Inscreva-se na nossa newsletter

Receba contos eróticos, notícias e promoções diretamente no seu email.

1635 palavras
8 minutos
Minha irmã virou camgirl

Duas irmãs gêmeas, Justine e Juliette, vivem entre moralidade e rebeldia. Quando Justine descobre que sua irmã virou camgirl, a linha entre certo e errado se desfaz.

13/03/2025

Capítulo 1#

Eu vou contar um pedaço da nossa história. Poderia ser bonita, mas não é. Dizemos nos orgulhar de muitas coisas que fizemos, mas a verdade é que, no fundo, era apenas uma afronta à sociedade. Eles impõem regras sem se importar com nossos problemas, sem perguntar o que nos levou a seguir esse caminho.

Não foi pelo prazer, e nem tanto por necessidade. Foi porque era mais fácil. E eu não sou hipócrita para negar isso. Sei que, muitas vezes, me deixei levar por minha irmã. Mas eu assumo a culpa.

Nossa mãe morreu no parto. O que deveria ter sido um dia de alegria se transformou em tragédia. Uma decisão errada, uma escolha que não coube a ela, e a vida dela foi tirada de nós antes mesmo que pudéssemos conhecê-la. Meu pai, desolado, simplesmente não conseguiu nos criar. Ele nos entregou para nossa tia, que, em meio ao auge da sua vida, não estava preparada para cuidar de duas recém-nascidas. Nossa avó tentou assumir o papel, mas também não deu conta.

Crescemos sendo passadas de mão em mão, separadas por um tempo – eu fui morar com meu pai, e minha irmã, Juliette, com outra tia. A divisão parecia prática, mas só nos afundou ainda mais. Caímos em uma tristeza sem fim, uma depressão silenciosa que ninguém se preocupou em entender. Entre idas e vindas, acabamos juntas novamente. Moramos no nosso próprio apartamento agora. Podemos dizer que estamos bem, pelo menos na superfície.

Somos gêmeas idênticas. Eu sou Justine, minha irmã é Juliette. Nomes horríveis, péssima escolha dos nossos pais. No fim, nos acostumamos – eu sou a Ju, ela é a Juju. Apesar de sermos fisicamente iguais e, mesmo aos dezoito anos, ainda gostarmos de usar roupas combinando, nossas personalidades não poderiam ser mais opostas.

Eu sou a certinha. A que tenta seguir as regras. A que acredita que há certo e errado, que tenta fazer as coisas direito. Juliette? Ela é um capeta. Faz o que quer, como quer, sem medo, sem culpa.

Nossa história começa pouco depois dos dezoito. Eu trabalhava como recepcionista em uma clínica odontológica. Minha irmã? Ela vivia de esquemas duvidosos na internet. Apostas, vendas online, cursos questionáveis – qualquer coisa que desse dinheiro sem precisar seguir regras. Ela virava as noites em frente ao computador, enquanto eu mantinha minha rotina certinha, saindo cedo para o trabalho. No fim do mês, nosso dinheiro pagava um apartamento espaçoso de um quarto, com sobra para alguns luxos. Meu pai ainda nos ajudava financeiramente.

Era assim que vivíamos. Eu, tentando me agarrar à moral que me ensinaram. Ela, abraçando o prazer sem olhar para trás.

Eu me lembro bem e foi numa madrugada em um dia de semana, Juju não tinha vindo para cama ainsa e isso era normal, eu me levantei coçando a bunda e fui na cozinha para pegar água e fazer xixi, passei pelo corredor e na sala o que eu vi foi dificil de acreditar, minha irmã de luz acesa eapertando os peitos todas sensual se exibindo para uam camera, parecia estar fazendo um sexo virtual, ela me olhou e tomou um susto, quando me viu arregalou os olhos em desespero mas eu não quis empatar seu lance, fui na cozinha, bebi mmeu copo dagua e voltei pro quarto. Ela parecia n se incomodar quando eu passei de volta, parei e fiquei vendo ela por alguns segundos fazendo caras e bocas pra outra pessoa do outro lado da tela.

Juliette passou por mim com o celular na mão, o rosto estampando uma mistura de surpresa e empolgação. Os dedos corriam frenéticos pela tela, como se estivesse tentando absorver o que via.

— Caralho, velho, olha isso…

Levantei o olhar do livro que estava lendo, já imaginando que vinha mais alguma das loucuras dela.

— O que foi, irmã?

Ela virou o celular na minha direção, mostrando a tela com números que, para mim, pareciam apenas algarismos, mas para ela, significavam muito mais.

— O que você tá vendendo agora? Parece que foi bem. Quanto deu?

O sorriso dela se abriu ainda mais.

— Trezentos e oitenta reais!

Eu assenti, cruzando os braços. Por mais que não concordasse com o jeito que ela fazia dinheiro, não podia negar que ela tinha um talento absurdo para isso.

— Arrebentou, hein? Parabéns, irmã. Guarda um pouco para a sua aposentadoria, não esquece.

Ela revirou os olhos com impaciência, jogando-se no sofá.

— Que mané aposentadoria, caralho. Tu tem que ser chata pra tudo.

Eu suspirei, acostumada com as respostas dela. Mas era o meu papel, de alguma forma, tentar ser a voz da razão.

Juliette voltou a enfiar a cara no celular, deslizando os dedos com precisão. Foi quando me lembrei de algo que tinha me incomodado mais cedo.

— Quem era o carinha pra quem você tava mostrando as tetas? Devo me preocupar em andar na rua e ser confundida com você?

Juliette soltou uma risadinha, mas manteve os olhos grudados na tela, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

Era um problema real. Eu poderia me passar por ela sem esforço, e, infelizmente, algumas pessoas achavam que já tinham me visto antes… às vezes em situações que eu preferia esquecer.

— Não tem carinha nenhum — ela respondeu emburrada, sem desviar o olhar do celular.

Eu arqueei uma sobrancelha.

— Filha, eu vi você alisando as tetas ontem pra câmera. Vai dizer que eu tô maluca?

Ela finalmente levantou a cabeça e me encarou com um sorrisinho debochado.

— Viu e ficou vendo, pervertida.

Revirei os olhos.

— Só achei engraçado.

— Num é nada. É só um lance que eu tô fazendo.

— Juju, eu não acredito nisso. Você cobrou dinheiro de alguém pra mostrar os peitos? Tu é doida, cara?

Ela deu de ombros, sem o menor peso na consciência.

— Mais ou menos isso — riu, jogando o celular no sofá e se espreguiçando como se aquilo não tivesse a menor importância.

Eu cruzei os braços, sentindo o estômago revirar.

— Você sabe que isso pode dar merda, né?

Ela revirou os olhos, impaciente.

— Ai, Ju, não começa com esse papo de moralidade. Eu fiz trezentos e oitenta contos em dez minutos. Quem mais consegue isso? O Bill Gates.

— Acho que ele faz bem mais que isso… Mas, sério cara, se você quiser destruir a sua vida com foto vazada na internet não esquece que eu sou sua irmã gêmea e agente a outra cuspida e escarrada tá?

Juliette mordeu o lábio, como se estivesse decidindo se falava ou não.

— Então… se eu te contar, você me mata.

Meu estômago afundou.

— Meu Deus do céu, Juliette! Meu Deus, conta logo, vai…

Ela deu uma risadinha, claramente se divertindo com o meu desespero.

— Sabe aquela mina que saiu com a gente outro dia? Aquela que tava no bar?

Pisquei, tentando lembrar.

— Sei… a que é puta?

— Sim, ela. E ela não é puta, é camgirl.

— Mesma coisa.

Juliette revirou os olhos, fazendo pouco caso da minha resposta. Então fez uma pausa dramática, segurando o suspense antes de soltar a bomba.

— Então… ela tem um OnlyFans e tal, e fez um canal pra mim no site dela de câmeras privadas.

Eu franzi o cenho, confusa.

— O quê? Explica isso. O que é hosting, cam, essas coisas? Só entendi OnlyFans e já não gostei.

Ela suspirou, como se estivesse explicando algo óbvio.

— É um site onde as pessoas pagam pra ver as meninas na câmera. Tipo, ao vivo. Eu fiqueio online por duas horas.

Minha boca secou.

— Pera… você ficou se mostrando pelada na câmera pra desconhecido por dinheiro?!

Juliette deu de ombros, sem um pingo de vergonha.

— Basicamente.

Meu coração acelerou, e minha cabeça já visualizava o desastre.

— Meu Deus… meu pai vai te matar.

— Ju, você é burra? Sabe ler números? Leia aqui

Juliette virou o celular na minha direção, mostrando a cifra final que tinha ganhado.

Meu cérebro parou. Tudo ficou branco, minha respiração falhou e um aperto tomou conta do meu peito. Um ataque de ansiedade veio como um soco no estômago. Na minha cabeça, já me via apanhando na rua, sendo xingada por desconhecidos. Meu pai nos arrastando pelos cabelos de volta para o inferno que era a casa dele, gritando sobre vergonha, pecado e decepção. Me deu vontade de chorar.

Fiquei olhando para aqueles números, paralisada, sem conseguir dizer nada.

Juliette, no entanto, não parecia afetada.

— E hoje eu vou voltar — disse casualmente. — Quero ficar mais uma hora além das duas.

Meu Deus.

— Eu não sei o que dizer — soltei, ainda tentando processar tudo. — Me fala, o que você faz nessas lives?

Ela deu de ombros, como se estivesse contando sobre um dia qualquer no trabalho.

— Ontem? Basicamente nada. Fico falando putaria e mostrando o peito.

Arqueei uma sobrancelha, ainda sem acreditar.

— Só isso?

— Só. Tu pode colocar preço pra mostrar mais coisas, mas eu não quis.

Suspirei.

— Tu quer ver? — perguntou, pegando o celular novamente.

Fiz uma careta, desconfortável.

— Não sei se quero ver minha irmã sensualizando, não.

Ela riu.

— Tu já me viu em situação muito pior.

E era verdade.

Nosso apartamento só tinha um quarto. Se uma estava com alguém, a outra inevitavelmente acabava passando por ali. No começo, eu surtava, mas depois só aprendi a lidar. O mais engraçado era a cara dos meninos quando percebiam que éramos idênticas. O brilho de esperança nos olhos deles era tão óbvio que me dava vontade de rir.

Eles achavam que ia rolar ménage. Coitados.

Pior ainda era quando a gente se beijava na frente deles só para provocar. Um estalinho rápido, nada demais, mas o suficiente para bagunçar as cabeças deles. Eu nunca pegaria minha irmã, claro.

Eu suspirei, passando as mãos no rosto. Ainda não sabia se queria mesmo ver aquilo, mas a curiosidade estava corroendo minha sanidade.

— Garota, deixa eu ver essa merda.

Juliette sorriu, satisfeita.

— Vou te passar a senha. Tem a gravação de ontem, aí você vê.

Peguei o celular, hesitante, enquanto ela digitava algo e me enviava o login. Me levantei do sofá, sentindo um nó no estômago.

— Se for pesado, eu saio — murmurei para mim mesma, tentando me convencer.

Deixe seu comentário anônimo

© 2025 Feminive Fanfics. Todos os direitos reservados. / RSS / Sitemap