Capítulo 5
A água quente do chuveiro deslizava pelo meu corpo enquanto eu desenhava formas aleatórias no vidro embaçado do box. Minha mente estava longe, mergulhada em lembranças do sorriso daquele menino no quarto ao lado. Só de pensar, um sorriso escapava dos meus lábios. Nos últimos dias, eu o tinha provocado de diversas maneiras – e, confesso, eu amava isso.
Ele era tímido, do tipo que desvia o olhar sempre que o contato visual dura mais de três segundos. Era quase fofo… quase. Para mim, essa timidez era o que tornava tudo mais excitante. Eu gostava da ideia de ser a causa do desconforto dele, de tirá-lo da zona de conforto. O que eu ainda não sabia era se o que me atraía era o jogo em si ou ele, com seus olhares furtivos e aquele jeito desajeitado que me fazia rir por dentro.
Enquanto o xampu escorria pelos fios do meu cabelo, eu me peguei lembrando da última vez que ficamos. Passei a mão pelo corpo ensaboado e senti um leve incômodo entre as pernas. Ele tinha deixado a marca dele – literalmente. Por mais que eu tivesse o controle da situação, ele era… como dizer… bem avantajado. A lembrança fez meu corpo arrepiar, e não era por causa da água quente. Era por causa dele. “Eu não posso ser tão burra de me apaixonar por esse moleque!”, pensei, querendo terminar logo o banho, o relaxamento da ducha acabou de imediato quando o pensamento da possibilidade de gostar dele surgiu.
Da porta entreaberta veio o som de batidas leves, seguidas por uma voz cautelosa.
— Posso entrar com você?
Eu suspirei, já com a paciência curta.
— Já terminei, pode ir… E lave essa rola direito, pelo amor de Deus.
O silêncio dele era quase palpável, como se estivesse tentando decifrar meu tom, mas não conseguiu e preferiu não responder. Isso só me deixou mais irritada. Eu me sequei com a toalha de forma brusca, esfregando a pele com tanta força que ela ficou vermelha. Era como se eu quisesse arrancar de mim o que quer que estivesse me incomodando. Mas não fazia sentido. Não havia um motivo concreto para a raiva.
Levantei a tampa do vaso sem pensar duas vezes e me sentei para fazer xixi, completamente indiferente à presença dele no banheiro. Quando ergui o olhar, vi a expressão de espanto no rosto dele. Ele havia congelado, os olhos fixos em mim como se estivesse testemunhando algo impossível.
— Que foi? Nunca viu ninguém mijando, não? — disparei, sem paciência. — E, aliás, você me machucou. Sabia disso?
Ele arregalou os olhos, visivelmente confuso. — Desculpa? Onde eu te machuquei?
— Vou te mostrar. Quer ver mesmo? — Assim que as palavras saíram da minha boca, uma ideia me atingiu como um raio. Um plano maligno se formou na minha mente, e um sorriso maldoso apareceu no meu rosto.
— Quero sim! — Ele respondeu, ainda mais confuso, mas curioso.
Levantei-me sem me secar e dei descarga, meus olhos cravados nos dele, carregados de provocação. Eu sabia que estava molhada – mas não de prazer. Apenas baixei a tampa do vaso e dei a minha ordem apontando o vaso.
— Senta aqui.
Ele sentou-se como um cordeirinho obediente ao meu comando, eu arrumei gentilmente os cabelos que lhe cobriam a testa dando um sorriso carinhoso. Deu um leve passo adiante me aproximando e o agarrei forte pelos cabelos esfregando seu rosto contra meu púbis.
— Você me machucou aqui! — esfreguei sua face mais forte ainda como se quisesse enfiar sua face inteira dentro da minha vagina.
— Você tá toda mijada garota!
— Então seca com a língua, você não é homem?
Eu me empinei mais para frente dando mais acesso às minhas partes íntimas e senti sua língua tímida, percorrendo minha pele molhada. Um calor me subiu a espinha eriçando meus seios nesse momento aplacando a raiva que eu sentia me entregando um conforto agradável. Ele fechou os olhos. Eu queria que ele me olhasse e visse o que estava fazendo, abri a mão e espalmei seu rosto com uma bofetada de alerta.
— Abre o olho, quero que você me chupe, mas me olhando!
— Aí! Garota, isso dói!
— Vai chorar, viadinho?
Não dei tempo para sua tréplica. Segurei-o pelas orelhas, puxando-o para a posição certa enquanto me ajeitava sobre ele. De pé, eu me pressionava contra o rosto dele, que permanecia sentado no sanitário, obediente. Os sons molhados do que ele fazia chegavam aos meus ouvidos, enquanto sua língua explorava minha pele, deixando um rastro de baba quente que escorria lentamente pelas minhas coxas. Às vezes, sua boca me fazia cócegas, e um cascudo rápido o trazia de volta ao lugar certo. Eu rebolava, guiando-o para os pontos que queria, e ria alto quando ele fazia caretas de nojo ao topar com algum resquício de urina.
— Isso é realmente melhor que secar com papel! — gargalhei, sem vergonha da situação. Ele tinha o rosto vermelho, uma expressão entre desconforto e submissão, mas não ousava sair dali ou protestar. Sabia que perder o prêmio — eu — não era uma opção.
Aos poucos, o garoto desajeitado começava a surpreender. Suas mãos deslizaram por baixo de mim, segurando minhas nádegas com firmeza e sustentando meu corpo com segurança. O toque inesperado me fez estremecer, sua pegada mostrando um lado que eu ainda não tinha visto. Notei que ele estava excitado, eu ainda me sentia machucada, uma ardência e desconforto no útero limitavam um pouco do prazer, mas a excitação da provocação me fazia querer mais do que ele podia me oferecer.
Deixei meu corpo ceder, escorregando lentamente até sentir a glande incomodar a entrada da minha vagina. Ele deslizou para dentro de mim de forma quase mágica, sem que eu precisasse usar as mãos. Quando me senti completamente preenchida, o rapaz se retesou por inteiro, ficando rígido como uma estátua. Seus olhos arregalados transbordavam pânico enquanto ele me encarava.
Eu permaneci imóvel, sabendo exatamente o que aquilo significava — o maldito mal tinha começado e já parecia prestes a gozar de novo. Ficamos os dois parados, ele lutando contra o próprio corpo enquanto eu ponderava que santo seria o patrono das pessoas precoces.
— Calma, não se mexe. Respira… Aqui, toma um peitinho para se distrair — provoquei, tentando aliviar a tensão com uma pitada de sarcasmo.
Ele enfiou o rosto entre os meus seios, como se quisesse se esconder ali, e começou a beijá-los. No início, relutei em permitir isso, já que homens, em geral, são péssimos nessa tarefa, e eu não queria que todo o meu tesão fosse por água abaixo. Como imaginei, sua boca tinha um ritmo fraco — não chegava a incomodar, mas também não excitava. Ele parecia querer ficar parado ali, seguro, sem se arriscar. Impaciente, precisei girar o tronco para guiar um dos meus mamilos até a boca dele.
Seu beijo sobre meus mamilos tinha um toque terno e gostoso, mas suave demais. Era um prazer relaxante, quase maternal, e isso não combinava com o momento. Afinal, eu tinha uns dezessete centímetros de carne rígida enterrados dentro de mim — e o que eu queria era fogo no parquinho, não a calmaria.
— Meu Deus, que bebê bonitinho. Olha só como ele mama! — provoquei, deixando escapar uma risada.
Nervoso, ele tentou sorrir, mas o sorriso morreu no mesmo instante em que comecei a me mover. Subi e desci devagar, permitindo que ele quase saísse completamente de dentro de mim antes de deslizar de volta. Sua boca parou de chupar, e seus lábios ficaram entreabertos, assim como os olhos. O corpo dele tremia, e, de repente, sua expressão mudou, misturando choque e tristeza, como se soubesse que estava à beira do desastre — ele gozou de uma forma engraçada.
Mais uma vez, senti meu interior molhado, mas agora era pelo jorro fraco que ele deixou escapar dentro de mim. O líquido quente escorria para fora enquanto eu ria, divertindo-me com sua expressão de desespero.
— Mas já? O que foi dessa vez? Meu Deus, é tanto tesão assim nos meus peitos? — provoquei, fingindo surpresa.
— Sei lá… é que estava muito gostoso — respondeu em um tom triste, com um muxoxo, como uma criança que sabia ter desapontado.
— E eu agora? Como você vai me fazer gozar? — perguntei, arqueando uma sobrancelha.
— Eu posso te chupar… ou você espera só um pouquinho… — disse, a voz hesitante, quase pedindo desculpas.
— Meu Deus, jovem! Mulher com você tem que ter muita paciência para ficar esperando! — respondi, revirando os olhos, mas sem nenhuma irritação real.
Eu estava me divertindo, saboreando minhas próprias provocações. A cena inteira me despertava ideias que eu sabia que colocaria em prática mais tarde. O pobre garoto não fazia ideia do que eu estava planejando. Ele nem sequer imaginava os traumas que eu estava prestes a cravar em sua mente — traumas que ele iria carregar pelo resto de sua vida.