Capítulo 1
Aqui começa nossa mais nova novelinha, é pura bobagem de coisas da minha cabeça e eu não posso prometer que isso vai para frente, mas vamos tentar no divertir enquanto tá rolando? Vem comigo e divirta-se!
— Ei, Roberta! Tá acordada?
A voz já conhecida ecoou na minha cabeça, me arrancando do sono profundo. Revirei os olhos, ainda enfiada no travesseiro.
— Caramba, Valentina, me deixa dormir…
— Então… tem um negócio babando aqui e a cor tá meio esquisita. Aquele cara tava saudável?
Abri um olho e bufei.
— Pelo amor de Deus, vai dormir!
— Não dá! Tá coçando! Me coça aí, rapidinho…
Meu Deus… apertei as pernas, tentando ignorá-la.
— Não, eu não tô afim de me tocar agora! Se vira!
Levantei da cama com preguiça, sentindo a calcinha grudada no corpo. Ótimo. Olhei ali mesmo, na pressa — é, Valentina tinha razão. Eu tava toda babada de um corrimento leitoso meio escurecido. Mas nada alarmante, sempre rolava antes de eu menstruar. Só precisava lavar antes que secasse e começasse a coçar de verdade.
Ter boceta já dá trabalho. Agora, imagina quando a sua fala!
O quê? Sim, eu e minha boceta conversamos. Desde quando? Sei lá, desde que os hormônios começaram a ferver na puberdade. Mas isso não importa muito. O que importa é que Valentina é falante. E inconveniente.
A sua não fala? Coitada de você. Deve ser ruim ser sozinha… embora eu confesse que, às vezes, ela exagera.
Acordei para trabalhar e, como sempre, o silêncio matinal não durou nem um segundo.
— Anda logo, quero mijar! Se demorar muito, vou molhar a calcinha.
Suspirei e me levantei.
— Você sempre molha a calcinha, só não me mija, por favor.
— Ué, então faz aqueles exercícios lá pra me deixar musculosa. Já viu como eu tô ficando toda destrambelhada?
Revirei os olhos enquanto abaixava a calcinha.
— Meu Deus…
— Senta no vaso, senta… Ahhhhhh… Que delícia, mijar é bom demais, né?
— É sim… — respondi, já no automático.
— Mas e aí, siririca matinal? Topa?
— Não, tenho que me arrumar, lavar o cabelo…
Ela soltou uma bufada impaciente.
— Falando em cabelo, não quero ser chata, mas os meus estão entrando na minha boca já.
Segurei a testa com uma das mãos.
— Não tô te usando pra nada mesmo…
— Mas precisa me deixar parecendo a mulher barbada do circo?
Fechei os olhos, já sem paciência.
— Agora até você vai ficar me cobrando? Você é muito exigente, sabia?
— Sabia, sua mãe falou que vc tem que me deixar sempre limpinha.
— Eu sei disso, e eu deixo.
Tomei meu banho como de costume. Era dia de lavar os cabelos, o que significava um banho mais demorado. Mas claro que ela não me deixaria sozinha com meus pensamentos.
— Você não lavou o cu direito.
Revirei os olhos e continuei esfregando o couro cabeludo.
— Lavei sim. E eu nem cocô fiz, cala a boca, tá limpo.
— Sempre que você tá pra menstruar, fica com prisão de ventre. Você tem que ver isso. Senta lá e tenta fazer cocô. Anda.
Suspirei. Infelizmente, ela tinha razão. Uma verdade incômoda, mas real. Desliguei o chuveiro e sentei no vaso, esperando o milagre acontecer. Passaram-se dez minutos e tudo o que consegui foi soltar duas bolinhas sofridas.
— Eu preciso beber mais água e comprar um iogurte…
— O que me preocupa é como você vai limpar o cu. Daqui pra lá, por favor, não arrasta merda em mim, por gentileza!
Ri, pegando o papel higiênico.
— Não quer que eu passe um batonzinho marrom em você?
— Que nojo, Roberta! Chuveirinho pelo amor de Deus.
— Você e o chuveirinho!
Ainda rindo, terminei de me limpar e segui minha vida. No quarto, comecei a revirar gavetas atrás de alguma roupa para vestir. Ia separando as peças em cima da cama, analisando as combinações. Um sutiã mais justo, de armação, era o ideal para mim. A calcinha, por outro lado, precisava ser confortável, mas com a roupa que escolhi, uma mais cavada era necessária, senão ficaria marcando.
Peguei uma e já ia vestindo quando ouvi o protesto.
— Essa não, Roberta, por favor…
Parei, segurando a calcinha.
— Mas por quê? Eu fico tão bem nela.
— Você gosta de dormir na rede com as pernas, os braços e a cabeça pra fora?
Franzi a testa.
— Não, por quê?
— Então por que eu tenho que ficar com uma beiça dependurada? Essa coisa fica entrando em mim, parece que quer me comer… e a gente tá pra ficar menstruada, não esquece.
Segurei o riso, mas já imaginava o desconforto que ia ser passar o dia inteiro com a Valentina reclamando no meu ouvido — ou melhor, entre as minhas pernas.
— Você compra calcinha e esquece que tem um bocetão gigante que fala!
Bufei, pegando outra peça na gaveta.
— É verdade… Todo mundo me zoa por sua causa.
— Tabacuda! — ela riu. — Mas os homens gostam.
Cruzei os braços.
— Eu não posso negar isso.
— Eu acho que vou sair com absorvente já.
— Interno não, né?
— Qual o problema do interno agora?
Ela suspirou fundo, já impaciente.
— Aquela merda incha dentro de mim, me incomoda, fico com a sensação de ter um trambolho. Parece o cu quando você faz cocô e metade fica dentro.
Joguei a cabeça pra trás e gargalhei.
— Além do que, aquele barbante fica na minha boca me incomodando. E você é porca, mija e não troca. Você tem que trocar depois de mijar, cacete!
— Filha, desculpa, mas tem hora que não dá, né?
— Então coloca um colchonetezinho fofinho com cheirinho de aloe vera!
— Protetor de calcinha. Não vou gastar absorvente à toa não, que tá caro.
— Pão dura!
Revirei os olhos, terminei de me vestir e segui a vida, já sabendo que aquele ia ser mais um dia longo ao lado da minha querida e insuportável Valentina… prestes a sangrar. Em geral, ela não falava muito, mas quando começava, era um problema.
Peguei meu capacete, desci para o estacionamento e liguei a moto. O ronco do motor preencheu o espaço enquanto eu ajeitava os pés no chão e me preparava para sair.
— Se empina, senta mais retinha!
Soltei um suspiro.
— Sério, tá gostando da vibração? Você não se controla.
Me ajeitei no banco, sentindo o motor tremer sob mim.
— Sabia… gostosinho, né? Já pensou em colocar alguma coisa dentro de mim e sair de moto por aí?
Ri, balançando a cabeça.
— Seria engraçado eu sofrer um acidente por gozar em cima da moto e os paramédicos acharem um vibrador dentro de você.
Valentina gargalhou.
— Imagina a manchete: “Mulher perde o controle da moto e descobre prazer inesperado na emergência”.
Dei partida na moto, ainda rindo. O dia estava só começando, e eu já sabia que ia ser uma longa jornada com essa boca entre as pernas não me dando um minuto de paz.
Já no trabalho, Valentina ficou surpreendentemente silenciosa pela manhã. Um verdadeiro milagre. Mas, como tudo que é bom dura pouco, bastou meu chefe aparecer para o sossego acabar.
Ele era gostoso. Do tipo que exala testosterona só de andar. E o cheiro? Meu Deus, cheiro de homem de verdade, daqueles que grudam na pele e fazem a gente querer se esfregar até impregnar. Só de vê-lo falando comigo, minha mente já viajou, imaginando ele me jogando contra a mesa, me fodendo e me marcando com aquele perfume viciante.
— Eita porra, tô babando, ficou quente aqui… Mulher me acode!
Suspirei discretamente, fingindo estar prestando atenção no que ele dizia.
— Às vezes eu não queria saber da sua existência… — murmurei, tentando manter a compostura.
— A calcinha tá me fazendo cócegas, Roberta…
Respirei fundo.
— Eu queria a outra. Se tivesse com a outra agora, teria algo te apertando e você estaria mais felizinha.
— Vamos no banheiro rapidinho?
— Eu não vou te tocar agora!
— Olha como eu tô sensível… O teu nariz é ligado em mim, sabia? Se entrar por aqui, sai aí em cima.
Tive que segurar o riso, me concentrando na conversa com meu chefe e ignorando a sirene de alerta que Valentina tinha se tornado entre as minhas pernas.
Ele me deu as ordens da manhã e foi embora, deixando para trás a visão daquela bunda maravilhosa. Suspirei discretamente, acompanhando a despedida visual.
— Ô mulher… vamos no banheiro só um pouquinho… — Valentina gemeu baixinho.
— Cara, eu não posso. Já estão achando estranho eu ficar meia hora no banheiro quase todos os dias. Se alguém coloca a cabeça por cima da cabine e me pega te alisando, eu tô fodida.
— Fodida queria estar eu… — Ela suspirou teatralmente. — Olha o seu peitinho como tá!
Passei a mão de leve sobre os seios.
— Tá sensível…
— Hmm… e você ainda diz que não quer ir no banheiro…
Bufei, tentando ignorá-la, mas algo me preocupava. Eu precisava checar se minha menstruação já tinha descido. Peguei minha bolsa e fui até o banheiro, obedecendo à minha boceta.
Mal entrei e já percebi que não estava sozinha.
— E aí, amiga, como você está? — uma colega de trabalho, retocando o batom no espelho, sorriu para mim.
— Vou ficar menstruada, tirando isso…
— Graças a Deus, né? Comemorar 12 de 12 no final do ano!
Ri e fui direto para um dos boxes. De pé mesmo, abaixei a calça para verificar a situação.
— É sangue, Roberta? — Valentina interrompeu, impaciente.
— Não…
— Você não tem cólica não, amiga? Pega uma atestado — a voz da minha colega veio do lado de fora.
— Quase nada. Coxas e peito doendo só. Meu humor varia às vezes, e depois que passa, fico só mais cansada.
— De cu preso também. — Valentina se intrometeu do nada.
Revirei os olhos, abaixando a cabeça.
— Eu não vou falar que tenho prisão de ventre.
— Mas fala que eu tô sangrando! Não entendo a sua lógica.
— Cala a boca! — murmurei, tentando cortar o assunto antes que minha colega resolvesse aprofundar a conversa.
— E aí, amiga, já desceu ou tá de aviso prévio? — ela brincou.
— Ainda não, mas tá quase.
— Você não quer uma massagem? — Valentina tentou puxar minha atenção de novo.
— Agora? Nem ferrando.
Ela riu baixinho.
— Se for com final feliz, eu topo.
— Beijo amiga! Vamos almoçar juntas hoje!
— Vamo sim, no Saladas, pode ser?
— Fechado.
Minha amiga se despediu e saiu do banheiro. Aguardei a porta fechar completamente, ouvi o clique da maçaneta e verifiquei a tranca. Pronto. Agora sim.
Passei a mão nela devagar, sentindo o calor pulsante entre minhas pernas.
— Hummm… — Valentina gemeu com aquele tom sacana de sempre.
— Bom, né? Tá sensível…
— É, mas dá uma cuspidinha. A fábrica de óleo pode estar contaminada e você não quer sujar os dedos.
Revirei os olhos, mas obedeci. Cuspi discretamente nos dedos e voltei para ela.
— Tira a mão da minha beiça, Roberta! A gente não tem tempo pra isso. Vai no grelo logo…
— Assim?
Comecei a me apertar, tentando encontrar a cadência certa. Precisava relaxar para ser rápida. Fechei os olhos, deixando minha mente viajar de volta para o cheiro daquele homem. Aquele maldito perfume, a voz grave, as mãos firmes…
— Ô filha da puta, meu grelo é aí?! Parece homem, tem boceta não? Mais pra cima!
Respirei fundo e ajustei o toque, deslizando os dedos um pouco mais. No momento em que encontrei meu clitóris, um choque percorreu meu corpo. Tive que morder os lábios para não soltar um gemidão que ecoaria por todo o banheiro.
— Isso, mas mais pra cima, cara… Meu grelo tá sensível. Se ficar fazendo aí, vai ficar no “quase lá” o maior tempão e não vai gozar.
Me concentrei, ajustando o toque conforme a exigência da minha boca de baixo. A Valentina podia ser inconveniente, mas se tinha alguém que sabia exatamente do que ela gostava, era ela mesma.
— Vai, DJ, faz esse remix pra mim, vai…
— Cala a boca, caralho, goza logo.
— Joga dois dedinhos aqui pra dentro da mamãe, joga?
— Você que disse pra não fazer.
— Agora eu quero, coça a porra do grelo por dentro. Você trouxe lenço umedecido?
— Trouxe, por quê?
— Me esfrega com ele que eu gosto…
— Não, quero com o dedo mesmo. Se concentra aí, vai…
Fechei os olhos, focando no toque, nos arrepios, no prazer crescendo. A Valentina era exigente, mas no fundo, ela só queria o mesmo que eu: gozar!
Meus dedos deslizaram no ritmo certo, pressionando, brincando com a sensibilidade crescente dela. Meu corpo arrepiava a cada toque mais certeiro, e Valentina se apertava em deleite babando.
— Aí, porra, é aí mesmo… Isso, isso… — ela gemia dentro da minha cabeça, cada vez mais impaciente.
Minhas pernas começaram a tremer, a respiração acelerando, e eu sabia que estava perto. Valentina não ficava calada um segundo.
— Agora mete mais rápido, porra, termina esse serviço! — ela exigiu.
A onda de prazer subiu de uma vez, meu corpo arqueou e mordi os lábios para conter qualquer som que pudesse ecoar pelo banheiro. A pulsação forte tomou conta de mim, e por alguns segundos, tudo ficou em silêncio, exceto minha respiração ofegante.
— Ahhh… assim que se faz, Roberta… agora sim, podemos voltar pro trabalho. — Valentina suspirou, satisfeita.
— Satisfeita?
— Tou sim, massagem no início do dia sempre me deixa mais feliz, a merda é que eu vou ficar babando por meia hora e pelo jeito que sua barriga tá inchada, vou sangrar hoje até você morrer.
— A ideia do atestado da minha amiga era boa… eu ia ficar tocando você o dia inteiro dentro de casa.
Ainda tonta, ignorei ela, alcancei o papel para me limpar, tentando recuperar o fôlego.
Me olhei no espelho ao sair do box e ri de leve. Sim, definitivamente, era um inferno conviver com uma boceta falante… mas um inferno gostoso.