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1220 palavras
6 minutos
O bundalelê

Capítulo 13#

Meu corpo ainda tremia inteiro, eu tava jogada ali que nem um boneco largado depois que a criança cansou de brincar. Só que, ao contrário do boneco, eu não tava nem um pouco cansada. Na verdade? Tava me sentindo a porra da rainha.

Eu olhei pras duas ali, ainda entre as minhas pernas, as bocas brilhando de mim, e foi nesse momento que caiu a ficha: elas tavam ali por mim. Eu era o centro daquela porra toda. E eu comecei a gostar da ideia.

E agora? Agora eu só não tinha muita ideia do que fazer.

Ver a Giovana beijando a minha mulher me deixou com ciúmes, com um pouco de raiva, mas relevei. Acho que se fosse um homem pegando a Nana eu ficaria mais enciumada. Se bem que a Nana nem gosta muito de hominhos, ela prefere garotas que nem eu.

— Vai ficar deitada aí, Lelê? Vem aqui!

Nana queria que eu fosse beijar as duas. O tal do beijo triplo. Essas sapatão são tudo promíscuas mesmo. Eu fui, já tava ali.

Elas estavam sentadas na cama, ainda meio que entre as minhas pernas, e eu precisei me sentar pra ficar mais perto. Comecei beijando a Nana no pescoço, atrás da orelha, de levinho. Era o lugar que ela mais gostava. Quando menos percebi, a Giovana me puxou com uma boca de sapo e veio enfiando a língua na minha goela.

Aquilo foi esquisito. Eu não gostei da língua da Giovana, era áspera, molhada demais, parecia que ela queria lamber minha alma. O que salvava ali eram os beijos da Nana. Tava uma confusão, um beijo bagunçado de nós três, gosto de álcool e da minha buceta na boca de todo mundo. E eu tava achando aquilo meio nojento, na real.

Sempre tinha uma mão me atacando, e era sempre a Giovana. Ela adorava me arranhar. Eu já tava toda vermelha da unha dela.

Aí, bateu uma curiosidade.

A Giovana não era gorda, mas era cheinha, sabe? E a racha dela sempre marcava na calça. Eu tava curiosa pra ver a lapa de boceta dela.

— Tira a roupa aí, Giovana, Nana vai te chupar.

— Assim, do nada? — Falou Giovana querendo bancar a envergonhada.

Vai ficar com vergonha na suruba?

Eu ri da provocação enquanto a outra começava um striptease sem muita empolgação, se mexendo no ritmo da música. Eu só olhava de canto de olho, mas minha atenção estava mesmo era na Nana, que já estava no segundo ou terceiro copo e indo rápido demais.

— Vai devagar, Nana, tu vai capotar desse jeito.

Eu falei isso mais para deixar claro que não estava nem aí para a outra lá, que pareceu perceber que ninguém estava dando muita bola para ela. A verdade é que a Nana tava mais interessada no copo do que em qualquer outra coisa. Eu, por outro lado, só queria ver a xeneguéia gorda dela.

Tirando a chupada dupla que eu levei, aquilo ali tava uma merda. Eu ficava com ciúmes toda vez que a gorda ia para cima da Nana e, para piorar, cada minuto que passava eu pegava mais nojo dela. Sempre que eu encostava na Nana, lá vinha aquela mão cheia de unha querendo enfiar os dedos em mim. Como é que aquele sapatão se masturba sem se furar inteira?

E o pior: fui obrigada a assistir minha mulher dando pra outra bem na minha frente. Meu humor estava mudando rápido, mas eu me segurava. A única coisa que me mantinha ali era a Nana, que parecia estar muito a fim dessa merda toda, e a minha curiosidade de ver a buceta da Giovana.

Eis que meu momento chegou.

Gente, roupa bem escolhida faz milagres! A garota tirou a roupa, e eu quase mandei colocar de volta. Ela me pegou rindo dela umas duas vezes, provavelmente achando que eu tava feliz ou bêbada. Mal sabia ela que eu só estava em choque. Eu não sou uma garota com a maior sororidade do mundo, não nego.

E foi aí que o bundalelê começou a acabar.

A mulher tirou a calcinha e abriu as pernas. Até então, eu não tinha visto direito porque a Nana já tinha caído de boca. Aí vem a piranha da Nana e me solta:

— Vem aqui, Lelê, me ajuda!

E eu fui me acomodar do lado dela, pronta para participar. Mas, gente… Quando eu vi aquilo no meio das pernas da garota… Me deu pena.

Que coisa horrenda!

Sério, mulher, me escuta! Toda mina acha que a pepeca dela é esquisita e quase nunca é, mas essa aí… Puts, não dava pra resolver sem bisturi. Era gorda e estreita, com tudo que devia ficar pra dentro saltando três vezes o tamanho dos grandes lábios. Parecia que alguém apertou tanto que até o grelo pulou pra fora. E que grelo, viu? O tamanho do meu polegar! E a pele? Meu Deus, dava pra levar num coureiro e fazer uma bota! E pra completar, a criatura não sabia usar uma gilete — tinha tufo esquecido pra tudo que é lado, e onde a lâmina passou, levou pele junto, deixando tudo machucado. Olha, eu sou linguaruda, mas à seguir, eu me superei…

— Ahn, Nana, desculpa, mas eu não vou botar minha boca nisso, não! — soltei de supetão.

O quarto inteiro congelou. Porra. Eu sabia que tinha falado alto demais. O silêncio pesou, e senti os olhos de todo mundo em mim. Giovana ficou pálida, o rosto tremeu como se fosse desmontar. Eu ainda tava tentando entender o que tinha acontecido quando Nana se levantou rápido, os olhos faiscando de raiva.

— Lelê! — ela me puxou pelo braço, me ;evando pra fora do quarto. — Caralho, mulher, que porra foi essa?

— Ué, eu sou obrigada a chupar a boceta dela? — me defendi, sentindo a onda de irritação subir. Ainda por cima iam me julgar?

Nana cruzou os braços, bufando, tentando se segurar.

— Não é isso, Lelê! Mas precisava falar desse jeito? Que feio!

Eu pisquei, confusa, sentindo o sangue ferver. Feio? Feio era aquilo que tava no meio das pernas da Giovana! Mas antes que eu respondesse, senti um peso no peito. Olhei pra cama e vi Giovana encolhida, os olhos marejando. A Nana tava certa, ela se sentia mal, e eu ri.

— Maldade fazer a mina se sentir mal — continuou ela, a voz mais baixa, mas firme. — Se ficou com ciúmes, era só falar, que a gente parava.

Minha cabeça deu um estalo. Ah, então era isso?

— Ah, era só falar? — ri, sem humor, cruzando os braços. — Tipo do jeito que você ia me falar que ia me colocar numa suruba?

Nana rolou os olhos, impaciente.

— Sério, cara? Era uma surpresa, não achei que você ia ficar puta…

Meu peito se apertou. Puta? Eu tava puta? Eu tava fodida era de raiva! Cruzei os braços com força, o nó na garganta crescendo.

— Ah, sim, tu gosta de surpreender as pessoas que ama oferecendo elas pras suas amigas escrotas? — cuspi as palavras, sentindo o calor subir pelo rosto. A Giovana soluçava baixinho no fundo. — Me oferece para eu comer tua mãe também, ou tu não ama ela?

Foi rápido. Um som seco cortou o ar antes do calor explodir na minha bochecha. Meu rosto virou com a força do tapa, a pele queimando. Nana tremia, os olhos arregalados, o peito subindo e descendo rápido.

Porra.

Meu mundo girou por um segundo. Podia até ter merecido. Mas ficar quieta depois dessa? Nem fodendo.

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