Eu voltei para a casa dos meus pais num momento delicado. Minha mãe, fragilizada pela saúde instável, exigia cuidados constantes, e um hospital ou asilo nunca foi uma opção aceitável. Durante toda a vida, pagamos um plano de saúde que, após brigas e burocracias intermináveis, garantiu o suporte de uma cooperativa de enfermeiras para assisti-la em casa.
O esquema era simples: um rodízio diário de profissionais de enfermagem, geralmente senhoras casadas, discretas, sempre cumprindo o trabalho sem maiores destaques. Mas o grande problema era a constância — faltavam muito, ficavam presas em plantões anteriores e, quando a cooperativa finalmente enviava alguém, quase sempre era uma novata que mal conhecia a rotina da casa.
E foi numa dessas ocasiões que ela apareceu.
Era por volta de meio-dia quando a porta se abriu para revelar alguém muito diferente das enfermeiras habituais. Jovem demais. Bonita demais. Um corpo bem delineado, vestido com roupas que marcavam cada curva de maneira quase inadequada para um plantão de 24 horas. Mas, para alguém da idade dela, talvez aquilo fosse apenas um detalhe irrelevante. O que me intrigou mesmo foi a energia — alegria demais para quem estava prestes a encarar um turno tão longo.
A enfermeira que terminava o plantão fez a passagem de serviço com paciência, explicando a medicação, os horários das refeições, os banhos, os cuidados básicos. Minha mãe, encantada pelo frescor e pela doçura da nova acompanhante, não demorou a chamá-la de filha.
Aquilo me deu um certo alívio. A confiança da profissional que saía, aliada ao carisma natural daquela menina, me fizeram relaxar.
Nossa primeira conversa aconteceu depois do almoço, sentados à mesa. O cheiro do café fresco pairava no ar quando ela, sem rodeios, me lançou uma pergunta direta:
— Então… você nunca se casou? — seus olhos brilhavam com curiosidade. — Você é novo e bonito. Qual o problema?
Foi intrometido. Mas eu não me importei. Na verdade, me diverti com a ousadia. E, sendo sincero, ela já havia me despertado o interesse.
— Me dediquei demais ao trabalho — confessei, apoiando o copo na mesa. — Acabei preso num relacionamento longo que não deu em nada… e agora estou aqui.
Ela sorriu, inclinando-se um pouco mais, como se guardasse um segredo que estava prestes a revelar.
— Tenho certeza de que você vai encontrar uma namorada bem rápido… — sua voz era doce, mas carregava algo insinuante. — Eu mesma, por exemplo…
Ri, nervoso, desviando o olhar. Desconversei.
Nunca fui bom em perceber quando uma mulher estava, de fato, me dando uma abertura. Sempre tive esse receio de interpretar mal as coisas, de enxergar sinal verde onde só havia gentileza. E, além do mais, ela estava trabalhando. Imagina eu seguir esse caminho aberto e, no fim, descobrir que era um beco sem saída? Um erro, um deslize… e lá estava eu, comentendo um assédio com uma pessoa que está trabalhando!
Mas, conforme as horas se arrastavam pelo dia, comecei a perceber que não era coisa da minha cabeça. Ela lançava acenos rápidos e olhares demorados, sorrisos que vinham sem motivo, conversas fiadas que pareciam sempre voltar para o mesmo lugar: eu.
Minha mãe, que pela manhã a chamava de filha, já à tarde soltava, com uma risadinha cúmplice:
— Menino, por que você não arruma logo uma moça bonita como essa? Hein, nora?
A enfermeira apenas sorriu, baixando os olhos. Mas eu vi. Vi o rubor nas bochechas, vi o brilho no olhar.
E naquele momento, soube que a provocação dela mais cedo não era apenas brincadeira.
A noite chegou, trazendo consigo o jantar, o banho e, enfim, a cama. A rotina da minha mãe era seguida com precisão pela moça que circulava pela casa vestida de branco, atenta a cada detalhe, preocupada em manter tudo sob controle. Eu gostava disso.
Na hora de dormir, dei um beijo de boa noite em minha mãe e fui para o meu quarto. E então, por volta de uma da manhã, aconteceu.
Três batidas suaves na porta.
— Oi… sua mãe dormiu, mas pediu para eu conferir se você trancou a casa.
Havia algo estranho ali.
— Fica tranquila, eu já olhei tudo.
Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, ela colocou a cabeça para dentro, abrindo um sorriso atrevido. E, sem qualquer cerimônia, entrou no meu quarto como se aquele espaço também fosse dela.
— Nossa! Você tem a coletânea completa de Harry Potter? Me empresta!
— Claro que não.
Ela fez um biquinho de falsa indignação.
— Poxa… eu te devolvo no próximo plantão.
Eu ia transar hoje.
— Não, não porque esse livro não é do Harry Potter.
Ela franziu a testa, olhando novamente as capas.
— Ah, sou muito tapada… parecem tanto!
O silêncio tomou conta por um instante. Ela me olhava. Eu a olhava.
— Minha mãe dormiu? — perguntei, a voz mais baixa do que deveria.
Ela mordeu o lábio antes de responder:
— Sim… apagou.
— E você? Não dorme?
Ela deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós, os olhos brilhando de um jeito que dispensava palavras.
— Não… estava esperando você aparecer por aqui.
— E eu vim…
O impacto foi bruto, urgente. A boca dela encontrou a minha sem aviso, sem fôlego, sem espaço para controle. Dentes se bateram, línguas se enroscaram num embate feroz, e as mãos estavam em toda parte, puxando, apertando, exigindo. Não havia cerimônia — só a necessidade crua de possuir e ser possuído.
A porta do quarto foi fechada com um baque seco, jogada com força sem que ninguém olhasse para trás. O som ecoou abafado pelo rosnado que escapou da minha garganta quando minhas mãos já estavam no botão apertado do jeans branco dela. O tecido marcava suas curvas como se tivesse sido costurado direto na pele, e minha paciência era curta. Puxei o zíper com um tranco, dedos firmes enfiando-se na cintura para arrancar a calça para baixo.
Ela não ficou atrás. Os dedos ansiosos desceram pelo meu abdômen, agarraram a barra do meu shorts e puxaram para baixo de uma vez, soltando meu pau duro, pulsante, pronto para o que viria. O jeans dela deslizou pelas coxas lentamente, revelando cada pedaço da pele quente que eu queria na minha boca.
Nua, ela estava ali, entregue, mas eu queria mais — queria o descontrole total, o abandono do corpo ao prazer bruto que eu impunha. Segurei-a pelos cabelos com força, puxando sua cabeça para trás, expondo seu pescoço, deixando-a desequilibrada em todos os sentidos. O gemido que escapou de sua boca não foi um protesto, mas uma rendição.
Minha outra mão desceu entre suas pernas sem hesitação. Meus dedos se enfiaram nela, afundando sem cerimônia, sentindo a umidade quente escorrer por minha pele. O toque era puro instinto, sem compasso, sem suavidade — movimentos bruscos, descoordenados, urgentes. Eu queria senti-la inteira, queria ouvi-la gemer sem pudor.
A textura da sua carne molhada, o calor pulsante contra minha mão, os pelos mal aparados roçando contra meus dedos — tudo aquilo me incendiava. Apertei seu sexo com raiva, esfregando-a sem misericórdia, provocando espasmos violentos pelo seu corpo. Meus dedos buscaram, tatearam sem paciência até encontrarem um ponto sensível, algo que fez seu gemido ficar mais rouco, o corpo tremer.
— Eu não permito que você goze!
O desespero tomou conta do rosto dela no instante em que minhas palavras cortaram o ar como uma sentença cruel. Seu corpo tremia, os músculos retesados em um desejo à beira do colapso, mas eu a segurava refém do meu toque impiedoso. Minhas mãos continuavam ali, entre suas pernas abertas, controlando cada espasmo, cada tentativa frustrada de se entregar ao prazer que eu não deixava consumá-la.
Seus dedos, trêmulos, agarraram meu pau com urgência, tentando revidar, tentando me dobrar com uma punheta desajeitada, quase desesperada. Mas era patética sua tentativa de controle — meu domínio sobre ela era absoluto.
— Senta na cama.
Não foi um pedido. Foi uma ordem.
Segurei-a pelos cabelos e a puxei sem resistência, guiando-a até a beira do colchão, onde a obriguei a se sentar. Seus olhos, ofuscados pelo tesão contido, me encaravam, suplicantes, esperando meu próximo movimento. Eu saboreei o momento, porque ela sabia que tudo agora dependia apenas da minha vontade.
Rearranjei minha pegada, puxando seus cabelos com força, controlando cada movimento de sua cabeça. Sem aviso, empurrei meu pau na sua boca, fundo, querendo vê-la se engasgar, querendo que ela sentisse que eu dominava cada parte dela. Ela tossia, babava, os olhos marejados me encarando como uma súplica muda, mas eu não tive piedade.
Um tapa estalado em seu rosto. Não para machucá-la, mas para lembrá-la de quem mandava ali.
Fodi sua boca com força, ritmado e impiedoso, sentindo a garganta dela se abrir a cada investida. Os dentes raspavam de leve, a língua se apertava ao redor do meu pau, e o barulho molhado da saliva se misturava aos seus gemidos sufocados. Ela se agarrava a mim, desesperada, a mão tentando punhetar o que não conseguia engolir, mas era uma tentativa miserável.
— De quatro. Agora.
Puxei-a pelos cabelos e virei seu corpo sem dar tempo para hesitação. Com tapas secos e pesados na bunda, ajeitei sua posição. A pele ardeu sob meu toque, marcando-se de vermelho enquanto ela arfava, ofegante, esperando o inevitável.
Segurei firme suas ancas e enfiei meu pau sem aviso, separando suas carnes, sentindo a entrada apertada ceder na marra. O grito que ela deu foi puro choque, dor misturada com um prazer que ela nem queria admitir. Eu não dei tempo para adaptação, bombardei com força desde o começo, batendo meu corpo contra o dela sem trégua.
Cuspi na sua bunda, espalhei com a mão aberta, os dedos descendo entre suas coxas e encontrando o outro buraco ali, fechado, apertado, um convite para ser tomado também. Meu polegar pressionou, forçou entrada, sentindo o calor engolir cada centímetro que eu cedia.
E então a enfermeira gozou.
Eu senti quando o corpo dela tremeu, quando tentou fugir da brutalidade do meu pau, mas eu não deixei. Abracei seu tronco, apertando seus peitos, segurando-a no lugar enquanto continuava socando com força dentro dela. Ela gritava, urrava de prazer, e eu só ria, porque sabia que ela não resistia ao que eu fazia com ela.
— Não aguenta pica, não atiça homem, vagabunda!
— Caralho, devagar, senão você me quebra no meio!
O alerta dela me fez parar por um instante. Eu não era um animal — não queria machucá-la. Dei espaço, aliviei a pegada, mas ela não parecia querer descanso.
— Deita aqui, deita… — ordenou, dando tapinhas na cama.
Obedeci, curioso para ver o que ela faria.
Montada sobre mim, ela segurou meu pau ereto e começou a deslizar a ponta entre seus lábios molhados, pincelando com a cabeça, umedecendo antes de me tomar por inteiro. Era provocação pura — sabia que eu queria enterrá-lo fundo nela, mas me obrigava a esperar.
Então, num movimento ágil, surpreendente, ela virou-se de costas sem perder o contato, ajeitando-se de forma que eu pudesse vê-la inteira, os contornos da cintura afunilando até a curva da bunda redonda, empinada e perfeita.
E foi aí que ela me chocou.
Sem aviso, apontou minha rola para o cu ainda apertado, sem nenhuma preparação. Senti a resistência imediata da entrada fechada, como se tentasse me esganar, mas ela não hesitou. Segurou minha base e começou a se afundar centímetro por centímetro, forçando o próprio corpo a engolir a imensidão da minha carne.
Minha respiração travou. A sensação era absurda — quente, estreita, um aperto que parecia impossível.
A boca dela soltava sibilos baixos, um som entre o prazer e a dor, como se estivesse no limite da resistência. Fez alguns movimentos leves, se acostumando, e eu mal acreditava na visão daquilo —sua bunda se abrindo, moldando-se ao meu pau enquanto ela cavalgava, os músculos engolindo cada pedaço de mim.
Aos poucos, ela pegou ritmo, subindo e descendo, jogando o quadril para trás, acelerando sem medo. Meu pau sumia nela, completamente tomado, e eu só podia assistir, fascinado, enquanto ela se rebolava com maestria, fodendo-se com a própria vontade, sabendo exatamente o que fazia.
— Porra… — soltei entre dentes, sentindo meu corpo tenso sob ela, dominado pela pressão enlouquecedora do seu cu apertado que agora me tragava inteiro.
Ela cavalgava sobre mim sem pudor, sem hesitação. O ritmo já não era mais experimental—ela sabia exatamente o que estava fazendo, sabia como jogar o quadril, como me torturar com o aperto esmagador do seu cu que engolia minha rola inteira. Eu via cada detalhe daquele corpo entregue, daquela bunda perfeita subindo e descendo, tomando tudo, sentindo tudo.
Seus gemidos ficaram mais altos, roucos, e suas mãos deslizaram pelo próprio corpo. Quando segurou os próprios seios, apertando-os com força, os dedos cravando na carne, aquilo foi a gota d’água para mim. Ela jogava o peso sobre mim e rebolava, girando o quadril de um jeito indecente, como se quisesse espremer até a última gota de mim.
Eu não aguentei mais.
Meu corpo ficou rígido, o prazer subiu avassalador, e quando tentei segurá-la pelos quadris, ela não deixou — continuou cavalgando, mais forte, mais rápido, exigindo minha entrega completa. Meu pau pulsou, a pressão irrefreável explodindo dentro dela, quente, intensa.
— Porra… caralho… — grunhi, a cabeça tombando para trás, sentindo cada espasmo feroz me consumir enquanto ela continuava rebolando, fazendo questão de prolongar meu orgasmo, sugando até a última gota.
Ela sorriu, mordendo o lábio, ainda esfregando o próprio corpo sobre mim, como se quisesse me deixar ali, exausto e dominado, entregue à forma como ela havia me fodido.
Eu morri.
Literalmente, não, mas meu espírito saiu do corpo quando ouvi aquilo.
Na manhã seguinte, ainda me recuperando do que tinha sido, sem dúvida, uma das fodas mais intensas da minha vida, lá vinha ela, tranquila, como se nada tivesse acontecido. E o pior: trazendo minha mãe para o café da manhã.
Assim que minha mãe me viu, nem esperou um “bom dia”.
— Preciso que você me leve na rua.
— Por quê, mãe?
— Preciso comprar presentes para o meu neto.
Engasguei com o café. Olhei para ela, depois para minha mãe.
— Mas eu não tenho filhos, mãe!
Ela me encarou com a expressão mais inocente do mundo e soltou:
— Mas pelos gritos, o que vocês encomendaram ontem foi muito bem feito!