Capítulo 9
Eu não conseguia tirar os olhos dela, aquela mesma menininha de antes, mas agora carregando um perigo latente em cada gesto. Sempre soube usar a própria fragilidade como armadilha, sabia seduzir com um olhar de falsa inocência. Lelê havia crescido, e isso a tornava ainda mais perigosa. Antes, quando tivemos algo que se aproximava de um namoro, ela fez da minha vida um inferno. Agora, ali estava ela, esparramada, ofegante, os olhos cerrados e a periquita escorrendo no meu rosto à gotas.
— Lelê, sai de cima de mim, porra! — gritei, empurrando-a com força. Ela caiu de lado, rindo, mas ainda tremendo.
— Cruz credo, olha isso… Preciso me secar! — murmurou, levantando os dedos e observando o brilho úmido que os cobria.
Ela ergueu os dedos, hipnotizada pelo brilho viscoso que escorria, como se tivesse mergulhado a mão numa clara de ovo. Era absurdo como aquela criaturinha tão miúda conseguia jorrar tanta água.
— Quero que você me chupe, mandona! Vem cá me beijar, vem! — exigi.
— Você é um saco, garota, eu que ia mandar hoje… — retrucou, o rosto corando de raiva e tesão.
— Olha a passivinha ficando flex! — provoquei, mordendo o lábio.
— Flex não, ativa! — rebateu, tentando manter a pose.
— Então manda eu abrir bem as pernas e ficar caladinha enquanto você me chupa gostosinho.
— Sua piranha!
— O que foi que você disse, garota? — Me levantei de supetão, pronta para tomar o controle.
A briga começou como brincadeira, mas bastou um segundo para eu voar no pescoço dela, apertando de leve antes de puxá-la para um beijo feroz. Minha mão desceu direto para entre suas pernas, e antes que percebesse, meus quatro dedos já haviam se enterrado nela de uma só vez. Estava apertada, quente, tremendo. Lelê sempre fingia que queria comandar, mas no fundo, não sabia ser ativa. Tentava, se esforçava, mas não estava no sangue. Era um engano meu.
— Eu não tô gostando… — balbuciou, fingindo controle, a voz falhando.
Levantei sua blusa sem cerimônia, arrastei o sutiã para cima e escolhi aleatoriamente um dos seus peitinhos pequenos, sugando com tanta força que a pele ficou vermelha na hora.
— E agora? — perguntei, os dentes roçando no mamilo enrijecido.
— Na… nada… Normal… — tentou manter a pose, mas eu a sentia com um corpo de maria mole.
O som dos meus dedos a invadindo era obsceno, aquele estalo molhado misturado ao cheiro forte que subia pelo ar. Era um cheiro que sempre atiçava um bicho dentro de mim, um instinto bruto que eu não sabia explicar.
— Para! — ela protestou, vermelha, brigando comigo. — Deita aí, deita!
Obedeci, me joguei na cama, a língua passando lenta pelos dedos encharcados enquanto observava ela se recompor, ofegante, indecisa entre a raiva e o tesão. Eu ria da raiva incontida que ela demonstrava, decidi ficar de boas ou ia começar uma guerra de verdade com uma pessoa que tinha muita energia e tempo livre.
Ela puxou meu short velho e a calcinha, mas antes ficou ali, admirando. Sempre teve um fetiche esquisito pelas minhas roupas gastas, nunca entendi direito o porquê. Depois, sem rodeios, desceu para me chupar. Eu sou ansiosa, gosto que vá direto ao ponto, sem enrolação. E ela veio.
A língua pequena, a respiração quente e ofegante roçando minha pele. O molhado da boca dela se misturava à minha umidade, e aquele calor ali, concentrado, fazia tudo pulsar. Eu arqueei o corpo quase sem perceber. Lelê era perfeita com a boca, podia fazer o que quisesse de mim, tinha um poder sobre o meu corpo que era impossível de explicar.
Achei que me levaria até o fim, que me desmontaria ali mesmo. Mas não. Do nada, mudou de posição, subiu sobre mim e se encaixou como um lego, colando nossos corpos num encaixe perfeito.
Então, eu realmente fiquei nervosa. A virilha dela queimava colada na minha, clitóris contra clitóris, nossos lábios molhados num beijo que era só pele e desejo. Apertei minhas coxas contra as dela, e ela me olhou, perguntando em silêncio se eu estava pronta. Assenti, quase sem fôlego.
O rebolar começou lento, cadenciado. Ela era leve sobre mim, quase flutuava, como se sua pele me beijasse, me envolvendo inteira. Se não fosse pelo calor febril do corpo, pelo atrito úmido e latejante, eu não saberia dizer se era sua boca ou sua boceta se esfregando contra mim.
Meus dedos cravaram nos próprios mamilos, eu torcia como se quisesse arrancá-los do peito. Meus olhos não conseguiam mais ficar abertos, por mais que eu tentasse. Então o ritmo mudou, o encaixe perfeito virou urgência. As batidas ficaram fortes, certeiras. O quarto se encheu de estalos úmidos, gemidos presos, pele contra pele, até o mundo sumir.
O orgasmo veio rasgando, explodindo e arrebentando tudo. Meu corpo se contorceu sozinho, quase a empurrando para fora, como se rejeitasse o próprio prazer de tão avassalador. Fui para ela como um touro selvagem, um animal em descontrole, impossível de segurar, impossível de se manter em cima.
Quando voltei a mim, ela estava sentada de lado meio entrelaçada a mim ainda, me olhava assustada e satisfeita esperando eu falar algo. Eu, tapei o rosto, não tinnha vontade nenhuma de deixar que alguem visse a minha cara de “louca de tesão” naquele momento.
— Boa menina, boa menina… Eu gosto assim, quando você goza direitinho para a mamãe! — Lelê sendo L/elê.
— Cala a boca, garota.
E assim ficamos, deitadas ali, o que continuou cheio de energia, durou quase a noite toda. Que saudades eu tinha de estar com ela.