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1039 palavras
5 minutos
Uma calcinha de lado

Capítulo 11#

Eu nunca tinha pensado muito em transar com três pessoas até a Giovana me atiçar com a ideia de chamar a Lelê para um rebuceteio. Depois disso, não consegui mais tirar a cena da cabeça. Sempre que pensava, ficava encharcada. Talvez fosse o fetiche meio corna, sei lá.

Lelê era uma coisinha linda, daquele tipo que me pegava pelos olhos. Pequena, angelical, mas cheia de veneno. Já a Giovana era um furacão. Não era das mais bonitas, mas tinha uma presença forte, um brilho, uma coisa diferente… Não sei explicar.

Se eu quisesse que aquilo desse certo, teria que coordenar tudo direitinho. Nenhuma das três podia estar de chico no dia, senão já complicava tudo. Também não insisti mais com a Lelê. A ideia era que, na hora H, ela entrasse no clima e rolasse naturalmente. Mas como fazer isso acontecer? Não fazia ideia. Teríamos que improvisar, e isso me preocupava porque ela era um verdadeiro campo minado.

O lugar também era um problema. Se fosse só nós duas, até dava para segurar os gemidos, mas três mulheres juntas? O primeiro gemido mais alto e minha mãe ia descobrir que a gente estava colando velcro no meu quarto de porta trancada. Ia dar muita merda.

Minha mãe, aliás, de certo já desconfiava de mim há tempos. Só não falava nada. Eu sou bi, então era mais fácil despistar. De vez em quando, aparecia com um menino por aí, e isso ajudava a enganar.

Entre achar um lugar e esperar a menstruação passar, demorou mais de um mês para conseguirmos marcar a data. Giovana estava decidida a fazer acontecer, enquanto Lelê nem imaginava o que estava por vir.

No fim, ia ser na minha casa mesmo. Meus pais viajaram no fim de semana, e eu falei que ia ficar com as meninas lá. Eles nem questionaram, inclusive ligaram para os pais da Lelê pedindo para ela poder ir e se possível,, ficarem de atentos à gente, caso tivéssemos algum problema.

As duas chegaram quase juntas no sábado depois do almoço. Eu já estava num fogo difícil de explicar. Toda hora precisava ir ao banheiro me limpar. Sentia o caldo escorrer e secar, minha calcinha parecia que tinha uma camada de cera.

“Gente, eu tenho que me controlar, mas tá foda assim!”

Ficamos no meu quarto, que era nos fundos, ouvindo música e fazendo as pataquadas de sempre. De vez em quando, eu tentava dar uns pegas na Lelê pra ver se ela se soltava, mas nada…

— Você tá estranha, garota. Nunca gostou de me beijar na frente das suas amigas e agora parece que quer que ela veja tu me comendo — disse Lelê, desconfiada.

— Para, garota. Você não sabe o que quer. Eu beijo e você reclama, eu não beijo e você reclama também — rebati.

— As duas vão começar a brigar? — Giovana cortou, revirando os olhos. — Ei, a gente podia comprar umas coisinhas pra beber, hein?

O olho da Lelê brilhou. Ela nunca tinha bebido de verdade na vida. Isso me preocupou um pouco. Não queria acabar a noite segurando o cabelo dela no vaso.

— Chevete? Chevetão? — falei, zoando.

— Porra, amiga, dá pra comprar umas coisas melhores. Pede pelo app aí, a gente racha depois — Giovana respondeu, revirando os olhos.

O dinheiro que minha mãe deixou pra pizza ia virar cachaça.

Lelê me puxou pro canto assim que Giovana foi ao banheiro.

— Nana, cês tão tramando pra todo mundo se pegar, né?

A filha da putinha era esperta. Pegou no ar. Difícil enganar a fedelha.

— Ah… A gente pensou nisso, mas você disse que não quer — soltei de leve, vendo onde aquilo ia dar.

— É que eu tenho ciúmes de você.

— Ah, é? Então ela pode pegar você, mas não pode me pegar? Porque, ó, ela já me pegou várias vezes… Qual a diferença?

— A diferença, sua puta, é que agora você é minha namorada — falou a loirinha, ficando vermelha como um tomate.

— Sou, é? E por que a gente não faz isso pra apimentar o namoro?

Falei isso com um sorriso malicioso e um beijinho leve nela. Lelê, desconfiada, aceitou.

— Deixa eu ver se você tá gostando da ideia.

Minha mão desceu direto pra debaixo da saia de bichinho azul que ela usava. Meus dedos, já acostumados com aquela anatomia, driblaram a calcinha até encontrar a pele lisinha e macia… Mas, infelizmente, seca como um deserto.

— Tá seca, mulher?

— Tô, uai. Tu acha que eu sou bebedouro? Aperta e sai água? — disse ela, petulante, cruzando os braços e batendo o pezinho.

— Posso apertar o botão pra ver?

— Ela vai sair do banheiro… — falou nervosa.

— Rapidinho.

Me ajoelhei na frente dela. Enfiei a cara debaixo da saia e fui direto procurar aquela bocetinha pra lamber. Sempre adorei chupar ela quando ainda tava sequinha. Gosto de sentir umedecer sob o meu toque, me dá tesão, um senso de poder sobre outra pessoa. Mas dessa vez, ela não tava muito colaborativa. Normalmente, já teria empinado pra frente, toda arreganhada e rebolativa. Dessa vez, nem um gemido saiu da boca dela.

Eu precisava de mais tempo. Rezava para que Giovana demorasse no banheiro. Ela podia morrer lá dentro se quisesse. Lelê tinha acabado de soltar o primeiro gemidinho, e aquilo me arrepiou inteira. O gosto do seu sexo começou a mudar devagar, ficando mais intenso. Aqui e ali, ela deixava escapar uns ais baixinhos entre um sorriso bobo, toda meiguinha.

A coisa estava realmente ficando quente quando, de repente, a porta do banheiro se abriu. Só deu tempo de Letícia abaixar a saia às pressas.

— Que foi isso, hein? Peguei no flagra! O que as duas piranhas estavam aprontando? — Giovana perguntou, com um sorrisinho de canto.

Joguei um olhar malicioso para ela e respondi sem cerimônia:

— Eu tava chupando a minha mulher.

— Hmmm… Que delícia. É verdade, Lelê? — provocou Giovana, cruzando os braços e encarando a loirinha.

Lelê, vermelha como um tomate, se jogou na cama tentando esconder o rosto. Ria nervosa, sem conseguir soltar uma palavra sequer. Nem percebeu que seus fundilhos ainda estavam à mostra e que a calcinha continuava arrastada para o lado. Por mais que eu já tivesse visto aquilo mil vezes, a cena surreal se mostrava tão deliciosa, que tanto eu quanto Giovana ficamos mudas observando como taradas aquela corpo sem modos na minha cama.

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