Quando a solidão bate à porta, uma mulher reencontra uma antiga paixão a sua época dda adolescência e o invevitável acontece o tesão toma lugar surgindo um sexo selvagem
Eu era uma mulher como qualquer outra, cheia de desejos e necessidades que pulsavam e me deixava carente e levemente melancólica. Aspirava por um amor – desses que consomem, que dilaceram –, mas a vida, essa velha desdenhosa, parecia sempre escancarar portas para então fechá-las na minha cara. Fazia tempo que estava só. Tempo demais. Não havia ninguém. Nem um rosto, nem um corpo, nem mesmo um toque imaginado que pudesse aplacar a minha solidão.
Entre as tantas tentativas frustradas que me arranquei de mim mesma, instalei um aplicativo de relacionamentos. Nunca esperei grande coisa dali – nem promessas, nem amor –, mas quem sabe um alívio passageiro, algo que distraísse os meus dias e, principalmente, as minhas noites, não viesse a calhar. Escolhi as fotos onde meus lábios carnudos – minha melhor característica, sem dúvida – chamavam atenção, pareciam mais macios do que eu realmente os sentia, e preparei o perfil como quem monta uma vitrine: tentando exibir o melhor de mim, ainda que fosse pouco.
Paguei para aumentar as chances. Precisava disso? Talvez. Com o perfil pronto, comecei a deslizar o dedo, percorrendo rostos e corpos desconhecidos, futuros amantes em potencial. Um mais atraente que o outro, mas havia algo… algo que não me tocava. Pareciam desinteressados, ou talvez eu fosse nova demais naquele jogo. Provavelmente fazia tudo errado, como sempre.
Foi quando ele apareceu. Não era só mais um rosto. Era familiar. Um arrepio estranho subiu pela minha espinha, um misto de surpresa e nervosismo. Encontrar alguém conhecido ali era, no mínimo, motivo para uma boa fofoca com as amigas. Mas ele… Ele era diferente.
Eu o conhecia da igreja. Naqueles tempos, a paixão era pecado, e eu já era uma pecadora em potencial, nossos olhares eram sufocados pela vigilância implacável dos outros. Eu me sentava ao lado dele no banco de madeira, a pele latejando de desejo como se o calor do inferno já me envolvesse. Ele tinha os lábios carnudos, e, durante o culto, eu me perdia. Me perdia no impulso de tocá-los com os meus, de senti-los molhados, quentes, devorando-me com pressa.
Minha pele, traiçoeira, formigava ao menor roçar dos nossos cotovelos. Era um deslize involuntário, ou assim deveria ser. Mas não era. Nunca foi. Meu corpo respondia como se tivesse vida própria, e eu sabia, naquele instante, que não havia oração capaz de redimir o que me tomava. Eu molhava a calcinha apenas por estar ao lado dele. E ele sabia. Tinha que saber. O jeito como me olhava, os olhos dele pousando no meu pescoço, na curva da minha nuca, como quem pressentia meu cheiro.
Eu estava nervosa. As mãos suavam, o coração pesava como se algo dentro de mim quisesse escapar. Fazia tanto tempo que não o via. Tanto tempo desde que ele tinha sido arrancado de mim pela distância, pela vida que nos jogava em direções opostas. Mas agora, as lembranças voltavam — e, com elas, o desejo. Ele voltava inteiro, violento, como uma onda que me atravessava e me deixava molhada, quente, ansiosa. Com um fôlego roubado, criei coragem. Peguei o celular. Uma mensagem simples. Fria, como se eu pudesse controlar o que sentia. “Você vai no ensaio do louvor domingo?”
A pergunta era uma brincadeira, como se não houvesse tempo passado entre nós. Mas eu sabia que ele se lembraria de mim. Tinha certeza. Ele não poderia ter esquecido. A resposta veio. Rápida, mais vibrante do que eu imaginava. Ele parecia surpreso, mas não era só isso. Havia algo naquelas palavras que me atingia, um entusiasmo que me revirava por dentro. Não demorou para que a conversa escorregasse para outro lugar. Ele queria me ver.
Marcamos na lanchonete da época da igrejinha. Um pedaço da nossa história ainda estava lá, entre as mesas de plástico e o cheiro de fritura. Era um lugar que eu conhecia bem.
Passei o dia inteiro me preparando, o corpo tomado por um frenesi quase adolescente. Nunca me arrumei tanto para ir a um lugar tão simples. Cada detalhe importava: o cabelo, a pele, o batom. Tudo tinha que estar perfeito. E, enquanto me olhava no espelho, pensei: estar ali, com ele, seria reviver o que tínhamos. Seria como voltar a um tempo onde só existíamos nós dois, no mesmo espaço, no mesmo desejo.
Ele chegou antes que eu conseguisse me acalmar. Não era mais o mesmo. Não havia nada do garoto que eu conhecia. A estranheza da juventude o abandonara, e, no lugar, estava um homem. As feições do rosto eram mais marcadas e maduras. O corpo mais largo, os ombros ocupando um espaço que parecia maior., ele parecia uma pessoa e academia. Senti meu corpo reagir antes que eu pudesse controlar. Um tremor me subiu pelas pernas, e o nervosismo queimava meu peito.
Ele sorriu. Aquele sorriso com aquela boca gostosa. Como se os anos não tivessem passado, como se fosse capaz de me ler com um simples olhar. Sentamos. O lugar era o mesmo, mas a presença dele fazia tudo parecer menor, apertado, como se o mundo tivesse se encolhido ao nosso redor.
A conversa começou tímida, tropeçando em lembranças. Melancolia. Rimos de coisas antigas, de histórias que pareciam absurdas agora. Falamos dos anos que havíamos perdido, um narrando ao outro o que a vida nos fizera durante a ausência. Ele olhava para mim enquanto falava, os olhos presos aos meus, mas, vez ou outra, desciam até o meu decote, sem disfarçar.
— Vai fazer o que agora? — ele perguntou, a voz grave, rouca. Era quase uma carícia, o som entrando pelos meus ouvidos e descendo pelo meu corpo.
— Não sei. Tá cedo. Eu ia pra casa. Amanhã eu trabalho — respondi, tentando parecer indiferente, mas a respiração já estava mais curta.
Ele sorriu de novo, dessa vez com algo de malícia, algo que me fez cruzar as pernas de imediato, como se quisesse conter um vulcão entre as pernas.
— Vamos pra minha casa. — A frase veio sem hesitação, o tom carregado de certezas. Ele se inclinou um pouco, os olhos cravados nos meus, e completou: — Não tem mais ninguém pra vigiar a gente.
Meu coração disparou. Fiquei imóvel por um segundo, como se minha mente estivesse lutando contra o que meu corpo já decidira.
Entramos na casa, mas eu não vi nada. Não reparei nos móveis, nas paredes, nos cheiros. Tudo parecia desfocado, porque eu sabia. Sabia por que estávamos ali. Adultos. Sem regras, sem vigilância, sem a inocência idiota de antes. Mal a porta se fechou, ele caminhou na minha direção, firme, decidido. O mundo pareceu se partir em dois, um abismo se abriu no instante em que os lábios dele tocaram os meus. Doces, cheios, macios. Eles encaixaram nos meus como se fossem feitos para aquilo, e meu corpo inteiro respondeu, como uma explosão silenciosa que percorria cada centímetro de mim. Uma sinfonia. Ele era quente, e o calor dele me consumia. A mão subiu pela minha nuca, os dedos fortes enroscando nos meus cabelos. Meu corpo cedeu, entreguei-me inteira, sem reservas, sem pensar.
Meus seios estavam apertados contra o torso dele, e eu queria mais. Queria sentir as mãos dele ali, tomando posse de mim. Ele tentava ser cuidadoso, como se ainda guardasse algum traço de cavalheirismo, mas isso me irritava. Eu não queria cuidado. Não queria carinho. Queria que ele me dominasse, que me tomasse sem pudor. Eu estava sedenta. Sedenta por sexo, pelo corpo dele, pelo gosto de suor e saliva que se misturavam naquele beijo. Um fogo subiu pelas minhas pernas, incendiando-me por dentro, transformando tudo em desejo puro. Louca de tesão, senti minha pele arder, os arrepios crescendo à medida que o calor aumentava.
— Não me trata assim. Me pega. — Sussurrei, quase um gemido, enquanto puxava o rosto dele para mais perto.
Ele congelou por um instante. Seu corpo parou, mas seus olhos não me deixaram. Um frio percorreu minha espinha, e imediatamente me arrependi do que havia dito. A expressão dele mudou, fechando-se de forma abrupta. Ficou sério, quase zangado. Por um momento, achei que ele fosse me afastar, que fosse brigar comigo. Meu peito se apertou com a culpa, mas ele não disse nada. Em vez disso, agarrou-me com uma força que parecia querer me fundir a ele, como se quisesse me tornar uma extensão do seu corpo. As mãos dele começaram a correr por mim, ásperas e doloridas, sem delicadeza. Meu corpo não reagia, estava completamente submisso ao que ele fazia, entregue ao domínio que ele impunha. Os beijos, antes doces, agora eram molhados, selvagens, famintos. Os sons começaram a preencher o espaço ao nosso redor — estalos de beijos, respirações ofegantes, gemidos abafados. O ambiente parecia menor, sufocado pelo calor que saía de nós.
As roupas começaram a cair, arrancadas como se queimassem na nossa pele. As mãos dele não perdiam tempo, os dedos ágeis trabalhavam enquanto seus lábios permaneciam colados aos meus, quentes e insistentes. Eu tremia, sentindo o tecido frio do meu sutiã ser puxado para baixo, e quando ele finalmente caiu no chão, meus seios, livres, saltaram à vista dele. Ele parou. Por um segundo, apenas olhou, devorando-me com os olhos. A intensidade daquele olhar me fez queimar. Era como se estivesse me despindo novamente, mas dessa vez, com os olhos. Senti uma vergonha breve, um calor que me fez quase cruzar os braços para me cobrir, mas ele não me deu chance. As mãos grandes seguraram meus seios, envolvendo-os com força, e então, sem aviso, ele os tomou com a boca.
Não havia carinho. Era sofreguidão, desejo bruto. Ele sugava, mordia, explorava cada parte com uma avidez que me fazia perder o fôlego. Meu corpo inteiro se arqueava para ele, como se quisesse oferecer mais. Senti meus mamilos endurecerem contra a língua quente dele, enquanto os arrepios corriam pela minha pele como faíscas. Minha vida parecia esvair-se naquele instante, cada sucção drenando minha resistência. Sentia algo quente e úmido escorrendo pelas minhas entranhas, a excitação tomando conta de mim como uma enchente. Eu gemia sem controle, perdida entre a dor e o prazer, enquanto ele continuava a me devorar com a boca e as mãos, como se quisesse me consumir inteira.
Ele me empurrou contra o sofá, e meu corpo caiu sem resistência, afundando nos estofados enquanto ele se posicionava à minha frente. A fivela do cinto estalou, o som ecoando como um anúncio do inevitável. Ele desceu a calça junto com a cueca, e então eu o vi. Meu olhar foi atraído para ele e um riso bobo se fez em meu rosto.
O membro surgiu duro como pedra, moreno, com uma uniformidade que o fazia parecer uma obra de arte. A cabeça era perfeitamente delineada, levemente rosada, quase brilhante, como se tivesse sido polida à mão, uma joia cravada em um cajado de desejo. Era grande, imponente, ameaçador. E irresistível. A textura parecia sedosa ao olhar, mas firme, como se prometesse prazer e dor na mesma medida. Ele deu um passo à frente, a vulgaridade masculina pulsando em cada movimento. Com uma mão, começou a se masturbar devagar, como se se preparasse para o ato, os dedos apertando a base, o membro pulsando como se tivesse vida própria. Quando deu mais um passo, me puxou pela cabeça, os dedos enroscando no meu cabelo, e me guiou direto para ele. Não houve gentileza, e eu deveria ter resistido. Deveria. Mas eu não quis.
Senti a pele quente e macia contra os meus lábios, o peso dele pressionando minha boca. Ele rebolava lentamente, provocando, deslizando para dentro e para fora com um ritmo calculado, me obrigando a senti-lo inteiro. Minha saliva começou a escorrer, um fio quente descendo pelo meu queixo, e eu não me importei. Babava sem vergonha, perdida no frenesi daquele momento. A sensação dele preenchendo minha boca era avassaladora. Os lábios estavam tensos, pressionados, quase latejando enquanto o membro deslizava para dentro e para fora. Era como se ele me beijasse, como se aquela coisa tivesse vida própria, pulsando e impondo sua presença. Meus olhos subiram para ele, e eu o vi me olhando de cima, como se me desafiasse a continuar. Eu sorri, mas não com a boca. Com os olhos. Admirada, encantada por aquela imponência que agora estava entre meus lábios. Eu o chupava com fome, com devoção. A língua envolvia cada pedaço, explorava cada centímetro, enquanto os meus dentes, às vezes, roçavam de leve, arrancando um gemido dele. O gosto amargo, salgado, me atingia como um soco, mas, em vez de me afastar, me deixava mais ávida. Eu mordia, sugava, sorvia tudo o que ele me dava, como se aquilo fosse um néctar que me embriagava.
— Eu vou gozar — sem conntiuar ele me afastou evitando o inndesejavel. — como você quer?
Eu já não era mais uma mulher. Era um animal, selvagem e mudo, incapaz de formar palavras. Apenas gemidos e grunhidos escapavam de mim, como se meu corpo inteiro tivesse regredido à essência mais primitiva. Com as mãos firmes, puxei-o pelos quadris para o sofá, e ele caiu ao meu lado, um pouco desajeitado, mas entregue. Sem hesitar, subi sobre ele, dominando-o como uma amazona monta sua montaria. Minha calcinha encharcada era a última barreira, uma testemunha molhada do que já estava transbordando de mim. Ajoelhei-me sobre ele, segurando seu pau firme na mão, sentindo o calor e a pulsação daquele membro que parecia ainda maior agora, como se o desejo o tornasse mais ameaçador. Comecei a roçar contra ele, rebolando devagar, sentindo o atrito delicioso que arrancava gemidos dele e estremecimentos de mim.
Seus dedos, ágeis e decididos, deslizaram até minha calcinha. Num puxão, arrastou-a para o lado, deixando-me exposta. O ar frio bateu contra minha pele molhada por um breve instante antes de ele me tocar. E então, num movimento quase lento, com uma rebolada precisa, deixei que ele se fincasse em mim. Profundo. Como se quisesse criar raízes, ocupar cada espaço dentro de mim. Nós dois soltamos um som em uníssono, um gemido que parecia ecoar pelo quarto, um anúncio de que o prazer havia tomado conta. O orgasmo se anunciou como uma tempestade distante, prestes a nos atingir. Ele estava ali, embaixo de mim, como uma fera que não poderia ser contida por muito tempo. Segurei-me nele, ajustando meus pés, e comecei a rebolar, lenta e provocativa no início, arrancando gemidos dele enquanto os lábios se encontravam nos beijos mais descontrolados. Suas mãos seguravam minha bunda com força, guiando meus movimentos, tentando ditar o ritmo. Mas eu não cedia. Era eu quem comandava.
Senti-me preenchida por completo, cada centímetro dele invadindo o meu corpo. A dor e o prazer se misturavam de forma tão intensa que eu não conseguia separar um do outro. Quando ele me tocava fundo, o útero parecia reagir com tristeza, uma dor surda que me fazia morder os lábios para não gritar. Mas eu queria mais. Sentava sobre ele com força, quicava, rebolava, como se pudesse devorá-lo inteira.
E então aconteceu. Senti o corpo dele perder o controle, as tremedeiras o tomaram. Ele soltou um grito rouco, desesperado, como um homem se desfazendo em pedaços. Isso foi o suficiente para me levar além. Acelerei ainda mais, judiando dele, empurrando-me contra ele enquanto o prazer explodia dentro de mim. A tempestade finalmente caiu, um choque violento que tomou minha cabeça, meu corpo, cada parte de mim. Entre gritos e gemidos, gozei forte, e meu corpo cedeu. Fiquei caída, empalada sobre ele, sem vida, como se o orgasmo tivesse levado tudo.
No silêncio que se seguiu, senti algo quente escorrendo entre minhas pernas, lento, como um rio que nascia dentro de mim. Ri baixinho, ainda com a respiração descompassada.
— Glória a Deus — sussurrei. — É pra ficar de pé, igreja…
Ele riu, um riso baixo e rouco, passando os dedos pelo meu rosto.
— Sua boba — murmurou, me puxando para mais perto.
E ali ficamos, por um instante, embalados pela bagunça que havíamos criado.
Esse conto é um pedido de uma seguidora!