Inscreva-se na nossa newsletter

Receba contos eróticos, notícias e promoções diretamente no seu email.

1779 palavras
9 minutos
Um sexo na cafeteria

Trabalhava em um bar badalado na região praieira da cidade, um ponto nobre que à noite transbordava energia, atraindo pessoas bonitas e vibrantes. Tudo parecia uma cena de filme: sorrisos constantes, peles douradas pelo sol, e drinks coloridos que cintilavam sob as luzes suaves. O ambiente era um refúgio de charme e personalidade, com uma decoração rica em detalhes — bibelôs vindos de todas as partes do mundo, presentes de clientes que marcavam sua passagem por ali.

Atrás do balcão, nós, os funcionários, nos movíamos em um ritmo frenético, apertados no pouco espaço que tínhamos, mas sempre nos esforçando para atender a todos com simpatia e agilidade. A correria fazia parte do encanto daquele lugar, onde cada noite era uma mistura de caos e magia. Eu, porém, sempre fui mais retraída, com um sorriso tímido e uma transparência que nunca conseguia disfarçar. Meus olhos me denunciavam antes mesmo de eu perceber, e o rubor em meu rosto entregava cada sentimento. Era sempre assim que eu ficava quando o via.

Ele era alto, um deus de cabelos cacheados curtos e uma cara de canalha com a barba mal feita, seu físico era em forma, com músculos nos braços e mãos de homem, ele poderia ter qualquer mulher que quisesse. Todas as pessoas ao redor gostavam dele, ele era simpático e prestativo, levemente galinha. E eu, pobre mulher, vivia com a certeza que só o teria em meus sonhos; ele ainda era casado.

Mais apertado que o balcão, era o corredor do estoque, um espaço caótico e mal iluminado, com caixas empilhadas e engradados espalhados pelo chão, onde só passava uma pessoa por vez. Se duas tentassem, precisariam se apertar demais. Por educação, o normal era esperar a outra pessoa atravessar para então seguir, mas quando era ele… eu não resistia. Aproveitava qualquer chance para dividir aquele pequeno espaço com ele.

— Você sabe que tem que esperar, né? Não dá para passar duas pessoas aqui. — Ele reclamava com um tom de falsa indignação, quase como se estivesse brincando.

— Ai, eu sou muito distraída! Sempre esqueço disso…

Ficávamos ali, meio travados, tentando calcular como atravessar juntos. Meu rosto ardia de vergonha e emoção, enquanto eu tentava controlar o sorriso que insistia em aparecer. Meu corpo inteiro parecia gritar, denunciando o quanto aquele momento mexia comigo. Ele, sempre um cavalheiro, fazia o possível para evitar o contato, virando o rosto ou se comprimindo contra as caixas, mas isso só tornava tudo ainda mais encantador.

O contato apertado dos nossos corpos fazia minha respiração acelerar, e eu sentia a pressão do meu peito contra a firmeza do dele. Sua mão pesada pousou na minha cintura, guiando-me pelo pequeno espaço, e, naquele instante, tudo ao redor desapareceu. Nossos olhares se encontraram, cúmplices, carregados de uma tensão doce que parecia nos envolver como um segredo.

O calor do seu hálito tocava meu rosto, fazendo minha pele arrepiar. Meu coração disparava, e meus olhos quase se fecharam, rendidos pela fantasia de um beijo que parecia tão próximo, tão inevitável. Era como se o mundo inteiro conspirasse para prolongar aquele instante, uma eternidade comprimida em alguns segundos. O mundo parecia mudo ao nosso redor, como se tudo tivesse parado só para nós dois. O silêncio denso, quase palpável, foi quebrado pela voz dele, grave e próxima:

— Assim eu posso perder a cabeça.

Aquelas palavras atravessaram minha pele como fogo, cada sílaba carregada de uma intensidade que me derretia por completo. Sua presença, seu calor, sua proximidade… tudo me fazia perder qualquer controle. Eu precisava responder, dizer algo, mas minha mente era um caos, palavras fugindo de mim.

Talvez eu tenha murmurado alguma coisa — nem sei o quê —, mas foi meu sorriso que falou por mim. Um sorriso raro, de mulher vadia, o tipo que quase ninguém conseguia arrancar de mim. Ele surgiu sem esforço, como se minha alma tivesse se rendido naquele momento. E então, eu simplesmente sorri, deixando tudo o que sentia transparecer. Ele sabia que naquele momento eu era dele ele poderia me possuir ali mesmo, mas haviam olhos, ali era uma passagem comum; deveria acontecer mais tarde.

Passei para o estoque tentando me recompor, o cheiro dele estava nas minhas roupas, o sorriso não saia dos meus olhos, e meu corpo ainda guardava o sentido do seu volume desperto no nosso contato. Eu precisava de mais um momento a sós com ele, mas ele era casado! Eu jamais teria coragem de convidá-lo para a minha casa, e, então me resignei que aquele momento seria único e jamais voltaria acontecer.

Era tarde, o bar havia fechado e últimos clientes fechavam suas contas, a equipe de salão preparava o fim do expediente, ele já poderia ter ido embora, mas resolveu ficar para ajudar, aquilo era comum acontecer. Me deixava ansiosa a ideia dele estar querendo ficar até o final para me abordar novamente, seria isso?

As luzes se apagaram e apenas uma iluminação fraca no salão nos iluminava, uma colega se despedia de nós enquanto eu enrolava com minha tarefa de fechar o caixa. Ele a levou até a porta em um conversa infinita, enquanto eu transpirava de excitação e nervosismo. “Eu iria dar para ele ali?”. Se meu pensamento se concretizasse seria a coisa mais louca da minha vida! Uma súbita vergonha me veio ao me lembrar que eu não estava pronta, tinha passado o dia inteiro com aquelas roupas e corri para o banheiro dos funcionários nos fundos do estabelecimento certa com urgência para ver minha situação.

Quando me dei por satisfeita, ouvi sua voz me chamando como um sussurro do lado de fora

— Onde você está? — sua voz vinha do estoque.

— Aqui — gritei indo em sua direção tateando a penumbra.

Seu sotaque era um veneno doce, um cálice ao qual me rendia com sede insaciável, cada palavra uma promessa de perdição. Segui sua voz como quem segue uma melodia hipnótica, até encontrá-lo, um vulto à espera sob a luz pálida de um poste solitário. Havia algo de profano naquele sorriso — um demônio vestido de carne, promessa do meu pecado e perdição.

Nenhuma palavra foi necessária. Nossos corpos colidiram em uma urgência primitiva, o estalo seco da aproximação rompendo o silêncio. O beijo era um embate úmido, nossas línguas duelavam como se buscassem território, desejo e domínio. Suas mãos, inquietas e insubmissas, percorriam minha pele como quem desbrava um mapa, e eu, vulnerável e entregue, me abria para seus toques, acolhendo cada invasão com fervor crescente.

O ar ao nosso redor era pesado, quase palpável, o calor transformando nossos corpos em superfícies úmidas de suor. Cada respiração era uma batalha para encontrar oxigênio, enquanto o mundo desaparecia em torno de nós, deixando apenas o pecado, o desejo, e o inferno doce que criávamos juntos.

Num ato repentino, ele me virou de costas, a firmeza dos seus movimentos trazendo à tona um misto de medo e anseio. Seu volume era uma promessa não dita, ameaçador e pulsante. Meus lábios, secos, tremiam com a antecipação. Em um gesto automático, ergui minha saia, e o calor rígido de sua presença encontrou minha pele como um braseiro. Um gemido escapou alto quando o último véu que guardava minha honra foi afastado com rudeza, arrastando-se pela minha pele com uma precisão calculada.

Eu tremia, aguardando o momento em que ele me invadiria, levando-me ao êxtase que só a loucura do desejo proporciona. Mas ele era cruel, usando seu falo como arma de tortura, arrastando-o contra mim em movimentos lentos e provocantes. Desesperada, empurrei meu corpo contra o dele, em uma súplica muda por mais, mas seus braços firmes me mantinham cativa, forçando um ritmo que fazia nossas peles se encontrarem nos recônditos mais ocultos, como um fogo que devora sem pressa.

Ele me mantinha cativa, suas mãos firmes prendendo meus seios em um aperto que oscilava entre dor e prazer. Ondas de choque percorriam minhas coxas, reverberando até meu sexo, que pulsava em desespero, liberando uma umidade indecente. A espera era uma tortura, e cada segundo se alongava como uma eternidade. Minha voz, embargada pela angústia, implorou:

— Mete em mim… por favor!

E ele foi misericordioso. Mas mesmo pronta, o impacto me arrebatou. Em um único e certeiro movimento, senti minha carne se abrir para algo quente, espesso e inconfundivelmente vulgar. Ele me invadiu como quem reclama território, arrancando o ar dos meus pulmões e forçando lágrimas a escorrerem, queimando minha pele. Eu estava preenchida por inteiro, cada fibra do meu ser se ajustando à presença daquele homem que por tantas noites povoou minhas fantasias.

Um grito rouco e primal escapou dos meus lábios, ecoando no vazio ao nosso redor, enquanto o calor de sua textura me consumia. Eu era sua, e naquele momento, nada mais no mundo existia além de nós dois, entrelaçados em uma dança de desejo e rendição.

Dentro de mim, ele me fazia renascer. Cada estocada era um golpe certeiro, impiedoso, que arrancava de mim gritos desenfreados, ecoando pelo espaço vazio que nos cercava. Meu corpo, tomado por espasmos, se arqueava em entrega absoluta. O prazer e a dor se misturavam em meu sorriso trêmulo, enquanto eu sentia a felicidade crua e avassaladora daquele homem me tomando por inteiro.

Eu o queria mais fundo, queria que ele se tornasse parte de mim. Meu corpo se empurrava contra o dele, buscando senti-lo em cada fibra do meu ser, desejando que me preenchesse até o limite. Meu ventre pulsava, ansiando por ele, enquanto nossos corpos dançavam em um ritmo descompassado, mas visceral.

O clímax chegou como uma tempestade. Meu corpo tremeu, contraído em espasmos incontroláveis, enquanto eu explodia em um grito rouco e primal, minhas unhas cravando em sua pele na tentativa de me ancorar à realidade. Meu sexo se fechava em torno dele, sugando-o, implorando silenciosamente que não parasse, enquanto meu mundo desmoronava em ondas de prazer que pareciam eternas.

Ele seguiu logo depois, seu corpo inteiro tenso como uma corda prestes a se romper. Um som grave e gutural escapou de seus lábios enquanto ele me preenchia com seu calor, cada jorro de seu prazer me inundando e selando o laço que tínhamos naquele instante. Nossos corpos colapsaram juntos, suados, ofegantes, marcados pelo êxtase compartilhado.

Por alguns minutos, o silêncio reinou, quebrado apenas pelas nossas respirações ofegantes. Ele permaneceu dentro de mim, como se aquele momento fosse eterno, nossas peles ainda coladas pelo suor. Finalmente, ele deslizou para fora, deixando uma ausência que me fez tremer novamente. Sobre minhas dobras, escorria o resultado do nosso comportamento animal, quente e viscoso. Me senti embaraçada com a sensação.

Deitamos lado a lado, encarando o teto vazio como quem contempla o infinito. Sua mão encontrou a minha, e por um breve instante, eu senti que o desejo havia dado lugar a algo mais profundo, algo que, talvez, fosse ainda mais perigoso do que o prazer que acabávamos de experimentar.

Deixe seu comentário anônimo

© 2025 Feminive Fanfics. Todos os direitos reservados. / RSS / Sitemap