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1569 palavras
8 minutos
Eu gosto de tapas na bunda!

Capítulo 14#

A travessura estava decidida. Eu ia sair com o plugue anal enfiado e queria ver como me sentiria. Da última vez, fiquei só no condomínio com o vibrador de controle remoto e já foi um desafio segurar a cara de normalidade. Sem contar que encontramos a Tati e tudo ficou meio estranho depois. Agora eu queria ir além. Sair de verdade, falar com pessoas, testar até onde eu conseguia manter a compostura enquanto carregava aquele segredinho dentro de mim.

Levantei, beijei o João e fui pegando minhas roupas. O short estava jogado no chão, a calcinha toda embolada. Desenrolei e já ia puxando pra vestir quando percebi que ele ainda me olhava. Primeiro achei que era minha bunda, talvez tentando enxergar o brilho da joia ali no meio. Mas não. O olhar dele era outro. Tinha algo diferente, uma avaliação, como se estivesse resolvendo um problema matemático na minha pele.

— O que foi, cara? Tá olhando o quê?

Minha voz saiu meio desconfiada, meio divertida, porque João tinha dessas. Às vezes ficava mudo, pensando em algo, e só falava quando o pensamento já estava completamente formado na cabeça dele. Só que ele demorou demais para responder e, quando finalmente abriu a boca, não veio nada que eu esperava.

— Tô pensando aqui…

Revirei os olhos. João e os pensamentos dele. Era sempre assim.

— Você só faz isso.

Joguei a calcinha no short e voltei a vestir, mas ele se mexeu antes que eu pudesse levantar. Se aproximou devagar, como quem toma uma decisão que precisa ser comunicada com o mínimo de palavras possíveis.

— Não bota a roupa.

Aquilo me pegou de surpresa. Olhei pra ele de canto de olho, tentando entender onde ele queria chegar.

— Como assim? A gente não vai mais sair?

O plano era simples. Sair, sentir a excitação de ter algo dentro de mim, brincar com isso no meio da rua e depois transar até cair. Mas agora ele vinha com essa?

João pegou minha calcinha da mão e jogou de lado, sem nenhuma hesitação. O queixo dele estava travado, uma daquelas expressões que apareciam quando ele estava absolutamente certo do que queria.

— Não, vamos sair sim. Mas antes… Você falou que eu não batia. Agora eu quero bater em você.

Eu ri, porque era o que meu cérebro fazia quando não entendia alguma coisa de imediato. Só que ele não estava brincando.

— Tá maluco, João? Como assim me bater?

Minha risada morreu antes de terminar.

Ele nem se deu ao trabalho de responder. Antes que eu processasse o que estava acontecendo, senti meu corpo ser puxado, meus joelhos batendo na coxa dele quando me colocou atravessada no colo. Minha bunda ficou empinada, com rego pro alto, vulnerável.

Senti o arrepio subir da espinha até a nuca.

— João, que porra é essa?

Minha voz saiu mais baixa do que eu queria, meio presa na garganta, meio sem saber se era pra rir ou me soltar.

Mas então ele passou a palma da mão devagar na minha pele, explorando cada centímetro, como quem escolhe exatamente onde vai bater.

E aí eu entendi.

Eu fiquei meio nervosa com aquilo, mas como eu não entendia e nunca tinha visto João daquele jeito, resolvi dar um tempo pra ver onde ele queria chegar. Ele segurava minha bunda com força, os dedos cravando na carne enquanto balançava as minhas nádegas, abrindo e fechando devagar, avaliando.

A sensação era gostosa. Diferente. Meu coração batia num ritmo meio estranho, entre a expectativa e o calor que aquilo estava me trazendo.

O primeiro tapa veio leve, na lateral da bunda, só um aviso, e eu ri meio surpresa, mas ainda sem saber qual era o jogo dele. Só que aí ele apertou mais forte, as mãos quentes dominando minha pele, e antes que eu processasse, enfiou um dedo bruscamente dentro de mim. Minha respiração travou na hora. A forma como ele fez, sem pedir, sem me preparar, fez meu corpo inteiro reagir. Arfei, as coxas se contraíram involuntariamente e a dorzinha inicial do ataque rude logo se misturou com outra coisa.

Eu gemi.

— Porra, João, assim não.

Ele não tirou o dedo, não aliviou a pressão, não recuou nem um milímetro.

— Cala a boca.

Eu levantei o rosto rápido, surpresa. João estava me mandando calar a boca? João?

A boca entreaberta, os olhos fixos na minha bunda, o maxilar travado… Ele estava sério. E pela primeira vez, eu não via dúvida, não via ele tentando interpretar minha reação pra saber se podia continuar. Ele já tinha decidido. Me deu um tapa forte na polpa da bunda, o som ecoou pelo quarto. Dessa vez, ardeu de verdade, minha pele queimava no lugar onde a mão dele tinha batido.

Eu gemi de novo, só que não foi só pelo tapa.

A pressão que eu fazia instintivamente com o cu, o dedo dele enterrado dentro de mim, a ardência que esquentava a pele… Tudo se misturava num troço difícil de entender. Eu queria afastar as pernas, queria apertar mais ainda o músculo em volta do dedo dele, queria que ele batesse de novo e ao mesmo tempo não queria nada disso.

— Pisca a boceta, pisca.

A voz dele veio baixa, quente, carregada num tom que eu nunca tinha ouvido antes.

Antes que eu pudesse reagir, ele enfiou mais um dedo dentro de mim, e não foi devagar. A pressão bruta fez meu corpo inteiro arquear, minhas pernas tremeram e minha respiração foi direto pro caralho. Meus olhos se apertaram, e eu tive que levantar o rosto pra buscar ar, porque por um segundo eu simplesmente esqueci como se respirava.

Ele não me deu tempo. Começou a socar os dedos rápido, fundo, me preenchendo num ritmo que me fazia perder a noção do que era prazer e o que era tortura. Com o polegar, ele pressionava o plugue enterrado no meu cu, e a sobrecarga de sensações fazia minha cabeça girar.

— Caralho, João, isso é bom.

Minha voz saiu meio rouca, meio perdida, misturada com um gemido que escapou antes que eu conseguisse segurar.

Mais um tapa.

Esse foi pior. Mais forte. Mais preciso.

O calor explodiu na minha pele, ardendo, queimando, enquanto os dedos dele continuavam invadindo e pressionando cada parte interna do meu corpo. Eu gemia, rebolava contra os toques dele, tentando guiar a mão pro lugar exato que fazia minha mente borrar. E sem perceber, eu também estava perdendo o controle a cada vez que ele batia.

O tesão crescia, engolindo tudo, e no último tapa, eu senti o prazer estourar tão forte que gritei antes mesmo de pensar no que ia dizer.

— Para, João! Porra, me come agora, caralho!

Antes que ele tivesse tempo de reagir, eu já estava de quatro, a bunda empinada, o corpo inteiro vibrando, olhando por cima do ombro pra ele, sem paciência, sem vergonha, sem nada além de um único pensamento na minha cabeça.

Eu não me lembro dele ter baixado as calças. Acho que ele só puxou o pau por cima da bermuda e enterrou em mim de uma vez, bruto, quente, duro. Meu corpo recebeu tudo de um jeito tão perfeito que a sensação me fez abrir a boca num gemido mudo, meu peito colado no colchão, as mãos apertando os lençóis. Eu engoli o menino inteiro, sem resistência, sem nada além da vontade de sentir ele me rasgando de prazer. E eu estava tão ligada, tão desesperada, que nem esperei ele ditar o ritmo. Fui eu que comecei a me mover primeiro, rebolando, jogando a bunda pra trás, fodendo ele do jeito que eu queria.

Era insano.

Os dedos dele ainda pareciam marcados dentro de mim, minha pele ainda ardia dos tapas, e o plugue enterrado no meu cu dava uma pressão extra que deixava tudo mais intenso. Quando eu jogava a bunda pra trás, sentia o plugue pressionando contra o músculo apertado, empurrando pro lugar certo cada vez que ele entrava fundo.

A gente socava descoordenado, ele tentando me segurar, eu querendo mais, buscando um ritmo que nem eu mesma sabia explicar. Mas João não durou trinta segundos desse jeito. O corpo dele tremeu contra o meu e eu senti o pau dele perder a rigidez por um instante e me molhar tudo por dentro reduzindo o atrito. Ele começou a meter meio torto, falhando no encaixe, como se tentasse recuperar o controle que já tinha sido levado pelo tesão.

Fiz uma careta. Se ele broxasse ali, no meio daquela loucura, eu ia matar ele.

— Não para… continua… não para, só mais um pouco…

Minha voz saiu arrastada, embriagada de prazer. Eu já estava no limite. Minha boceta tremia em volta do pau dele, puxando ele pra dentro, sugando, enquanto eu me esfregava desesperada na sensação.

E então veio.

O orgasmo me atingiu como um soco no meio da barriga. Meu corpo todo se contraiu, minha boceta agarrou o pau dele com força, e um calor alucinante explodiu na base da minha coluna, irradiando até o couro cabeludo. Eu tremi inteira, os gemidos engolidos pelo travesseiro, enquanto o prazer me rasgava por dentro. O plugue no meu cu fazia tudo mais intenso, mais insano. A pressão no músculo apertado amplificava cada contração, e a sensação dele ali, empurrando, pulsando, me fez ver estrelas.

Porra.

Meu corpo desabou sobre a cama, ainda tremendo, e eu respirei fundo, tentando voltar pro planeta Terra. João estava jogado atrás de mim ainda enfiado, provavelmente tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

Eu virei a cabeça pra olhar pra ele, meu sorriso arrastado, preguiçoso.

— Caralho, João. Eu preciso de um cigarro.

— Você fuma, Vê?

Eu olhei para ele…

— João, quando você me viu fumando? É brincadeira idiota! Vou ter que explicar a piada?

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