Vire membro
Receba conteĂşdos exclusivos e benefĂcios especiais. Clique para saber mais!
Debaixo do chuveiro, entre risadas e desejo, a amizade virou fogo. Toques urgentes, siriricas ferozes e um orgasmo atrás do outro – até o telefone tocar.
CapĂtulo 3
Fui para o banheiro enquanto ela foi buscar toalhas no quarto, me deixando sozinha com pensamentos que fervilhavam na minha mente. O que diabos eu estava fazendo? Seria culpa do álcool? Nunca havia sentido atração por mulheres, mas naquela noite algo dentro de mim estava pulsando de um jeito diferente. O desejo era uma onda que crescia, e, ao mesmo tempo, um turbilhão de inseguranças me invadia. Eu saberia o que fazer? Conseguiria me entregar sem travar?
Sentei no vaso para fazer um xixi rápido antes que ela voltasse. Não fazia ideia do “protocolo” daquilo. Eu devia tirar a roupa e esperá-la nua?
— Liga a água pra esquentar, demora um pouco! — Manu gritou de outro cômodo.
Obedeci, mexendo nas torneiras, testando a temperatura da água enquanto tentava controlar a respiração. Mas então ela apareceu na porta e todas as minhas dúvidas foram respondidas de uma vez só: sim, eu deveria ter tirado a roupa.
Ela estava ali, nua em pelo, parada na soleira da porta como se fosse uma visão. Deslumbrante, seu corpo parecia ter sido esculpido à mão, natural e perfeito. A pele cor de caramelo reluzia sob a luz amarelada do banheiro, os cachos volumosos caindo em molduras ao redor do rosto. Seus seios, firmes e empinados, tinham os bicos escuros desenhados com precisão. O ventre negativo descia em curvas suaves até o púbis, onde restava apenas a lembrança de que ali cresciam pelos, deixando claro que era uma mulher madura.
— VocĂŞ ainda tá de roupa? — Ela arqueou a sobrancelha, o olhar carregado de malĂcia.
Engoli em seco, sentindo o calor subir pelo corpo.
— Nossa, eu… fiquei sem saber se… ah, eu tiro agora!
O clima não era de pressão, parecia que éramos um casal que já se conhecia há tempos. Manu caminhou até mim com um sorriso nos lábios, encostou a boca na minha em um beijo breve e seguiu até uma gaveta, de onde tirou duas toucas de banho.
— Não tô a fim de molhar o cabelo. Depois fica todo amassado e fazer cacho de novo é um inferno.
Ri baixinho, tentando aliviar a tensĂŁo que ainda me prendia.
— Você tem noção de que não é nada romântico transar de touca, né?
Manu revirou os olhos, divertida.
— Meu amor, não é pra ser romântico. É pra ter um cabelo lindo depois.
Nuas e de toucas, entramos no chuveiro abraçadas, trocando beijos sob a água quente que escorria pelos nossos corpos, aquecendo não só a pele, mas a tensão que ainda pairava no ar.
— Sabe o que eu tava pensando? — Manu murmurou contra meus lábios, num tom divertido. — Se fosse um cara que tivesse falado aquilo que tu falou, eu ia ficar puta.
Franzi a testa, confusa.
— Que coisa?
— Sobre tomar banho porque a gente tava o dia inteiro com a mesma roupa.
Soltei uma risada surpresa.
— Hahaha! Pois é, né? Mas pensa assim… a gente nunca fez isso antes, vai que a gente não gosta só porque uma xereca tá fedorenta.
— A minha é limpinha, tá? — Manu retrucou, fingindo indignação.
Nós rimos juntas, e a tensão que antes nos sufocava pareceu se dissipar. Ali, sob o chuveiro, a excitação deu lugar a algo mais leve, mais natural. Não havia pressa, não havia cobrança, só o prazer do momento.
Manu pegou uma esponja e começou a deslizar pelo meu pescoço, esfregando minha pele com movimentos lentos e cuidadosos, enquanto deixava beijos suaves atrás da minha orelha. Seu toque era gostoso, relaxante, e aos poucos pequenos arrepios subiam pela minha espinha.
— Eu tô nervosa… — confessei, sentindo o coração bater mais forte.
Ela soltou um suspiro profundo e encostou a testa na minha.
— Também não sei se tô com a mesma coragem de antes…
Segurei seu rosto entre as mãos e encarei seus olhos escuros, que agora pareciam um pouco hesitantes, como se buscassem uma confirmação.
— A gente não precisa se cobrar de nada…
— É mesmo, né?
— Vira, me dá essa esponja.
Ela me entregou sem protestar, e eu aproveitei para colocar mais sabonete lĂquido, espalhando a espuma com calma antes de começar a esfregar suas costas. Seus ombros relaxaram de imediato, e um suspiro pesado escapou de seus lábios.
Eu estava adorando aquilo. Seu corpo era quente, macio, e, de alguma forma, excitante de um jeito que eu nĂŁo conseguia explicar. Meus olhos desceram devagar atĂ© sua bunda, firme, redonda, brilhando sob a espuma branca que escorria lentamente. Sem pensar muito, deslizei a esponja ali, sentindo a textura da pele contra meus dedos. Meu toque foi mais ousado do que eu pretendia, e Manu soltou um gemido baixo, quase inaudĂvel, que reverberou direto entre minhas pernas.
Quando Manu retornou para mim, peito contra peito, boca contra boca, a esponja caiu no chĂŁo, esquecida. Pele com pele, nossas mĂŁos deslizavam por nossos corpos, deixando rastros de unhas suaves que arrancavam suspiros e sorrisos entre os beijos molhados. A água quente caĂa sobre nĂłs, escorrendo em rios finos entre nossas curvas, aumentando ainda mais a sensação de calor entre nĂłs.
— Ah… eu quero colocar a mão na sua boceta. Posso? — Pedi, sem jeito, sentindo meu rosto pegar fogo.
Ela sorriu contra minha boca, a respiração entrecortada.
— Pode…
A resposta veio entre beijos, baixa, ofegante, quase um sussurro.
Eu não sabia exatamente o que fazer, então improvisei. Fiz do jeito que gostava que fizessem em mim, explorando com os dedos a textura quente e úmida de sua intimidade. O toque era conhecido — eu também tinha uma boceta, afinal. Mas a dela era diferente da minha. Seus grandes lábios eram longos, unidos, com uma pele delicada saltando um pouco para fora. Mesmo sob a água quente do chuveiro, seu sexo tinha um calor próprio, uma umidade natural que me fazia arrepiar.
Meus dedos começaram a deslizar devagar, em uma missão exploratória, desbravando aquele novo território.
— Se tu fosse um homem, já estaria com o dedo dentro de mim… — ela murmurou, mordendo os lábios.
Sorri contra sua pele, provocando.
— E por que tu quer um dedo dentro? Eu tenho dez…
Ela riu baixinho, a risada logo se dissolvendo em um gemido contido.
— Eu gosto… pode…
Meus toques já a deixavam sem fĂ´lego, e seus beijos começaram a se perder. Sua boca se abria involuntariamente a cada centĂmetro que meus dedos exploravam, como se cada movimento disparasse pequenos choques de prazer por seu corpo.
Desci um pouco mais, meus dedos escorregando até o ponto mais profundo, onde seu sexo latejava de expectativa. E então, sem aviso, pressionei devagar, sentindo a pele macia se abrir sob meu toque. Meu dedo foi engolido pelo calor molhado de seu sexo, e um arrepio percorreu minha espinha.
Era quente.
Era apertado.
E a sensação me maravilhou.
Meu tato era estimulado de um jeito que eu jamais havia experimentado antes. Sentir Manu se derretendo sob minha mĂŁo, entregue ao prazer que eu proporcionava, me excitou de um jeito novo, intenso, avassalador.
— Vai você também — ordenei, minha voz saindo rouca, tomada pelo desejo.
Manu acariciava meus seios quando dei a ordem, mas pelo brilho travesso nos olhos dela, parecia que queria algo a mais. Se afastou levemente, e, sem hesitação, sua boca encontrou meus mamilos.
O choque do contato me fez perder o chĂŁo. Uma chupada forte, seguida da lĂngua girando em cĂrculos precisos, como se soubesse exatamente como me enlouquecer. Minhas pernas tremeram na hora, e um gemido escapou dos meus lábios sem que eu conseguisse segurar.
Ela intercalava entre um e outro, ora chupando com força, ora passando a lĂngua devagar, sempre acompanhando os movimentos com as mĂŁos. Meu corpo inteiro se arrepiava sob o toque dela, uma corrente elĂ©trica de prazer se espalhando por mim.
— Meu Deus… eu queria que o Junior chupasse meus peitos assim… — soltei, quase sem pensar, entre um suspiro e outro.
Manu riu contra minha pele, a vibração da sua risada enviando ondas de prazer direto para meu ventre.
— Ih, esse aà virou corno hoje…
— Tadinho… não fala dele… — tentei protestar, mas minha voz já soava entrecortada, entregue.
Sem aviso, senti a mão dela deslizar entre minhas pernas. Direta, certeira. Seus dedos encontraram meu sexo quente, pulsante, e quando começou a massagear em movimentos circulares e intensos, minhas coxas quase cederam.
— Ai, caralho… eu vou cair… — ofeguei, agarrando os ombros dela para me segurar.
— Mas já? — provocou, rindo contra meu peito.
— Porra, mulher… eu tô uma usina aqui…
Minhas palavras saĂram num gemido arrastado quando seus dedos apertaram de leve meu clitĂłris, brincando com a pressĂŁo e a velocidade. Eu estava entregue, vulnerável e completamente incendiada pelo toque dela.
Debaixo da água, um incêndio irrompeu entre nós. Nossos corpos entraram em uma batalha feroz, uma disputa silenciosa e urgente pela dominação uma da outra. Os toques se transformaram em siriricas raivosas, os dedos exploravam com desespero, peitos eram sugados com avidez, bundas apertadas sem cerimônia. O prazer crescia em ondas incontroláveis, e entre beijos sufocados e gemidos engolidos pela água, senti um dedo atrevido deslizar entre minhas nádegas, arrancando um gemido ainda mais profundo de mim.
Era um embate de tesĂŁo insaciável, urgente, um turbilhĂŁo de sensações que nos fez perder a noção do tempo. Orgasmos quase se sucediam a outros, sem espaço para descanso, atĂ© que já nĂŁo sabĂamos quantos vieram, apenas que vieram com força, fazendo nossos corpos vibrarem em puro prazer. Quando, enfim, tudo cessou, restaram dedos enrugados, bocas secas mesmo sob a água e mĂşsculos exaustos, implorando por descanso.
A torneira do chuveiro foi fechada Ă s pressas, meu telefone tocava e eram quase quatro da manhĂŁ.