Capítulo 3
Hoje fazem seis meses desde que a Nana terminou comigo por nada. Ela usava o fato de eu ser mais nova para não assumir nosso relacionamento e poder sair por aí pegando quem ela quisesse. Ela nunca entendeu que eu queria ficar com ela, eu estava apaixonada e o término me magoou muito. Não ter com quem conversar sobre isso me angustiava bastante e ver todo dia ela com alguém diferente me machucava. Eu pedi muitas vezes para voltar.
— Nana, amor… Pelo menos uma noite! Por favor? — eu suplicava mas ela não respondia às minhas mensagens. Suas amigas me chamavam de chicletinho mastigado, e eu ficava possessa com isso.
Descobri que ela saía com um menino aqui do meu condomínio, o Matheus, um menino bonito, todo grandão, mais velho que eu, ele devia ter a idade dela ou ser alguns meses mais velho. Ele sempre parava para falar comigo, parecia saber algo sobre nós duas, eu fiquei curiosa com o quanto ele sabia e comecei a dar papo para ele.
— Me adiciona aí para a gente jogar alguma coisa mais tarde. — eu disse num desses encontros aleatórios.
Eu sou uma pessoinha ansiosa, no dia que eu mandei ele me adicionar, o maldito não mandou uma mensagem sequer. No dia seguinte, eu lembro que caía um temporal, já era noite e eu recebi uma mensagem e conversamos.
— Letícia? Tudo bem? Desculpa a demora, tive que desligar o telefone para focar no simulado de hoje cedo e passei o resto do dia revendo o gabarito.
— Oi, está tudo bem, eu estava toda enrolada aqui com minhas coisas – menti – Tá fazendo o quê?
— Estou de bobeira agora… — falou desanimado
— Quer fazer alguma coisa? — perguntei
— Tá chovendo horrores, só se a gente ficar dentro do prédio mesmo. Você também está sem internet?
— Não sei, estou usando o 4G do celular. — eu sabia que eu tinha internet.
— Aff, ficar sem internet é horrivel… Me encontra no play? — ele fez o convite que eu queria
— Sim, em dez minutos. — desliguei correndo para me encontrar com ele.
Eu cheguei primeiro porque não consegui esperar, dei um jeito no rosto, prendi o cabelo, dei uma olhada nos fundilhos da minha calcinha de bichinhos e coloquei uma saia. Pus chinelos nos pés e parti para meu encontro. Eu queria saber da vida da Nana, o meu plano era seduzir ele fazer amizade para descobrir o quê ela andava fazendo. Ele chegou numa morosidade enorme, um jeitão lerdo, olhando em volta procurando mais pessoas no local e eu ali plantanda cheia de ansiedade. Ao me ver, deu um sorriso tão bonito que eu me senti querida por ele, senti vontade de dar um abraço. Ele me deu três beijinhos e sentamos um do lado do outro na sinuca que há muito os tacos e bolas haviam sumido. Conversamos um papo fiado e ele começou um papo longo e chato sobre eu ter que me preparar para o vestibular para não ficar muita coisa para cima da hora, e eu olhava para ele com cara de interessada concordando com tudo.
— Ah! Mas não precisa, você é muito inteligente, acho que você está exagerando nos estudos. — menti, não fazia ideia se aquilo era verdade.
— Obrigado. — respondeu educado. — Você um dia podia fazer uma tribal no meu braço bem aqui. Quanto cobra? — perguntou emendando outro assunto.
— Sei lá, nada… Para você eu faço de graça — ri me insinuando no melhor estilo kawaii.
— Nana falou que você desenha muito bem.
— E o quê mais ela falou de mim? — falei tentando manter um leve desinteresse.
— Ela quem disse que você morava no mesmo condomínio que eu, falou que um dia ela veio na sua casa e me viu.
— Ela só disse isso? — perguntei isso e senti meu estômago doer por dentro.
— Não, só isso mesmo, por que está me perguntando isso? — ele tinha cara de curiosidade.
— Por nada, ela andou um tempo comigo e depois sumiu…
— Sim, eu lembro de ver vocês juntas andando para cima e para baixo há um tempinho atrás! Vocês brigaram?
— Não, eu acho que ela fez novas amigas e esqueceu de mim, parece que ela faz isso sempre. — eu falei para envenenar o moço contra ela.
— Nossa, que chato, mas tenta se entender com ela. — disse o rapaz em tom apaziguador.
— Vocês tão saindo, não é mesmo? — perguntei enciumada mas tentando disfarçar.
— Não sei, a gente ficou algumas vezes — falou ele em tom pensativo.
— Transaram? — perguntei secamente.
Nesse momento o rapaz pareceu ter tomado um soco, se levantou da mesa de sinuca tonto, olhou para um lado e para o outro completamente perdido sem reação e eu emendei:
— O quê foi? Fiz uma pergunta simples, se não quiser contar tudo bem!
— Você me deixou muito sem graça agora, foi só isso. É que eu não queria falar disso. Você gostaria de ter uma cara falando por aí que transou com você?
— Não, Deus me livre, mas posso te contar um segredo? Vem aqui pois preciso falar isso baixo.
Ele se aproximou ainda sem jeito, eu pedi que chegasse mais perto e falei bem baixo no seu ouvido tentando uma voz sexy:
— Foi ela quem tirou minha virgindade sabia? — eu sorri, um riso de maldade.
O rapaz olhou para mim de olhos arregalados, sua boca demonstrava um sorriso e espanto. Em um ato involuntário percebi que ele apertou seu pênis por cima da bermuda e depois disfarçou pois percebeu que eu vi ficando sem graça.
— Eu não acredito! — ele tentava mostrar espanto mas era somente uma deixa para que eu falasse mais.
— Sim, a gente transava todos os dias. — era mentira, era bem pouco e na maioria das vezes era só pegação mesmo.
Meu plano era simples, eu ia queimar ela com fama de sapatão na escola, e se meu nome surgisse eu ia contar pros meus pais e chorar muito e ninguém ia acreditar que isso era verdade. Em cidade do interior essas coisas são terríveis.
— Eu sei que você quer me perguntar um monte de coisas garoto, mas como cortesia vou responder somente uma pergunta. — galei como uma esfinge fazendo ele pensar um pouco.
— Tá! Vocês se pegavam assim, “completão”, de se chupar, esfregar, dar dedada e tal? — perguntou ele ficando animado com a conversa.
— Meu amor, você acha que lésbica transa como? — disse soando experiente. Ela foi minha única transa na vida.
Ele ficou de frente pra mim ao meu lado encostado na mesa de sinuca onde eu estava sentada, achei que ele estava excitado e tentava esconder. De vez em quando ele disfarçava para dar uma ajeitava sem que eu percebesse.
— E vocês transaram ou não? — perguntei novamente, agora ele não poderia negar responder.
— Não, ela não quis, a gente ficou em uma rala e rola só. Nada mais que isso.
— Boquete?
— Não
— Tu chupou ela?
— Não…
— Eu chupei…
— Garota!
— Boca, peito, cu e boceta. Você não sabe o quê tá perdendo!
— Não que eu não queira né… Ela quem não quis.
— Eu posso te ensinar como ela gosta se você quiser…
— Como assim ensinar? Mostrar como ou falar sobre? — ele perguntou mas já sabia o quê eu queria dizer.
— Se você quiser eu mostro, ela gosta de mandar, então eu vou mandar em você. Mas só se você quiser.
— Tu é maluca!
— Era o quê ela dizia.
— Tá bom, eu quero… Como vai ser?
— Fica aqui pertinho do meu lado. — disse
Desci da mesa retirando a minha calcinha rapidamente e colocando ela no bolso de trás da saia, senti o vento frio contra a pele quente e molhada entre minhas pernas. Eu estava com uma confiança que há muito tempo eu não tinha. A Nana plantou uma semente do desejo que nunca parou de crescer. Eu ia dar para o homem dela por vingança.
Eu sentei novamente na mesa, ele me olhava atento e curioso, vigiava o entorno e julgava se ali era seguro. Coloquei uma perna em cima da mesa, não mostrava nada mas deixei ele entender o quê eu fazia, coloquei a mão dentro de mim, uma leve masturbação para molhar meus dedos…
— Sente meu cheiro — provoquei estendendo a mão.
O menino apertava a cabeça do seu pau por cima do short onde tinha um ponto molhado denunciando que ele expelia o que eu queria provar.
— Chupa meu dedo — ordenei.
Ccomo um bezerro tímido ele chupou, sua língua me dava tesão nos dedos, sua respiração estava alta.
— Quer mais ? — perguntei.
Ele assentiu que sim, eu peguei dois dedos de sua mão e fui colocando dentro de mim, não permiti que ele desviasse o seu olhar do meu. Eu empurrava os seus dedos para dentro de mim com força, segurando seu pulso lhe guiei num vai e vem lento. Meus olhos reviraram-se por um instante. Seus dedos grossos dentro mim me faziam sentir um prazer gostoso. Eu retirei e lambi seus dedos enquanto o olhava. Ele se apertava por cima do short e não falava nada.
— Que tanto você aperta ai menino? — perguntei maliciosamente.
Enquanto terminava de chupar seus dedos, apertei seu pau para saber o tamanho por cima do shorts, fiquei preocupada tentando calcular se aquilo caberia dentro de mim e se ia doer, não queria parecer inexperiente para ele. Queria fazer de um jeito que se ele contasse ninguém acreditaria em uma única palavra.
— Vem! — dei a ordem me encaminhando para as escadas que davam para a piscina do prédio, com aquela chuva toda e o frio, ninguém iria ali.
— Senta — ordenei enquanto ajeitava minha saia mais para cima para ter mobilidade.
— Deita, se inclina para trás, coloca a nuca na escada. — fiz com quê me obedecesse em silêncio.
Ele não entendeu o quê eu pretendia, passei por cima dele e me acocorei sobre o seu rosto esfregando minha boceta em seu rosto. Na hora eu ri do que estava fazendo, achei engraçado, nunca tinha pensado em fazer isso. Eu sentei com vontade e algumas vezes ele precisava me afastar para poder respirar, ele ia lambendo o que eu colocava ao alcance da língua dele, enquanto ele chupava meu clitóris sentia seu nariz cutucando a minha bunda. Depois me empinei toda tentando me posicionar em sua boca, sua barba mal feita me arranhava toda.
— Eu preciso me segurar para não gozar agora, eu não posso gozar agora… — pensava.
Tarde demais, eu comecei um ritmo forte, esfregando com força, punindo ele ao ponto de ouvir sua cabeça batendo na quina do degrau. Gozei.
— Seca, anda… seca tudinho, quero nada escorrendo de mim quando eu andar. — ordenei para meu macho indefeso, maltratar homem era a minha coisa favorita à partir de agora.
— Levanta.
Ele não falou uma palavra, só obedecia as minhas ordens. Eu me sentei na escada, peguei seu pau e pela primeira vez tinha um pau na mão. Era quente, duro mas com a pele macia, parecia coberto de camurça, ele não tinha a pele na cabeça, e era grande. Tentei usar a mão para medir, “As bolas” – Lembrei. Sempre tive curiosidade, fiquei ali olhando para aquilo tudo e me dei conta que eu não sabia como fazer aquilo direito. Iniciei uma punheta para ele. Devia estar bom, ele gemeu.
— Quero que goze na minha boca tá?
— Tá bom, tá bom. — gaguejou em resposta.
Comecei dando uma linguada na cabeça, mas antes de pôr a boca eu dei uma cheirada para ver se não estava fedendo, minhas amigas diziam para sempre fazer isso. Estava com um cheiro de excitação, aquilo mexeu comigo. Eu tentei fazer como eu vi nos filmes pornôs, punhetinha com a mão molhada, chupada na cabeça e de vez enquanto enfiava mais dentro da boca. Antes de dar tempo de eu começar a entender o quê eu estava fazendo senti o primeiro um jato que foi direto na minha garganta e me fez engasgar e depois um gemido abafado por um braço. Foi rápido, eu não consegui ver aquilo vindo. “E agora eu engulo?”. Eu engoli e aquilo ficou arranhando a minha gargannta um tempão depois. Mas eu gostei.
— Porra, seu filho da puta, sem avisar? — eu não sabia se existia a regra de avisar, mas achei pertinente fazer essa reclamação.
— Cara me perdoa, eu não consegui me segurar, não deu nem tempo.
Eu não estava nem aí na verdade, me fingi de ofendida sem nenhum motivo, eu tinha gostado de deixar o rapaz em tamanho descontrole. Eu vesti minha calcinha, dei um beijo no rosto dele e avisei que ia embora. Ele não sei se concordou.
— Gostei do seu pau! Tchau. — Virei para o corredor no fim da escada e fui embora para casa.
continua