Capítulo 4
Já vestida, eu saí do banheiro e fui me encontrar com ele na cozinha, não havíamos comido nada e a larica estava grande. Ele preparou um café para nós dois e ficamos ali comendo e conversando sobre amenidades.
— Jão, você tá chateado comigo? — perguntei.
— Não uai! Foi só aquela parada mesmo que eu falei, pode desencanar.
— Eu tou de boa cara, meu medo é você ficar estranho comigo. Tá tudo bem então? — perguntei para confirmar!
— Sim, já disse! — falou e meu um beijo na testa.
— Então me responde uma coisa?
— Diga!
— Eu chupo bem? — eu realmente estava curiosa quanto à isso.
— Lá vem você de novo cara! Ahn, eu gostei, não tenho margem de comparação também né? — falou João sem tato algum.
Eu estava sem graça, mas eu nunca tive muita vergonha de conversar com ele sobre qualquer coisa que fosse. Eu realmente queria continuar, ainda estava sendo consumida por um fogo que não se apagou por completo.
— Então, quer dizer que somos amigos com benefícios agora, Vê? — perguntou ele.
— Sim… Mas você tem que me tratar bem, tá bom? — falei me esticando para dar um beijo nele.
— Tou comendo porra! Minha boca tá cheia! — reclamou se desvencilhando do meu beijo.
— Olha isso, eu mandei você me tratar bem — falei dando-lhe um belo cascudo na cabeça enquanto ele fazia cara de criança que fez arte.
A gente parecia ter a intimidade de um casal que há muito tempo está junto, na verdade como eu disse, nos conhecíamos desde do primeiro dia do jardim de infância. Eu estava ali conversando mas na verdade queria era estar me pegando com ele fortemente na cama.
— Caramba João, você tem camisinha? — perguntei preocupada!
— Putz, eu acho que umas duas eu devo ter…
— Deve estar vencida esse troço, tu num usa!
— Nem você garota!
— Vai lá comprar, te dou o dinheiro. — disse
— Não, eu peço pelo telefone e eles vem trazer aqui. Precisa de lubrificante?
— Eu não sei, eu me acho bem lubrificada, mas sei lá, compra. E eu não vou te dar o cu, nem adianta.
— Vai sim. Quero serviço completo. — falou vindo na minha direção se emprumando como um galinho tentando uma autoridade que não tinha.
Eu me sentei no colo dele aninhada para escolher camisinhas no aplicativos, compramos várias e ficamos nos beijando enquanto o entregador não vinha, algumas vezes a coisa começou a esquentar mas a gente parava para não acabar fazendo uma besteira ou ele ter que ir atender a porta de pau duro. A gente riu ao imaginar essa cena!
— Teu pau é grande garoto…
— Tem dezoito.
“Vai me rasgar inteira.” — pensei. Eu tinha medo, todo mundo dizia que doía e sangrava, e eu odeio sentir dor, eu nunca fui de enfiar coisas dentro de mim que não fosse absorvente, e nem isso eu gostava. Entre beijos e goles de café, o entregador chegou e ele foi receber. Ele voltou conferindo as compras com a nota, me olhou e disse.
— Sabe uma coisa que eu nunca pensei? Qual a etiqueta correta e o momento que tu vai colocar a camisinha? É antes? Tu para no meio da coisa? A mulher fica olhando o cara vestir? Camisinha se veste ou se coloca?
— Não sei, tou no mesmo barco que você amigo, mas fica tranquilo que a gente descobre! — eu falei e a gente riu.
Nossa conversa foi inteira sobre sexo, a gente falava costumeiramente antes, mas nunca entrávamos em tantos detalhes, é diferente quando você fala de sexo com um amigo e com um amante.
— Virgínia, eu sempre quis te perguntar, você se masturba muito? — perguntou ele curioso.
— Não, no máximo umas duas vezes por semana. — respondi seguramente. — E você ?
— Umas duas por dia talvez? — falou fazendo as contas!
— Garoto, é por isso que o pau de vocês é torto? — me veio essa ideia, fazia sentido para mim.
— Nada haver garota!
— Alguma dessas foi pra mim Jão? — perguntei animada.
— Algumas, confesso. — falou sem graça, a boceta piscou com a informação!
— Jão, vamos pro seu quarto?
Eu não esperei ele responder e fui puxando ele pela mão. Viemos fazendo palhaçadas pelo caminho, ele bateu na minha bunda e eu retribui com dedadas, agora os dois se protegiam para não levar uma dedada bem no meio da bunda. A porta foi trancado por nós já aos beijos, seu quarto era amplo, a família dele tinha muito dinheiro, ele tinha um quarto dos sonhos de qualquer menino, videogames, computador e banheiro próprio, a minha família não era de gente dura, mas eles tinham bem mais grana que nós.
— Deita aí! — ordenei e fui puxando sua sunga para baixo.
Seu pau ainda estava mole e eu estava mega curiosa para brincar com ele assim, e como tivéssemos uma longa amizade eu fui inspecionar sua rola que ainda não tinha acordado.
— Assim cabe tudo na minha boca. — falei com a boca cheia do seu membro flácido.
— Eu quero te chupar também, até agora eu não vi um centímetro de boceta! — reclamou ele.
Eu estava com muita vergonha disso, não sei porque, até agora ele não tinha nem colocado a mão porque eu não havia deixado.
— Agora? Aí meu Deus… — falei nervosa.
— Sim! Vem, deita. — ordenou.
Eu me deitei e ele tirou o meu vestido de praia e soltou os laços laterais do meu biquini. Imediatamente eu tapei com a mão!
— Tou com vergonha! Eu não me depilei! — falei me encolhendo.
— Uai, tu tá de biquini ai…
— É que eu tirei dos lados para pôr biquini e não para dar!
— Tem depilação de dar agora? — falou rindo.
Minha garotinha é normal, tamanho proporcional, eu não sou nenhuma desbeiçada ou pelancuda. Meu clitóris é até grandinho demais para o meu gosto, mas é muito perfeitinho. Meus cabelos são densos e bem pretos e sempre estão aparados à maquina. Eu nunca gostei de tirar tudo, raspava só o quê não deveria aparecer para fora do biquíni e estava ótimo. Queria ter depilado na lâmina os grandes lábios e a bunda, mas eu não ia parar justo agora, não estava nenhum matagal abandonado e eu tinha uma enorme confiança nele. Mas ainda sim tive vergonha!
Ele tirou minhas mãos à força e sentou-se entre minhas pernas, eu ainda lutava para ficar com as pernas fechadas, mas ele era muito mais forte que eu. Eu ria da brincadeira.
— Não quero mostrar, sai de cima de mim! Isso é estupro! — mandei.
— Pára de palhaçada cara! Deixa eu ver…
— Não. Tá. Espera…. Calma! — falei tentando ganhar tempo.
Paramos de fazer força e eu fui cedendo lentamente, eu fiquei olhando o teto do quarto enquanto ele se posicionava para o quê queria, eu estava tremendo de nervoso e vergonha. A única vez que estive deitada olhando para o teto com alguém mexendo entre as minhas pernas foi no ginecologista e nenhuma dessas lembranças era boa. Eu procurei algo na cama que pudesse usar para tampar a minha cara, não queria que ele me visse gemendo ou fazendo caras e bocas.
— Você vai me chupar? — fiz uma pergunta idiota rindo de nervosa
— Não pode? — perguntou ele.
— Faz alguma coisa pelo amor de Deus e para de me examinar, estou ficando constrangida.
E ele fez, foi um carinho desajeitado mas gostoso, suas mãos era pesadas e ásperas, mão de homem sabe! Ele veio descendo até minha virilha e ficou passando a unha ali, senti um calafrio diferente muito forte como se alguém tivesse arrancando minha alma pelo meio de minhas pernas. Ele fazia pressão nos meus grandes lábios e eu fiquei completamente relaxada, era muito prazeroso o seu toque, meu rosto estava enfiado em baixo de um travesseiro que por vezes eu mordia para não soltar um gemido, eu tinha vergonha dele me ouvir. Ele vagava os dedos entre os pequenos e grandes lábios e rodeava a entrada que eu sentia escorrer algum líquido de mim. Sempre que ele passava mais pertinho do sininho, eu me trancava esperando o toque mas ele desviava. “Será que ele sabe onde fica?” — pensava.
— Solta a parte de cima do biquini Virgínia. — mandou e eu obedeci.
À seguir, embora não estivesse vendo, percebi que ele havia mudado de posição e colocado seu rosto muito perto dela. Eu conseguia sentir sua respiração e senti mais ainda quando ele deu um beijo leve no tufo da testa. Eu me arrepiei toda e me deu vontade de me arreganhar, instintivamente eu tive o impulso de fazer, mas voltei ao estado anterior. “Eu sou uma menina comportada e não vou ficar me arreganhando toda!” — Eu era tão boba até então, mal sabia o que eu aprontaria no futuro.
Um dedo tocou meu clitóris, eu conhecia aquela sensação, mas não feito por outra pessoa. Um dedo começou a querer me invadir, entrou apertado e meio que doía de leve, mas era gostoso. A combinação dos movimentos fazia minhas bochechas formigarem e me colocaram num estado de relaxamento incrível. Eu não consigo expressar a vibe daquilo, era como se ele tivesse querendo manter a coisa em brasas e não em chamas! Se ele parasse à qualquer momento eu poderia dormir tranquila de tão relaxada que eu estava. Mas aí minha amiga, a primeira linguada a gente nunca esquece, não é mesmo? Sem aviso, senti um toque molhado me varrendo, eu soltei um ganido e dei um beliscão torcendo bico do meu peito, eu me virei pro lado e ele teve que me conter de barriga para cima e de pernas abertas.
— Aí, porra isso é bom pra caralho! Chupa vai….
Ele lambia tudo de qualquer jeito, enfiava na boca, mordia, me dava cutucão com a língua…
— Jão, mais para cima… Aí… Isso… Desse jeito! Fica aí! Mais rápido…
Nem deu tempo dele acertar e a coisa estava vindo à cavalo vindo para me atropelar, eu senti minha pepeca ficar formigando e apertar, depois me tremi igual vara verde, quando o orgasmo veio eu me debati e dei um grito. O João foi empurrado para longe ficou olhando eu ter espasmos rindo jogada na cama com a cara mais torta e feliz que uma mulher poderia um dia ter.
— Quero ir embora, estou satisfeita! — falei rindo.
— Vai me deixar na mão? — disse Jão entrando na brincadeira.
— Toca uma punheta…
Eu realmente precisava de um tempo, respirar estava muito difícil. Eu fui checar a minha situação e parecia e parecia que tinha uma mina de água entre as pernas, eu sentia escorrer pela minha virilha um caldo quente. João estava do meu lado preparando uma camisinha, ele estava dando seu melhor mas estava com dificuldades, eu tentei não rir pois eu também nunca tinha colocado uma, e se ele errasse nove meses depois eu estaria fodida. Logo fiquei quietinha esperando ele terminar com toda a calma do mundo.
Eu estava doida para sentar num pau havia um tempo, eu nunca imaginei que seria logo o dele. Eu achava uma loucura eu estar ali com o meu melhor amigo. Eu estava ligeiramente tensa com a penetração, eu estava decidida a fazer aquilo sem problemas, mas tinha um leve medo de doer, eu não estava completamente confortável com meu corpo estando com um homem desse jeito, imaginar que ele veria partes minhas ou alguns ângulos me deixava meio insegura. Eu sei que você pode achar bobeira mas eu estava morrendo de vergonha dele ver meu cu, o motivo? Não faço ideia até hoje, mas sempre me trancava toda para ele não ver ou virava a bunda pro outro lado quando tinha a chance.
— Estou pronto, como você acha melhor?
— Essa trosoba vai me arregaçar não vai? — perguntei medindo o pinto em riste.
— Para de bobeira garota. Isso daí que tu tem é feito para cuspir bebês!
Eu ri da colocação dele, era verdade, vulgar mas era verdade! Eu decidi que ia sentar, uma amiga falou que era a melhor maneira pois eu poderia controlar as coisas, ele se deitou e eu me ajeitei sobre ele. Peguei o pau dele e coloquei na entrada, dei uma reboladinha e forcei para baixo. Senti arder e quando fiz a primeira pressão para entrar. Me levantei mais um pouco tirei as pelanquinhas do caminho me abrindo com as mãos, na segunda tentativa ardeu novamente parecendo que tinha algo rasgando, mas acabou entrou suavemente. Foi bom, eu estava esperando que fosse melhor na verdade. Era intenso a sensação de sentir ele dentro de mim, mas queimava um bocado e eu demorei a me ajeitar, dei umas reboladas para me ajustar melhor e senti ele cutucando o meu útero. Eu queria rir de nervosa. Sinceramente eu achei que quando a coisa entrasse eu ia ouvir anjos cantando mas o que eu sentia foi um trambolho emplastificado. Não era ruim, só não era tudo que eu tinha pensado.
— Tá, acho que entrou! E agora? Quê cara é essa menino? — falei rindo do homem que estava embaixo de mim fazendo caras e soltando chiados.
— Porra tá muito bom! Tá doendo?
— Um pouco mas dá para continuar. — calculei.
Agora era só agir por instinto, eu lembro que eu nem estava preocupada nessa hora em ser sexy ou tentar agradá-lo, fiz vários pequenos testes, me movi com força, devagar, esfregando para frente e dei até umas quicadas. Mas ainda doía.
— Quer gozar? Assim não vai… — falei sem a menor noção do que fazer.
— Não Vê. Vamos devagar para você não se machucar.
— Não vai me machucar, você não é o Kid Bengala, é que tá ardendo e incomodando.
— Quer tentar no cu? — perguntou o idiota fazendo graça!
— Ah tá!
Eu tirei e coloquei atrás só de curiosidade e forcei de brincadeira, eu estava mega molhada na região e forcei para entrar, no fundo eu estava curiosa sobre isso. Mas claro que não entrou! Eu fiquei rindo dessa arte e falei.
— Eu não sirvo nem para dar o cu!
— Eu nunca imaginei que eu teria intimidade para ouvir você falando isso…
— O quê? Dar o cu? Todas as meninas se não dão, já deram e se não deram já tentaram.
— Sério mesmo? Como você sabe?
— A gente conversa, né João…
— Você tem vontade, Vê?
— De experimentar eu tenho sim, mas só dou se eu puder enfiar dois dedos inteiros no seu rabo, fechado!?
— Sai fora!
— Foi o quê eu imaginei. Então vai ficar sem meu cu! Vou dar para outro que tope — era brincadeira claro.
— Vê vamos tentar de outros jeitos, fica de quatro?
— De quatro não…
Eu já disse isso, eu tinha umas ideias estranhas, eu não queria que ele me visse em certos ângulos e eu achava que certas posições eram coisas de puta, eu tinha dezesseis anos e esses preconceitos caíram duas fodas depois disso. Hoje eu posso dizer que eu já zerei o Kamasutra e poderia inclusive escrever um volume dois com novas posições!
Eu estava ali deitada na cama, uma coisa ruim de ser mulher é ter coisas escorrendo de dentro de você, eu passei a mão para ver e meus dedos estavam com sangue. Eu sangrei um pouquinho, nada demais.
— Olha o quê você fez comigo! — falei acusativa mostrando a prova do crime.
— O quê? Arranquei seu cabaço? — disse o homem que apanhou feito um cachorro depois de falar essa besteira na minha cara!
Fui cuidar de mim e depois fiquei ali com ele fazendo brincadeirinhas e a história continua.