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1917 palavras
10 minutos
Mostrei meus peitinhos na live

Ao assumir o lugar da irmã numa live erótica, Justine descobre o poder do olhar alheio — e o próprio desejo. Mas até onde ela está disposta a ir?

Capítulo 4#

Meu corpo amolecia, cada vez mais sensível. Sentada no chão frio do corredor, no escuro, eu via minha irmã se exibindo para a câmera, fazendo caras e bocas para quem estivesse do outro lado.

— Ah, quer que eu tire? — ela perguntou, a voz carregada de malícia e diversão.

Pela expressão que fez em seguida, o pedido era óbvio. Juju arregalou os olhos num fingimento safado antes de sorrir com desdém.

— Isso custa mais, moço, não tá no pacote…

Os dois pareciam negociar, e, pelo jeito, chegaram num valor que agradou minha irmã, porque logo ela puxou a blusinha para cima e jogou longe, deixando os peitos pequenos e os mamilos já endurecidos à mostra. Ela deslizou as mãos sobre eles devagar, mordendo o lábio enquanto se provocava. Depois, levantou-se, deslizando a calcinha preta pelas coxas, revelando a boceta lisinha, completamente depilada. Diferente de mim, que nunca tive paciência pra isso. Meus namorados sempre reclamavam, mas eu estava pouco me lixando.

— Então olha bem pra isso aqui — ela murmurou, se acomodando no sofá e abrindo lentamente as pernas, expondo tudo sem pressa.

Os dedos começaram um deslize preguiçoso, espalhando a umidade com calma, brincando com os próprios lábios. Um gemido escapou baixinho enquanto ela pressionava o clitóris, fazendo pequenos círculos que deixavam sua respiração mais pesada. Com um olhar certeiro para a câmera, Juju pegou o vibrador ainda úmido de saliva e o deslizou sobre a boceta já molhada, espalhando a lubrificação antes de pressioná-lo na entrada, testando. Primeiro, só a pontinha. Um arfar suave. Depois, foi empurrando devagar, sentindo cada centímetro sumir dentro dela.

A mão livre seguia brincando com os próprios seios, beliscando e provocando os mamilos rígidos enquanto ela se masturbava num ritmo que parecia feito para provocar, para ser assistido. Cada movimento, cada pequeno gemido arrancado no tempo certo me prendia ali, sem piscar. E, para minha vergonha, completamente excitada.

Pela lateral do short, enfiei os dedos sem nem perceber, num movimento distraído de coceira. Mas não era só coceira. Eu estava ensopada. Meu Deus, isso era pecado. Eu estava tocando siririca para a Juju!

O calor dentro de mim crescia, e por mais que eu tentasse reprimir, meus dedos pareciam fazer questão de incentivá-lo. Minha boca entreaberta já estava seca, minha respiração curta e entrecortada. Tinha que me controlar, mas, inevitavelmente, pequenos gemidos escapavam, baixinhos, perigosos, e minha irmã poderia ouvir.

No sofá, Juju intensificou o ritmo. O vibrador não era pequeno, e ela o afundava dentro de si sem hesitar, se arqueando de prazer. Seus gemidos, talvez exagerados para o show, pareciam se misturar aos meus, numa sinfonia que eu não queria admitir que me envolvia.

Então, um som alto e repentino no computador. Um alerta.

— Ah, vai se foder, duro do caralho! Tomar no cu! — ela esbravejou, furiosa.

Eu ri. Alto demais.

Juju se virou num rompante, os olhos arregalados.

— Justine, eu não acredito! Você tava aí até agora?!

Meu coração ainda martelava no peito, a adrenalina misturada à vergonha queimando na minha pele. Eu fiquei. Fiquei e…

— Eu… não… é… desculpa…

Juju suspirou, cobrindo o rosto com as mãos.

— Ai, meu Deus, que vergonha… Minha irmã me vendo siriricar…

— Eu nem tava prestando nisso… Meu Deus, desculpa!

Ela bufou, impaciente.

— Sai daqui, falta meia hora ainda pra acabar.

Eu hesitei, mas ao invés de ir embora, acabei perguntando:

— A noite foi boa?

Juju deu de ombros, ainda irritada, mas sua expressão suavizou um pouco.

— Foi. Esse cara deixou uma grana forte e ainda fica pedindo conteúdo por fora…

— Que tipo de conteúdo? Ele quer fotos?

— Sim, mas nada de pezinho.

— Tipo pack do pezinho, mas sem os pezinhos?

Ela riu.

— Exatamente. Me ajuda a tirar essas fotos?

— Ajudo, sim…

Juju me olhou por um instante, avaliando algo.

— Já que tá tão curiosa, podia ficar lá falando com os caras um pouco no meu lugar.

Meu corpo inteiro reagiu com um choque.

— Tá maluca? Eu não vou mostrar meus peitos!

— Não precisa. Se chamarem pra sala, você sai e troca comigo.

Mordi o lábio, ponderando.

— Hmmm… é só falar putaria?

A ideia, eu confesso, me deixou animada.

Juju sorriu, aquele sorriso malicioso de quem já sabia o que ia acontecer.

— Toma minha blusa.

Troquei de roupa sem pensar muito, ainda digerindo a ideia absurda de ocupar seu lugar. Quando me sentei na frente da câmera, meu reflexo me encarou de volta na tela. A imagem que eu via… era eu. Mas, ao mesmo tempo, era ela. Era assim que minha irmã era vista.

Havia umas cinco ou seis pessoas na sala, os comentários subindo sem freio. E os caras… meu Deus, os caras eram exatamente como eu imaginava: idiotas e grosseiros.

“Mostra o bucetão, vadia."
"Quero ver os peitos.”

Um nojo gelado me subiu pela espinha. Havia um botão de bloqueio ali, ao alcance dos meus dedos, mas, se eu começasse a usá-lo, provavelmente não sobraria um único espectador. Respirei fundo e tentei agir naturalmente, como se esse tipo de coisa fizesse parte do meu dia a dia. Sorri amarelo, nervosa, mexendo instintivamente na blusinha mínima que Juju me deu. Eu tinha uma igual, mas só usava dentro de casa, em dias muito quentes. Agora, vestindo aquilo sob os olhares famintos da tela, parecia minúscula demais.

Atrás do computador, Juju me incentivava, gesticulando exageradamente, formando palavras sem som com os lábios.

— Você tem que falar… — articulou, apertando um dos próprios seios, como quem dá um exemplo prático. — Pergunta se eles querem ver um peitinho. Vai, fala alguma coisa!

Minha garganta secou. Meu coração batia tão forte que parecia sacudir minhas costelas. Mas, de alguma forma, as palavras saíram. Minhas primeiras palavras ao vivo nesse universo, palavras que eu nunca tinha dito na minha vida para ninguém.

— Querem ver meus peitinhos?

A sala explodiu. Os comentários se multiplicaram, pedidos e gorjetas aparecendo no canto da tela como se alguém tivesse destravado um cofre.

Juju riu, divertindo-se com meu embaraço.

— Mostra um pra eles! Só um, vai!

Minha mente girava. Eu ainda tentava processar a situação, mas, no fundo, uma parte de mim sussurrava: Que se foda.

Foi sem pensar muito, sem me demorar na sensualidade calculada que minha irmã dominava tão bem. Simplesmente levantei a blusa e expus um dos seios, como quem oferece um pedaço de carne no açougue, sem firulas, sem floreios.

O chat foi à loucura.

As gorjetas caíam em uma enxurrada no canto da tela, um fluxo constante de notificações sonoras confirmando o frenesi dos espectadores.

Juju se inclinou para o lado, ainda rindo, e articulou com os lábios:

— Continua enrolando, eu já volto. Preciso me secar.

E então, me deixou ali. Sozinha.

A tela brilhava na minha frente, os comentários ainda correndo, e eu sentia meu coração batendo descompassado. O calor entre as minhas pernas pulsava de um jeito que eu não queria encarar, uma mistura estranha de culpa e excitação me consumindo por dentro. Eu nunca tinha me sentido tão desejada. E, ao mesmo tempo, nunca tinha me sentido tão suja. Mas eu estava gostando. Gostando de ser observada, de saber que aqueles homens estavam ali por mim, mesmo que de um jeito bruto, quase animalesco. Minha pele arrepiava só de imaginar que eu podia fazer qualquer coisa e ver o efeito imediato na tela. E a ideia começou a se formar na minha cabeça. “Se alguém pedir para tirar a blusa, eu tiro.”

Antes que eu pudesse me decidir, a tela escureceu de repente. Todos sumiram, exceto um. A câmera dele estava desligada, só o nome aparecendo no chat.

“Desculpe aquela hora, eu caí. Podemos continuar?”

Engoli em seco.

Claro

Meus olhos correram desesperados para o corredor. Eu queria gritar pela Juju, mas não sabia como mutar aquela coisa. Não achava o maldito botão. Pedir pro cara esperar? Nem pensar. O jeito era enrolar.

— O que houve com você? Saiu do nada…

Hummm, tem algo estranho em você.” — disse ele por texto

Meu estômago revirou.

— Estranho? Não, não tem nada estranho não…

Seus seios… pareciam menores antes.”

Meu sangue gelou. “Que porra de olho é esse cara tem_?!”_

Minha irmã e eu éramos idênticas, todo mundo dizia isso. Corte de cabelo, maquiagem, até as joias a gente usava combinando. A única diferença era um detalhe no meu queixo, um pouco mais pontiagudo. E, sim, meu peito era ligeiramente maior que o dela, mas nada que me fizesse usar um número diferente de sutiã.

— Você acha?

Minha voz saiu falha, e Juju ainda não voltava.

Ei… você não é a Juju, né? Você é irmã dela!”

Meu coração disparou. Fudeu.

Ele percebeu rápido demais. Eu não quis mentir, afinal, ele estava pagando por aquilo.

— Ela foi no banheiro rapidinho.

Eu não sabia que a irmã dela fazia show… vocês têm a bucetinha igual? Posso ver a sua?”

Um arrepio percorreu minha espinha, não de excitação, mas de desconforto. “Que porra de pergunta era essa?”

— É bem igual, sim — respondi, sem pensar muito. — Se você viu a dela, viu a minha.

Desde a puberdade que eu não pensava nisso. Quando éramos crianças e começamos a crescer, a gente se comparava o tempo todo, mas depois que o corpo estabilizou, nunca mais.

Deixa eu ver… Olha aí, vou mandar um extra.”

A notificação de gorjeta brilhou na tela. Meu estômago revirou.

— Moço, não manda dinheiro, eu não sou camgirl, só tava aqui enrolando…

E o que você estaria disposta a fazer?”

“Mostrar os peitos.”. O pensamento veio antes que eu pudesse filtrá-lo.

— Eu mostro os peitos.

Então deixa eu ver…”

Minhas mãos estavam geladas. Meu corpo estava quente. Lentamente, levantei a blusa, puxando-a devagar sobre minha cabeça. Dobrando o tecido, coloquei ao meu lado, como se precisasse daquele gesto para me sentir menos exposta.

Eu não fiz pose. Não me esforcei para parecer sensual. Só queria me tampar e sair dali. Mas algo me prendeu. A incerteza do que era pior: não ver o rosto dele ou ver a imagem de um homem nojento atrás da tela?

Então ele digitou.

“Que delícia, tô tocando uma pra você aqui. Tô quase gozando assim…”

Meu peito subia e descia. Meu coração martelava.

E então, antes que eu pudesse parar pra pensar, as palavras escaparam baixinho:

— Goza pra mim, vai?

Foi o melhor que eu consegui dizer naquela hora.

Havia um abismo de silêncio entre mim e a tela. Eu não sabia se ele ainda me olhava, se estava esperando algo, ou se tinha simplesmente se desconectado. Às vezes, ele demorava a responder, e a espera me deixava inquieta.

Tentei me movimentar de forma sensual, mas minhas mãos não colaboravam. Eu não era como a Juju. Não sabia ser sexy de propósito, não sabia como usar o corpo para provocar. Tudo parecia mecânico, desajeitado.

— Você tá aí? — perguntei, minha voz saindo menor do que eu queria.

A resposta veio logo depois, fria e crua.

“Sim, gozei muito gostoso pra você, sua putinha. E se você tiver com sua irmã junto, eu pagaria mais ainda. Meu sonho ver gêmeas se pegando.”

Meu estômago afundou.

— Se pegando…? Não, moço, eu não pego minha irmã, não… — respondi, sentindo a voz falhar.

“Que isso, por um bom dinheiro? Pensa bem!”

Senti um arrepio desconfortável percorrer minha espinha. Mas, ao mesmo tempo, algo se acendeu dentro de mim. Não pelo desejo dele, mas pelo que ele disse em seguida.

— Moço, de verdade… quanto você pagaria em um vídeo de duas irmãs? Só por curiosidade.

“Viu? Já tá negociando.”

O riso dele parecia pulsar através das palavras na tela.

“Mas eu pagaria muito dinheiro…”

Muito dinheiro.

Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça como um tambor surdo, martelando, repetindo, se entranhando em mim.

Eu não consegui evitar. Meu olhar ficou preso na tela, minha mente girando com a ideia proibida.

Foi quando senti Juju se aproximando. Seus passos eram lentos, cuidadosos, tentando entender o que estava acontecendo. Ela olhou para mim, depois para a tela se escondendo da camera. E então, sem hesitar, sussurrou:

— Desconecta.

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