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1770 palavras
9 minutos
Os dedos de May

CapĂ­tulo 1#

May tinha um namorado e todos sabiam, inclusive eu. Ela tinha interesse em mim e as pessoas percebiam isso, tanto que falavam pelos corredores. Alguns amigos vieram me perguntar se eu a pegava e falavam de como o namorado dela era um corno. Eu não gostava disso; traição, para mim, não é uma coisa legal, e eu não queria, de forma alguma estar envolvido nisso. Como ela fazia parte do meu grupo de amigos próximos, sempre estava conosco nos bares ou em reuniões de amigos. Às vezes, seu namorado vinha; era um sujeito bonito, mas sem brilho; tinha um jeito acanhado, mas chamava a atenção das meninas. Eles eram muito bonitos, formavam um belo casal, mas eu acho que ela não o respeitava nem um pouco; na verdade, tratava-o como um lixo, “Homem tem que ser tratado assim”, dizia ela muitas vezes em público, na frente do seu namorado, que sorria sem parecer se importar.

Na terça à noite, depois da faculdade, ela veio à minha casa sem pretexto. “Cabeção, estou passando aí!” era a mensagem dele no programa de mensagens. Arrumei um pouco a bagunça na cozinha, passei um pano na sala e estava ótimo. Ela era de casa, sempre vinha sem avisar. Chegou com várias garrafas nas sacolas: alguns destilados pela metade, umas três garrafas de vinho, um engradado de latinhas e, para matar a fome, salgadinhos.

— Tu quer mesmo ter um coma alcoólico? — perguntei, espantado, com a quantidade de bebida para uma terça-feira.
— Não, meu pai tirou essas garrafas do bar dele; ninguém vai beber isso lá em casa, como a gente sempre está aqui. Eu trouxe para cá logo! — falou ela, explicando sua estratégia.

Sentamos no chão da sala e fizemos o que sempre fazíamos: conversamos, jogamos baralho, assistimos a vídeos no YouTube, etc. Depois de misturarmos vários tipos de bebidas de marcas diferentes e já estarmos meio altos, ela olhou para mim e sugeriu:

— Verdade ou consequência, vamos! — eu pergunto. Depois, você pergunta.

Eu cocei a cabeça; não tinha muito o que saber dela, já havíamos confidenciado quase tudo um ao outro.

— Eu começo! — gritou ela e perguntou — Eu sei que tu não é gay, mas teria coragem de chupar um pau se tivesse numa suruba?

— Sei lá, acho que não! Não… Não, cara! — respondi, chocado. Era a minha vez e eu não sabia o que perguntar; acabei perguntando coisas que ela já tinha me contado, mas ela ficou brigando comigo por minha falta de criatividade para perguntas.

— Tu quer que eu pergunte sobre o que? — perguntei, irritado.

— Você tem que perguntar algo que coloque a outra pessoa desconfortável… — falou ela, professoralmente.

Naquele momento, eu pensei que, se perguntasse a coisa que eu queria, ela iria embora da minha casa na mesma hora.

— Tá, sei lá, confessa uma fantasia mais depravada e absurda que se passe na sua cabeça… — fiz uma pergunta clássica.

Ela pensou…

— Nossas são tantas! — falou ela, rindo, enquanto enchia nossos copos.

— Olha, eu queria transar com o Tato e com mais um cara, e eu queria ver o outro cara enrabando o moço! — ela falou isso com a maior simplicidade da face da terra.

Eu quase cuspi o que estava na boca; dei gargalhadas seguidas do que ela disse:

— O problema é ele concordar com isso — disse eu, tentando defender o cu do moço.

— Mas ele concordou, eu só preciso achar alguém. — E ainda completou:

— Eu quero dar para dois caras ao mesmo tempo e quero que alguém o coma na minha frente. — ela falou isso, seriamente.

Eu não tive reação; fiquei mudo. Ela estava olhando para mim, tentando imaginar o que eu estava pensando, mas, mesmo que tivesse o poder da telepatia, não conseguiria, pois meu cérebro parou de funcionar por algum momento.

— Ok, sua vez então de perguntar. — falei, tentando prosseguir com o jogo para abstrair aquela informação.

— Deixa eu ver… Estou pensando… Se eu quisesse te dar agora, você me comeria? — perguntou ela.

O que estava na minha boca voltou para o copo e eu engasguei.

— Claro que não, garota, tu tem a porra de um namorado! — briguei com ela.

— Ah, é só por isso? — falou ela com cara de desafio, sacou o telefone, discou um número e colocou no viva-voz.

— Tato, é May, amor, tudo bem? Olha só… Eu vou dar para um cara aqui, mas ele está de frescura porque eu tenho namorado… — falou ela, reclamando de mim no telefone com o namorado.

— Tá bem, amor, fala para ele que eu deixo, não tem problema. — dizia a voz do outro lado da linha.

Ela desligou o telefone e me olhou.

— Resolvido? — falou ela, inquisitorialmente.

Na hora, eu achei que isso era uma pegadinha; esse pensamento tirou o meu nervosismo. Eu comeria ela fácil; na real, ela era bonita demais. Arrumada, ficava espetacular. Confesso que, depois daquilo, eu comecei a querer, mas não sabia como conseguir, por mais fácil que parecesse ser.

— Sua vez de perguntar. — falou ela, dando continuidade ao jogo.

— Hummm… Você já se masturbou pensando em mim? — perguntei, confessadamente curioso com a pergunta repentina que veio à minha cabeça.

— Eu não vou responder. — disse ela, categoricamente.

— Garota, por que você não quer responder isso se já falou coisa muito pior? — perguntei, desorientado.

— Eu posso responder tranquilamente, mas eu escolhi não responder porque eu quero saber o que você vai me dar de consequência. — ela usou essas palavras, revelando seu plano maquiavélico.

— Pois então… tira a blusa; por três rodadas, eu quero ver seus peitos ao vento.

Ordenei a tarefa, rindo, enquanto ela obedecia sem reclamar. Ela sacou a blusa, desabotoou o sutiã e jogou as duas peças para o lado. Seus peitos eram de tamanho médio, muito firmes, excessivamente empinados e pontudos, desafiando a gravidade. Seus mamilos, de um tom rosado escuro, eram bem desenhados. Na hora, meu pau deu sinal de vida.

— Oi, rapaz, o olho é aqui em cima. — falou ela, brincando.

Era a vez dela de perguntar; ela pensou por um tempo…

— Joana, Clara e Cláudia, quem dessas você chamaria para um ménage comigo?

Era fácil responder: sua pergunta era uma armadilha; não importava nenhum dos nomes, ela sabia o que eu achava de cada uma; ela só queria afirmar que eu transaria de alguma forma com ela.

— Não vou responder também, quero consequência. — falei, petulante.

— Deixa de ser crianção, vai estragar o jogo. — protestou ela.

— Então, tá bom: pega o meu celular, vá no banheiro e tira uma foto do pau duro pra mim. — mandou ela.

— Eu não vou no banheiro tirar foto do pau; meu pau não está nem duro. — choraminguei com a ordem.

Na verdade, eu estava meia bomba; a visão dos peitos dela soltos me dava um puta tesão. Eu poderia pegá-los a qualquer momento, mas tinha que fazer aquele joguinho que ela propôs.

— Eu mostro aqui, quer ver? — perguntei.

— Eu quero ver duro. Mole não. — negociou ela, com cara de safada.

Eu sentei no sofá enquanto ela estava no chão; abaixei o short, peguei meu pênis e me masturbei levemente, brincando com ele. Ela não desviava o olhar um segundo.

— Anda, deixa bem duro. — pediu ela.

Não demorou muito; ela chegou mais perto de mim, terminou de tirar meus shorts e abriu um pouco minhas pernas, puxando-me para a ponta do sofá.

— Agora sim, tá duro; posso tirar uma foto? — pediu ela, e eu consenti.

Ela tirou algumas fotos, tentou vários ângulos; parecia se divertir com aquilo, mostrou-me para aprovação e deletou as que não queria.

Eu me masturbava lentamente para mantê-lo ereto e olhava a atividade dela. Quando ela terminou, ficou de joelhos no chão, jogou o celular no sofá com desdém, segurou o meu pênis e começou a chupar. Eu não falei nada. Primeiro, ela colocou toda a glande dentro da boca e deu um chupão forte que me fez tremer. Depois, ficou lambendo a cabeça e me masturbando, ao mesmo tempo, lentamente. Desceu, lambendo até a base, e com a língua brincou com as minhas bolas. Sua língua estava gelada pelo álcool e minha pele sentia o frescor de sua lambida.
Ela acelerou tudo; enfiou o meu pau em sua boca e tentou engolir o máximo que podia. Ela conseguia enfiá-lo fundo na garganta; eu podia sentir toda a boca envolvendo o meu pau.

Ela pediu que eu viesse mais para a ponta do sofá e mandou que eu levantasse as pernas, como um frango assado.

— Tá com o cu limpo? — perguntou ela, rindo.

— Sei lá, cara… Não inventa. — falei, interrompido pela lambida que eu tomei bem no meio da minha bunda. Senti um frio quando ela lambeu meu cu enquanto me masturbava e arranhava as minhas bolas.

— Não tranca, relaxa. — mandou ela.

— Quero ver ele relaxado… — respondeu ela.

Não dava; eu estava tenso, era gostoso, nunca tinha recebido aquilo. Fui me ajeitando na posição, me abrindo mais, e ela lambia com sofreguidão; eu estava quase gozando, quando ouvi o som de uma cuspida e senti algo quente escorrendo abaixo do meu saco; senti uma ponta de dedo. Quando ele entrou, senti um incômodo; me tranquei de uma forma que estrangulasse seu dedo.

— Se trancar assim, vai se machucar; relaxa… — falou ela, tentando me acalmar.

Seu dedo girou dentro de mim e procurou um lugar específico na parte superior interna; tive vontade de fazer xixi na hora. Eu estava realmente preocupado em mijar involuntariamente. Ela apertava algo que causava uma espécie de dor que eu jamais havia sentido; era forte e esquentava meu abdômen. Ela fazia movimentos circulares, entrando e saindo.

Eu não conseguia segurar; eu gemia e xingava alto. Senti-me como uma mulher tendo um orgasmo pelas mãos de um homem. Ela voltou a me chupar com força; tudo foi forte, tudo foi rápido; todos os meus dedos estavam contorcidos; tive câimbra nas pernas. Tentei avisar – acho que ela ouviu, mas não parou. Estiquei as duas pernas, xinguei-a, agarrei sua cabeça e fodi sua boca, jorrando minha alma dentro de sua boca.

Demorou a acabar; foi longo, mas, quando acabou, senti o incĂ´modo na retirada dos dedos da minha bunda. Ela tirou a boca e usou a lĂ­ngua para limpar o que havia escorrido. Eu havia sido vencido.

Ela levantou-se e vestiu a blusa, colocando o sutiĂŁ na bolsa.

— Essa porra me machuca. — falou ela, reclamando da peça de roupa que descartava. Eu tentei segurá-la para continuar.

— Tira a mão, jovem. Acabou, o senhor não aguenta mais nada. Tá muito tarde e amanhã temos aulas cedo; eu te ligo para a gente combinar a continuação. — falou ela, enquanto abria a porta para sair.

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