Capítulo 12
Essa parte da história quem vai contar sou euzinha, sabe por quê? Porque aquelas duas idiotas encheram a cara de cachaça e provavelmente nem lembram do que aconteceu direito. Aposto que a Nana ia vir aqui contar tudo do jeitinho dela, como se eu fosse uma criança retardada que não entende nada. Ah, mas dessa vez não.
Acredita que ela veio com uma história absurda? Disse que a tal da Giovana, aquela amiga metida dela, queria me pegar. Como assim, me pegar? Eu não sou brinquedo de ninguém, não. E olha, eu sei que pareço uma bobinha, mas eu queria um namorinho sério com a Nana, desses bem fofos, de andar de mãos dadas e dar beijinho na testa. Só que ela nunca me leva a sério. Nunca.
E quer saber o pior? Não adianta, isso não vai mudar nunca. Eu podia tatuar na minha testa “sou sua namorada, sua otária”, que ela ia rir e continuar me tratando como uma pirralha sem jeito. Mas tudo bem, eu sei jogar também.
A Giovana não é nenhuma deusa grega, mas bonitinha ela é, vai. E, olha, eu tenho quase certeza que ela já foi a ex da Nana, mesmo que a otária nunca tenha assumido. Mas tudo bem, porque eu sei que a Nana gosta dela como amiga, e isso me deixa bem tranquila. Tranquila mesmo.
Quer dizer, até ela vir com essa conversa fiada de “todo mundo se pegar” do nada. Aí eu fiquei mega curiosa. Mas coragem pra isso? Meio complicado. Eu queria? Óbvio. Aliás, quero. Mas eu não ia ser idiota de dar esse mole e assumir isso na frente da Nana, porque conhecendo aquela vaca, ela ia jogar isso na minha cara até o dia da minha morte. Então fiz o quê? A putinha inocente, claro. Fui seguindo as pistas, fingindo que não entendia nada.
Agora, me responde: por que cargas d’água, de uma hora pra outra, a Nana começou a perguntar tanto sobre quando eu ia menstruar? Nunca na vida dela se importou com isso. E eu, esperta que sou, sempre dizia que não sabia, que minha menstruação atrasava, essas coisas. E era batata. Sempre que eu respondia, ela fazia uma cara pensativa, ficava lá, ruminando as ideias dela, e logo depois puxava assunto sobre essa Giovana aí. Tava na cara que ela tava aprontando alguma coisa. Só me restava descobrir o quê.
Lá na casa, naquele dia, eu lembro direitinho: a Nana me encurralou e começou a me chupar sem a menor cerimônia. E eu tremi na base, não de tesão, mentira, também de tesão, mas de puro nervoso. Porque eu achei, do fundo da minha alma, que ia começar o bundalelê ali mesmo, no exato momento em que a Giovana abrisse aquela porta do banheiro.
Mas como eu sou ligeira, dei um jeito de fugir rapidinho. Só que aí, quando olhei pra trás, as duas estavam me encarando por um tempão, como se eu tivesse feito alguma coisa errada. E eu, lerdona, só fui entender depois: meu rego tava pra fora e as duas tavam me manjando descaradamente.
Aquilo me acendeu por dentro de um jeito… nossa. Deu uma vontade louca de abrir as pernas e soltar um “querem olhar, suas cadelas? Então olhem”.
Mas né, sou cagona às vezes. Falo muito, mas na hora h, nem sempre sustento. Homem, pelo menos, é bicho burro, fácil de atiçar, qualquer coisinha já tão babando igual cachorro na frente do açougue. Agora mulher, mulher é outro nível. Mulher enxerga além. Isso me dá um medinho.
Depois desse momento quente, chegou a cachaça. Vodka colorida, um tal de frutas vermelhas. Elas diluíram com água, gelo, botaram um limãozinho e começaram a virar achando que eram russas.
Eu bebi também, claro, e tava até que bom, mas sinceramente, não curto muito essas paradas. Meu estômago é fraco.
Então fiz o quê? A espertinha. Fingi que tava acompanhando, mas sempre que dava, ou enchia o copo de gelo pra parecer que tava bebendo, ou dava um jeito de jogar fora sem elas perceberem. Eu ia deixar aquelas duas ficarem doidas, mas eu ia ficar lúcida. Porque alguém nessa casa precisava estar no controle, né?
Até que, quando o álcool bateu de vez, as duas começaram um showzinho no quarto. Dançavam, riam, e do nada, alguém cismou de mostrar os peitos. Aí pronto. Festa feita. Pegavam no peito uma da outra, riam, faziam graça. Duas sapatonas ridículas.
— Lelê, cadê os seus? Mostra pra gente.
Eu mostrei morrendo de vergonha.
— Yaaaaaaaah! — as duas comemoraram, feito duas malucas.
E eu? Eu só ria sem graça, fingindo que tava achando tudo normal.
Ficaram nessa palhaçada um tempo, brincadeirinhas idiotas, até que a Lelê veio pegar meu copo e, do nada, me tascou um beijo. O gosto de álcool na boca dela? Horrível. Mas ela tava doida, no cio, completamente sem cerimônia.
E aí veio o grande momento. Sem aviso, sem introdução, sem nada, ela enfiou a mão entre minhas pernas e deu um tapa na minha boceta, passando um dedo no meio como se estivesse fazendo um carinho muito especial. Mas, na real? Foi só ruim mesmo. Devia achar que tava me agradando.
E quer saber? Eu deixei.
Eu ficava excitada de ver a Nana doidinha assim, no cio, igual uma cadelinha. Mas ainda tava com um pé atrás com a outra. Se fosse só a Nana e eu, eu estaria amando.
— Bebê, chupa aqui, chupa — falei, apontando pra minha boceta.
E olha, eu preciso dizer: minha boceta faz a alegria de qualquer pervertido. Eu tava lisinha, sem um pelo, e como sou branca demais, todas as partes dela têm um tom diferente de rosa. Quando eu fico no clima ou alguém mete a mão, ela fica bem avermelhada. E eu sou toda pequenininha, nada de peles sobrando, e como só uso roupas leves e não me depilo com gilete, minha pele é macia e sem aquelas crecas nojentas que algumas meninas têm.
Me ajeitei na cama da Nana, abracei um bichinho de pelúcia dela — por quê? “he he he” — e deixei ela tirar minha calcinha. No rosto, coloquei aquela máscara de menininha inocente que eu sabia que ela amava.
E ela veio. Veio feito um animal feroz, começando a lamber do meu joelho e subindo devagarinho pelas minhas coxas. Eu me arrepiei inteira. Quando chegou perto, meteu uma lambida quente e babada que fez minha barriga dar um pulo. Eu juro que quase gozei ali mesmo. Tava muito bom. Sentia alguma coisa forte correndo dentro de mim, algo quente, estranho. Não era nervoso, era uma sensação diferente. Errada. Não sei explicar.
A Giovana tava ali, de pé, segurando um copo ou sendo segurada por ele, sei lá. Completamente paralisada. Nem piscar a desgraçada piscava.
Então eu olhei bem no fundo da alma dela, daquele jeito provocativo que eu sabia que mexia com as pessoas, e soltei:
— Minha pepeca tem duas bandas, Giovana. Você fica com um lado e a Nana com o outro.
— E o meio, Lelê? — perguntou a Nana, já toda babada de mim.
— Vocês que se matem, suas sapatonas.
Aquele touro era grande demais pra peoa aqui montar. Quando a Giovana dividiu o espaço com a Nana entre as minhas pernas, coitado do ursinho de pelúcia, eu quase botei o estofado dele pra fora de tanto que apertei. Meus dedos cravavam na pelúcia como se fosse a única coisa que me mantinha presa na realidade, porque o resto do meu corpo já não era mais meu. Eu não conseguia nem sentir exatamente onde cada boca tava, porque o prazer simplesmente não deixava. Tudo ali estava sensível demais, minha respiração saía pesada, como se eu tivesse com muita raiva, e eu só conseguia xingar palavrão atrás de palavrão.
A coisa ficou mais intensa quando uma das duas resolveu enfiar os dedos em mim com brutalidade. Foi uma invasão sem piedade, um choque que veio do nada e me fez arquear as costas de tanto tesão. O dedo tinha unha, então era a puta da Giovana com aquelas unhas escrotas e cafonas dela. Machucou? Machucou! Mas era gostoso demais. O contraste do incômodo com o tesão me fez sentir um calor alucinante subindo pela espinha, como se eu fosse explodir.
A Nana travou a boca no meu clitóris e ali eu morri.
Eu tava escancarada, joelhos quase batendo no meu próprio peito, completamente exposta, aberta pra tudo que aquelas duas quisessem fazer comigo. Levei tanta linguada no cu e na boceta que eu não resisti. Meu corpo inteiro gritou em alerta e eu gozei. Mas não foi um gozo qualquer. Foi um abalo sísmico, uma destruição total. Veio de dentro, arrancando cada pedaço de mim, destruindo qualquer pensamento, me reduzindo a nada além de sensação pura.
Eu gritei. Gritei sem medo, sem vergonha, sem limite. Minha visão escureceu por um instante, meu corpo ficou rígido, travado, e eu senti as ondas de prazer se espalhando como um choque elétrico. Meus dedos dos pés se curvaram, minhas coxas tremiam descontroladamente. Minha boceta latejava como se tivesse vida própria, mandando ondas e mais ondas de prazer pelo meu corpo inteiro.
E foi tão absurdo que meu corpo rejeitou qualquer outro toque. Tentei me afastar, mas minhas pernas já não obedeciam. No desespero, fiz um movimento ridículo, quase uma bananeira, tentando levantar ainda mais as pernas e fechar minha bunda, como se isso fosse impedir as duas de continuarem. Eu tremia inteira, sem conseguir falar nada além de gemidos descontrolados, minha pele arrepiada em cada centímetro.
Foi exagerado, foi insano, foi bizarro.
Quando finalmente consegui respirar, meu corpo ainda pulava em pequenos espasmos involuntários. Meus músculos pareciam que tinham sido sugados, minhas pernas estavam bambas, minhas mãos tremiam. Eu não sabia se ria, chorava ou pedia socorro.
Então eu soltei a primeira coisa que me veio à cabeça, com a voz fraca, mas cheia de satisfação.
— Pronto, suas filhas da puta… Tão satisfeitas? Se peguem aí e me deixem descansar.