo. Sempre que me incomodava, ela se ajustava para me agradar. Se pensasse em alguma posição sexual, ela me virava, e com seus tubos e tentáculos, me forçava a me posicionar daquela forma. Eu devia estar de quatro agora. Eu tinha medo, mas não conseguia parar de pensar em sexo. O tubo inflado que me preenchia agora ia diminuindo, tomando outra forma, uma masculina e mais familiar, meu corpo ia se ajustando à sua rigidez. Aquela coisa parecia estar me penetrando em um movimento perfeito. Eu sabia que enlouqueceria em breve se aquilo não acabasse, meu corpo não aguentaria tanto prazer por mais tempo.
E como aquela coisa parecia saber todos os meus desejos, uma explosão de serotonina e dopamina, em um abraço cósmico, derramaram cascatas de euforia sobre os recantos mais profundos da minha mente. O meu corpo se tornou um campo de energia pura, onde cada célula vibrava como se tivesse sido tocada por uma sinfonia invisível. Senti meu sangue correndo quente, e meus pulmões se encheram de um ar embriagante, pela química do momento. O coração parou de bater por alguns segundos, e o meu tempo desapareceu. Um segundo se dilatou como se fosse infinito, e meu corpo inteiro se dissolveu em ondas de puro êxtase. Não há mais limites, apenas a sensação de ser parte do universo, onde o prazer transcende o físico e se transforma em luz, em cor, em poesia viva.
Eu despertei deitada no capô do meu carro ainda naquela rodovia vazia, confusa contraí minha vagina procurando sinais de sexo, mas estava tudo bem, eu havia apenas sonhado, olhei ao redor procurando pessoas e não encontrei. Sentei ao volante e voltei à dirigir, precisava urgentemente de algum remédio para o desconforto que sentia, algo que comi, deixou minha barriga inchada e dura.