Capítulo 4
Quando eu voltei do banheiro, ele estava sentado na minha cama com o pau na mão meio que se masturbando e ainda completamente duro. Eu o peguei de surpresa quando entrei no quarto, ele parecia estar cheirando suas mãos, achei muito estranho e meio nojento, mas tudo bem. Parei um momento para olhar aquele belo rapazinho, ele era bonitinho e tinha um sorriso muito gostoso; estava vermelho de vergonha e muito pouco à vontade. Eu me senti mal por estar tratando-o daquela forma, eu devia ser sua primeira mulher. “Será que eu vou deixar algum trauma nele?” — esse pensamento me deixou preocupada!
— Bonitinho, e agora, quer fazer o quê? — Eu estava curiosa para saber o que ele escolheria.
— Posso chupar você? — eu acho que ele precisou criar muita coragem para dizer isso, ele falou gaguejando como se tivesse medo de mim.
— Pode, vem cá. Você já chupou boceta antes?
A resposta dele foi um sorriso amarelo de negação. Eu já deveria imaginar, já estava prevendo que viria a seguir, eu me deitei na minha cama abrindo as pernas para recebê-lo e ele veio para cima de mim tentando não demonstrar seu nervosismo.
— A boceta é lá embaixo, campeão.
— Poxa, por que você me trata tão mal assim? — ele falou demonstrando um sentimento de chateação verdadeira.
— A gente não tem um relacionamento para ficar discutindo agora coração, eu mando e você obedece, ou coloca as suas roupas e vai embora. Certo?
O coitado só queria me beijar e pegar nos peitos, coisa que eu não ele deixei ele fazer até o momento. Ele fez uma cara de tanto faz, eu sei que ele não gostou da resposta, mas obedeceu, no caminho ele tentou parar nos meus seios, eu quase deixei, mas queria continuar sendo má com ele. Lá embaixo ele parou e começou uma inspeção; ele nunca tinha visto uma na vida, eu dei tempo para ele se ambientar ou quem sofreria as consequências seria eu.
— O clitóris é aqui — falei mostrando o lugar com o dedo para zombar dele.
— Eu sei cara! — reclamou o menino.
E então, ele começou de um jeito bom, senti seus beijos leves nos meus grandes lábios com pequenas chupadelas, ele passava os dedos na minha virilha subindo e descendo de um jeito que me fez relaxar. Não estava sendo ruim, pelo contrário, ele levava jeito para a coisa. Era eu quem estava levemente nervosa e desconfortável.
— Começou bem… — Dei meu primeiro elogio.
— Eu sei que não é legal ir direto!
— Mas já tá falando demais, agora chupa. — Eu odeio homens que falam durante o sexo, eu sou impaciente.
De um jeito carinhoso ele foi direto ao ponto, uma chupadinha molhada e gostosa, bem relaxante. Ele parecia fazer da mesma forma como beijava, era uma boa estratégia e estava realmente me agradando; poderia ficar horas ali me distraindo com a sua boca.
— Coloca dois dedinhos dentro devagar, e fica massageando na altura do clitóris — falei orientando a sua nova descoberta.
— Eu nunca fiz isso, é legal.
— Legal? Que definição estranha!
— Tá gostando dela?
— Sim, é bonita e tem um cheiro gostoso. — Pessoas comentando sobre meus cheiros sempre me deixam um pouco desconfortável, confesso.
No meio da conversa ele foi ajeitando o dedo timidamente, ele não tinha muita segurança, mas parecia mostrar cuidado para não me machucar. Eu o guiava dentro da minha vagina mostrando onde eu gostava e ele demonstrava muito interesse em aprender.
— Aí, assim… Desse jeito! Agora coloca pressão e vai aumentando a velocidade, não precisa ter tanto medo de machucar tá?
Faltava nele aquele tesão truculento de homem que não se controla na força, mas ele ganhava na leveza do toque. Ele não se dava conta ainda, mas estava me levando a um lugar muito bom, no meu rosto aparecia aquele velho sorriso torto difícil de desfazer, dava para sentir a temperatura aumentando e um leve formigamento em algumas partes.
— Acelera isso, vai, com força!
Quando ele recebeu a ordem, pareceu entrar em fúria, coordenadamente ele começou com dedos e boca a me fazer gozar, enfiei um travesseiro na cara para não gritar com o orgasmo que vinha a galope; só que ele vinha, mas nunca chegava, e ele conseguiu me manter nesse estágio durante muito tempo até que sem pedir ou avisar ele subiu em mim e só entendi o que ele desejava fazer quando seu pau duro como pedra me invadiu de uma única vez. Um grito alto não conseguiu ser abafado pelo travesseiro, eu já não podia tomar decisões ou dar ordens, meus olhos arregalados de surpresa e prazer mostravam que a tarefa do meu algoz estava sendo bem executada, os sons secos da batida de nossos quadris eram altos. Eu gozei, forte e duradouro, e no meio dele senti algo quente sendo despejado dentro de mim. Entre movimentos tortos, o prazer ia diminuindo enquanto líquidos iam escorrendo para fora e molhando a cama.
— Eita! Tá escorrendo tudo — falou ele como se tivesse culpa.
— Não tira, deixa aí dentro, vem cá me beijar!
Eu não o queria fora de mim, me arqueei mais trazendo-o o máximo para dentro de mim e travei seus movimentos com minhas pernas num alicate, meus braços em volta do seu pescoço e fiquei ali, contemplando-o olhando nos seus olhos e dando uns beijinhos.
“Meu Deus, eu não posso me apaixonar por esse moleque!” — O pensamento me deu pânico.
Durante aquele tempo eu fui sentindo-o amolecer dentro de mim, eu não sei se era o calor do seu corpo, mas sentia meu coração aquecido. Ele era afetuoso em seus beijos e eu não estava com a menor vontade de sair dali.
— E essa coisa mole dentro de mim?
— Vai reclamar que eu gozei?
— Não, agora o senhor se comportou muito bem.
— Foi bom? Você gostou?
— Por que diabos os homens têm sempre a mania de perguntar isso? Quer nota também?
— A gente pergunta para saber se agradou, talvez?
— Você não consegue ver quando agradou?
— Caramba, dói responder?
— Ih! Já vi que você gosta de discutir uma relação hein!
Ele estava certo, às vezes a gente é chata mesmo. Entenda, me irrita um pouco esses caras que, na verdade, não querem saber da gente droga nenhuma, só querem saber se foram bem para puramente satisfazer seus egos. Para mim sexo nunca foi uma competição, tem gente que parece que quer fazer com que a próxima transa seja a melhor de todos os tempos; não é porque ele consegue ficar horas metendo sem gozar que faz com que o sexo seja maravilhoso, é a intimidade que faz isso, e a intimidade é construída com tempo na relação.
— Por que você não me deixa beijar seus seios? — perguntou curioso.
— Eu deixo, é que eu queria outra coisa de você e não queria perder tempo — mentira, eu tenho um puta nervoso no peito, são sensíveis e não queria perder o tesão com adolescente me dando mordidas nas tetas.
— Vamos limpar essa bagunça e voltar para mais um pouco?
— Já quer mais? Danadinho. Vamos comer algo primeiro!
Nós levantamos e fomos arrumar as coisas e preparar algo para comer. Tínhamos ainda um final de semana inteiro pela frente e teríamos muito sexo a ser feito.