Inscreva-se na nossa newsletter

Receba contos eróticos, notícias e promoções diretamente no seu email.

1723 palavras
9 minutos
Primeiro amor sáfico

Ana era dona de uma beleza radiante. Seu jeito descontraído de caminhar chamava atenção: seu andar tinha a beleza de um cavalo saltitante, com os seios levemente estufados, balançantes e as ancas sinuosas em um ritmo elegante, como alguém que exibe orgulho em cada passo. Os ombros balançavam suavemente, como se desfilasse em uma passarela que só existia em sua cabeça, sempre acompanhados por um sorriso aberto e olhos brilhantes de alegria. Jovem, recém-saída da adolescência, ela já possuía as curvas definidas de uma mulher, mas ainda mantinha um toque de inocência nos traços delicados do rosto e nos modos.

Eu me perguntava se, ao passar, Ana tinha noção do efeito que causava nas pessoas. Para mim, não era diferente; eu a desejava como todos os outros. Havia algo nela, uma mistura de modos despreocupados e uma total falta de noção sobre autopreservação.

Num dia, durante um banho de piscina em casa, ela subiu ao meu quarto, como fazia frequentemente, para trocar de roupa. Não tinha pudores, despia-se com naturalidade e andava desnuda pelo quarto, como se não houvesse ninguém ali. Ela reclamou da depilação; sua pele, perfeitamente lisa e branca, estava irritada e cheia de pequenas erupções.

— Olha isso, tudo vermelho. Vai aparecer fora do biquíni. Você tem um short? — disse, com a calcinha presa nos joelhos, enquanto se inclinava levemente, afastando a pele e me convidando, sem perceber, para um exame mais atento.

Quando vi a cena, engoli seco e tentei disfarçar a surpresa. Ela sabia que eu gostava de mulheres e que aquilo me deixava desconfortável; não tinha como não saber, ela não era ingênua. Mesmo assim, me inclinei para olhar, enquanto lutava para controlar meu cérebro e impedir que minhas mãos tocassem o que ela me mostrava.

Se não fossem as pequenas erupções da depilação mal feita, eu diria que ela era perfeita. Seus lábios eram carnudos, de um tom uniforme de castanho claro, sem nenhum resquício de pelos. A pele que cobria seu clitóris dava uma pista sutil de sua presença. Enquanto olhava, não pude evitar imaginar como seria com seus lábios abertos, revelando seu interior com um brilho de molhado. Não era a primeira vez que ela, propositalmente ou não, tentava me expor a essa visão, mas eu sabia que não podia me permitir ficar olhando por mais tempo.

— Ximbicão, hein amiga! — brinquei, rindo e dando-lhe um tapa leve e provocativo.

— Ô mulher, não faz isso, tá ardendo. Quer acariciar a criança? É só pedir! — respondeu ela, com um tom de voz brincalhão, mas deixando algo no ar.

— Tá fácil assim? — perguntei, incrédula, tentando entender aquela troca de provocações.

— Sempre foi, você que é tonta, uai! — ela retrucou, com um sorriso malicioso.

Ri, mas por dentro fiquei paralisada. A linha entre brincadeira e algo mais sério parecia tão tênue naquele momento. Sinais entre mulheres podem ser facilmente mal interpretados, e eu sabia disso. Respirei fundo, tentando manter o controle, enquanto cada fibra do meu ser queria avançar na direção dela, ali, de calcinha arriada, me dando mole. Sei que sou boba, podem me criticar, mas o medo de dar o passo errado me segurou.

Vestidas adequadamente para o banho, descemos para nos juntar ao restante das pessoas. Havia um banheiro lá embaixo onde ela poderia ter se trocado, mas escolheu subir comigo. Isso podia significar algo… ou absolutamente nada. Minha cabeça estava um turbilhão de confusão, então decidi apenas prestar atenção aos sinais daquela héterazinha.

Lá embaixo, os meninos comandavam o churrasco enquanto as meninas dançavam ao redor da piscina. O clima era leve, cheio de risadas e diversão. A água estava deliciosa, um verdadeiro alívio para o calor. Ela não se afastava de mim. Quando entrei na piscina, logo veio para o meu lado. As brincadeiras entre nós lembravam aquelas que crianças fazem, mas havia algo mais. Um excesso de toque, de proximidade, que me deixava em alerta… e excitada. Sua pele molhada roçando na minha, o contato constante, tudo aquilo me envolvia em uma tensão silenciosa que eu não conseguia ignorar.

Nossos olhares se encontravam com uma intensidade crescente, deixando claro o que ela queria. Em um momento, no meio de todos, ela me abraçou com as pernas sob a água, aproximando nossos sexos. De repente, suas mãos apertaram levemente meus seios. Ri, nervosa, tentando disfarçar, e mergulhei um pouco mais, em busca de uma privacidade quase impossível naquele ambiente.

Seus dedos começaram a deslizar em movimentos circulares sobre meus mamilos, fazendo minha pele reagir instantaneamente, arrepiando-se por completo. Soltei um grito involuntário e a empurrei para trás, o que provocou uma explosão de gargalhadas entre nós. As pessoas ao redor nos olharam, divertidas, mas sem entender o que realmente estava acontecendo.

Meu desejo estava à flor da pele, crescendo entre minhas pernas e percorrendo minha espinha, me deixando hipersensível. O vento e a água pareciam amplificados, cada toque na minha pele era uma provocação. Pensei em correr para o banheiro para me recompor, mas com tanta gente na casa, essa ideia era impraticável. A tensão era quase insuportável, e a cada minuto ao lado dela, meu autocontrole enfraquecia.

Quando todos se afastaram da piscina para pegar algo, finalmente ficamos sem ninguém nos observando. Eu estava encostada em uma das bordas, apoiando os braços e gritando algo discutindo sobre qual música deveria ser tocada à seguir, quando a senti novamente atrás de mim. Virei o rosto e dei um sorriso malicioso, já esperando alguma provocação. Por um instante, pensei que ela fosse me beijar ali mesmo, mas em vez disso, ela pressionou o corpo contra o meu, escondendo seu próximo movimento. Sua mão atrevida desceu pela minha cintura sob a água, explorando com toques ousados e carícias que iam de apertões a leves passadas de unha pela minha bunda.

Me enrijeci de imediato com o toque, nervosa e apreensiva, temendo que alguém pudesse ver.

— Relaxa, ninguém vai ver, disfarça! — sussurrou, com a voz baixa e segura.

— O que tu vai fazer, mulher? — perguntei, tentando manter a compostura com uma respiração já esbaforida.

— Fica vendo… — respondeu, me provocando, coisa que me deixou ainda mais à mercê daquela situação.

Um dedinho curioso se esgueirou pela borda do meu biquíni, deslizando lentamente, tentando acessar lugares que a peça de roupa se propunha a esconder. Quando não conseguiu avançar, ela me deu leves tapinhas, sugerindo que eu abrisse as pernas. Olhei nervosamente para os lados, dividida entre a curiosidade e o receio, mas acabei cedendo, ajustando minhas pernas em um arco e me inclinando levemente para trás me fazendo à mercê de seus toques. Sem nenhuma cerimônia, ela puxou a parte de baixo do biquíni para o lado, expondo minha pele sensível ao contato direto com a água fria. O choque térmico foi imediato, e o contraste entre a água gelada e o calor do meu corpo protegido até então me fez estremecer. Um arrepio percorreu minha espinha, como se a própria água tivesse se infiltrado na minha alma, gelando-me por dentro. A combinação de sensações — o frio, o calor, o toque — me deixou atordoada, ampliando ainda mais o tesão que pulsava em mim.

Suas unhas começaram a deslizar suavemente, deixando arranhões leves que pareciam vilanizar minha pele, me provocando até perder o controle. Soltei uma nota dissonante, quase um gemido interrompido, algo incoerente e inesperado. A água, que antes parecia refrescante, agora amplificava o desconforto e a excitação, tornando o toque levemente incômodo, mas inebriante.

Ela fez meu sexo caber na palma de sua mão, apertando com uma firmeza deliberada, quase possessiva. Cada movimento dela parecia derrubar a minha compostura que eu tentava manter, me deixando entregue ao calor que subia por cada centímetro de mim. Era impossível não sentir o poder que ela exercia, conduzindo o momento com uma mistura de suavidade e provocação.

— Eita, não se contorce muito não sapatona! — A sua voz era maliciosa, trazida com seu hálito quente que entrava por meus ouvidos.

Quando senti sua mão deslizar mais fundo, meu corpo hesitou, dividido entre o impulso de resistir e a urgência de ceder. Minha vagina parecia pulsar, e eu rezava para aquilo não se tornar algo incontrolável. De repente, senti um segundo dedo que pedia espaço para explorar junto com o primeiro. Atrás, um polegar atrevido parecia querer buscar seu próprio abrigo em um lugar errado para mim. Um arrepio percorreu minha espinha, e eu inclinei a cabeça, tentando esconder meu rosto, eu necessitava privar o mundo do meu rosto de prazer e fazer do meu desejo o anonimato. As pessoas ao redor, ao qual eu deveria estar atenta, pareciam irrelevantes agora. Eu contava os movimentos fortes de seus dedos como se fossem chibatadas, eu sabia que me comportava como uma criminosa ali e alguém poderia perceber rapidamente o meu crime.

Tensa, o meu o prazer foi levado de lado e fiquei rígida, meu corpo não queria mais seus prazerosos toques, minha mente sentiu-se culpada. “Meu Deus que Diabos essa hétera está fazendo comigo?” Uma sensação de desconforto me invadiu. Era como se uma linha tênue entre prazer e desconforto estivesse sendo atravessada sem nenhum aviso, e isso me fez voltar a ter limites. Foi então que, antes que eu pudesse decidir o que fazer, ela parou. Seus dedos, que antes estavam tão confiantes e atrevidos, pararam por um instante e de forma lenta se afastaram, minha roupa foi colocada no lugar e ela ficou de frente pra mim, os olhos brilhando com uma mistura de curiosidade e compreensão. Eu pude ver ali, de alguma forma, a mesma dúvida que eu sentia.

— Você tá bem? — Ela perguntou, sua voz mais suave agora, sem aquela provocação maliciosa. Ela não estava pressionando, não estava esperando uma resposta rápida. Apenas me olhou, esperando que eu tivesse tempo de processar.

Senti um alívio imenso ao perceber que ela não estava disposta a continuar sem que eu me sentisse totalmente confortável. Esse simples gesto de parar, de ouvir e de respeitar, foi tudo o que eu precisava.

Respirei fundo e dei um sorriso fraco, conseguindo agora relaxar.

— Eu… acho que só preciso de um tempo, sabe? — Ela assentiu, sem pressa de responder com seu sorriso sempre alegre, mas sem ceder espaço.

— E se eu te beijar, aqui, agora? Na frente de todo mundo! — Aquilo surgiu como um trovão num dia de sol e me deixou surpresa, tão surpresa que não pude reagir ao toque dos lábios daquela mulher que se tornou minha namorada.

Deixe seu comentário anônimo

© 2025 Feminive Fanfics. Todos os direitos reservados. / RSS / Sitemap